Dia do Engenheiro Florestal é celebrado com ciclo de palestras promovido pela AMEF

15 de julho de 2026, às 10h43 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

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Na última sexta-feira (10), a Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF) promoveu um Ciclo de Palestras em comemoração ao Dia do Engenheiro Florestal, celebrado no dia 12 de julho. Realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), o evento reuniu profissionais, estudantes e especialistas para debater temas estratégicos voltados à atualização técnica e ao fortalecimento da atuação profissional da engenharia florestal.

 

Presidente da AMEF, eng. florestal Diogo Baicere; presidente do Crea-MT, eng. civil Juares Samaniego; diretora-geral da Mútua-MT, eng. civil Marciane Curvo; e supervisor de pesquisas agropecuárias da Superintendência do IBGE em Mato Grosso, Pedro Nessi Snizek Junior

 

A programação teve início com café de boas-vindas e mesa de abertura composta pelo presidente do Crea-MT, eng. civil Juares Samaniego, pela diretora-geral da Mútua-MT, eng. civil Marciane Curvo, pelo presidente da AMEF, eng. florestal Diogo Baicere, e pelo supervisor de pesquisas agropecuárias da Superintendência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Mato Grosso, Pedro Nessi Snizek Junior.

 

Presidente do Crea-MT, eng. civil Juares Samaniego

 

Na ocasião, o presidente do Crea-MT destacou a importância da data e o papel desempenhado pelos engenheiros florestais no desenvolvimento sustentável do estado.

“Celebrar o Dia do Engenheiro Florestal é reconhecer a contribuição desses profissionais para a conservação dos recursos naturais e para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso. O Crea-MT tem o compromisso de valorizar a categoria, incentivar a qualificação profissional e fortalecer a Engenharia Florestal, que desempenha um papel fundamental na construção de um futuro mais sustentável”, enalteceu.

 

1º Palestrante: eng. florestal José Sawinski Junior

 

A primeira palestra foi ministrada pelo assessor de sustentabilidade da presidência da CENIBRA, eng. florestal José Sawinski Junior, que abordou o tema Florestas Plantadas e Sustentabilidade. Durante a apresentação, o palestrante ressaltou que a atuação do profissional da engenharia florestal exige uma visão ampla sobre a sustentabilidade.

Vivemos em um mundo que consome cada vez mais recursos naturais, e precisamos despertar cada vez mais a consciência das pessoas sobre a preservação. Mas não apenas a preservação de forma isolada, é preciso compreender como a preservação e a conservação do meio ambiente se conectam aos aspectos sociais e econômicos. Por isso, o tema da sustentabilidade agrega muito à atuação do engenheiro florestal. Esse profissional precisa ter uma visão multidisciplinar, compreendendo que o meio ambiente não deve ser analisado de forma isolada, mas em conexão com as necessidades da sociedade e com a prosperidade financeira das empresas”, disse.

 

2º Palestrante: eng. agrônomo Everton Valdomiro Pedroso Brum

 

Na sequência, o professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e perito em avaliações de imóveis rurais, eng. agrônomo Everton Valdomiro Pedroso Brum, que também é mestre em ciências geodésicas e doutor em engenharia civil, ministrou a palestra Fatores de Homogeneização para Avaliações de Imóveis Rurais.

O especialista explicou que o tema está diretamente relacionada às atribuições do engenheiro florestal e destacou o crescimento da demanda por esse tipo de serviço.

“A avaliação de imóveis rurais é uma atribuição nata do engenheiro florestal. Então, o tema da palestra subsidia essa atuação, porque oferece ferramentas para padronizar as avaliações com dados técnicos desenvolvidos para Mato Grosso. Basicamente, como o engenheiro florestal tem, no rol de suas atribuições, a avaliação, a auditoria e a perícia, esse tema está extremamente alinhado com a atuação profissional e com o mercado de trabalho, que é crescente, desde avaliações para usinas hidrelétricas até avaliações para o ITR, que hoje são obrigatórias. As prefeituras que aderiram ao convênio com a Receita Federal precisam realizar avaliações anualmente, e os produtores rurais também demandam esse serviço para as suas declarações. Então, é um mercado em expansão para todos nós”, afirmou.

 

3º Palestrante: eng. agrônomo Ricardo Garcia Aratani

 

Encerrando a programação, o coordenador técnico estadual do censo agropecuário do IBGE, eng. agrônomo Ricardo Garcia Aratani, apresentou informações sobre o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027, enfatizando a importância da participação dos produtores rurais e dos profissionais que atuam no setor.

“É bem interessante, porque os engenheiros florestais estão bastante próximos dos produtores rurais, e esse Censo, que o IBGE vai realizar em 2027, vai abranger todos os estabelecimentos agropecuários do Brasil. Então, precisamos aproveitar todas as oportunidades que temos para conscientizar a população, os produtores e os profissionais do setor sobre a importância desse Censo. É fundamental que todos recebam os recenseadores do IBGE e respondam aos questionários, para que seja possível construir um retrato o mais fiel possível da realidade do setor rural brasileiro”, disse.

 

 

Confira a Galeria de fotos aqui.

Texto: Assessoria de Comunicação do Crea-MT