A Rede Global de Geoparques foi criada em 2004 juntando Geoparques Europeus e Chineses. Desde que foi criada a rede apresenta um significativo crescimento, seja em número de países ou em número de geoparques.

 

Em 2005 entraram na rede a Romênia e a República Tcheca, em 2006 surgiu o primeiro geoparque na América do Sul, na Chapada dos Araripe no Brasil, além da entrada de Portugal e da Noruega. Em 2010 é criado o primeiro geoparque na América do Norte, no Canadá. Em 2014 é criado o primeiro geoparque no continente Africano, em Marrocos. A rede conta hoje com 120 Geoparques localizados em 33 países, sendo que a China possui o maior número (33), seguida pela Espanha com 11, Itália com 10, Japão com oito, Reino Unido com sete e Alemanha com seis.

 

Além da Rede Global de Geoparques existem hoje outras redes regionais que cumprem um importante papel para fortalecimento dos conceitos relacionados à Geoconservação. No ano 2015 ocorreu um fortalecimento do debate referente aos Geoparques após a criação do programa Internacional Geociências e Geoparques, no dia 17 de novembro, pela Assembléia Geral da Unesco.

 

O Programa Internacional Geociências e Geoparques funciona através de duas unidades distintas: Geoparques Mundiais Unesco composto por um Conselho GMU, um Bureau GMU, uma Equipe de avaliação e um Secretariado; e o Programa Internacional Geociências (IGCP) composto por um Conselho IGCP, um BureauI GCP, um Conselho Científico e um Secretariado. Esse programa foi o resultado de um trabalho de mais de dois anos visando integrar os conceitos já existentes.

 

Além do programa e da Rede Global é recomendada a criação de comitês nacionais, com representantes da Unesco, do serviço geológico, da instituição nacional responsável pelas áreas protegidas, de representantes do ministério do turismo, do comitê de Geoparque Unesco e por representantes do Geoparque Mundial Unesco.

 

Para fazer parte da rede o Geoparque deve conter geologia de importância internacional, paisagens vivas e ativas, onde a ciência e comunidade local possam agir de forma mutuamente benéfica, educação em todos os níveis, ligação do patrimônio geológico com os demais valores dos patrimônios natural e cultural. Os geoparques devem desenvolver junto com a comunidade local a consciência de patrimônio e adotar uma abordagem sustentável para o desenvolvimento regional. A proposta do Geoparque de Chapada dos Guimarães com certeza se enquadra dentro destes aspectos.

 

*Caiubi Kuhn - Docente do Instituto de Engenharia, Campus de Várzea Grande, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); Conselheiro-Suplente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea); Diretor de Benefícios e Relações Sindicais do Sindicato dos Geólogos do Estado de Mato Grosso (Singemat);

Presidente da Associação de Geólogos de Cuiabá (Geoclube);