Quando, você lê uma placa na beira da estrada informando que a velocidade máxima é de 90Km/h, na realidade ela diz muito mais do que isto. Diz que a estrada foi projetada e construída para permitir sua utilização, com segurança e conforto até os 90Km/h; e que ao imprimir velocidades maiores, você está colocando em risco sua vida, dos passageiros e demais usuários. Numa viagem entre duas cidades que distam 100Km, se você mantiver os 90Km/h regulamentados para tal trecho, completará o percurso em 1 hora e 7 minutos. Se estiver a uma velocidade de 100Km/h o trecho será completado em 1 hora. Portanto, são 7 minutos de diferença. Certamente uma parada para “tirar água do joelho” ou tomar um café, demora mais tempo do que estes 7 minutos. Além disso, você passou uma hora inteirinha praticando infração (se é que foi somente referente à velocidade). Será que vale (mesmo) a pena, exceder a velocidade máxima permitida? Na cidade, em meio a um trânsito pesado, com aquela seqüência infindável de semáforos, você não agüenta mais aquele anda, para, anda, para. De repente, surge a oportunidade de você ser o primeiro da fila. Até invade uma parte da faixa de pedestres para ganhar alguns centímetros. O semáforo nem bem acendeu o verde e você sai pisando fundo! Mas, somente até encostar atrás de outro veículo novamente e começar tudo de novo. Anda, para, anda, para. Cada semáforo a sua frente, parece estar demorando mais e mais. Eles abrem e fecham e você não anda! A temperatura do motor do carro sobe e a ventoinha liga automaticamente para refrigerar. E você? Está com temperatura subindo, mas não tem ventoinha! Está aumentando, aumentando e vai acabar fazendo você agir de forma agressiva. Enfia a mão na buzina. Xinga todos. Acelera mesmo parado. Cara, você vai “pirar” antes de chegar em casa!! Se e quando chegar, o primeiro a te ver é que vai “levar” a primeira descarga. Você tem cachorro? Ihhh, coitado dele. Embora sempre receba a todos com uma felicidade ímpar, nesta hora é o primeiro a “levar” a descarga. Será que vale (mesmo) a pena, responder sempre da mesma forma ao enfrentamento de todas estas adversidades? Certamente algumas atitudes podem ser tomadas para reduzir sua temperatura. Mas, devem ser pensadas e refletidas fora do ambiente de estresse. Por exemplo, procure analisar conscientemente seu comportamento no comando de um veículo e comprometa-se a mudar. Avalie cada situação de desconforto enfrentada e sua atitude diante dela. São as famosas lições aprendidas às vezes (mesmo) a duras penas!. Mas, se os congestionamentos são inevitáveis, relaxe e... alivie as tensões com movimentos circulares de pescoço e alongamento de braços e pernas. Luiz Roberto M. C. Cotti Projeto Sobrevivência no Trânsito 11.9357-7310 – 11.3467-6771 sobrevivencianotransito@hotmail.com