O coordenador da Câmara Especializada de Agronomia (Ceagro) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT),  o conselheiro Eng. agrônomo Cláudio Terzi, participou dia 27 de maio, por meio de videoconferência, ferramenta também chamada de “Live”, transmitida pela rede social Facebook e promovida pela Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab), debatendo o tema: O Engenheiro Agrônomo e o Receituário Agronômico, tendo como principal objetivo, despertar a classe agronômica para o tema em função de sua relevância, além de  estimular a participação da modalidade agronomia e demais engenharias nas entidades de classes e sistema profissional.

Diante do assunto, o conselheiro Cláudio Terzi, destacou a aplicabilidade atual da receita agronômica; sobre o desvirtuamento e a banalização que essa atividade técnica acabou se transformando com foco único na aquisição e transporte do defensivo e não na sua aplicação, da necessidade de se estabelecer uma receita de aquisição e uma receita de aplicação.

Na oportunidade, o engenheiro agrônomo destacou algumas ações da Ceagro  sobre Receituário Agronômico em 2020, como a possibilidade de assinatura digital das receitas, a fim de conferir agilidade, comodidade e segurança ao profissional e a sociedade e a recomendação do desdobramento da receita de aquisição no momento da aplicação, toda vez que os parâmetros técnicos considerados forem alterados.

Ainda na ocasião, os debatedores apresentaram a proposta aprovada pela CONFAEAB e CCEAGRO, que encontra-se aguardando manifestação da Comissão de Ética e Exercício Profissional (Ceep) no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), onde a receita agronômica esteja vinculada a Anotação de Responsabilidade Técnica(ART) de assistência técnica. Na Live foi mencionado que o mercado disponibiliza programas de emissão de receituários com banco de dados de pragas, doenças, invasoras e produtos.

Uma das perguntas relevantes que os debatedores receberam refere-se a prescrição de receita agronômica pelos técnicos de nível médio.  Considerando que a lei atribuiu aos técnicos de nível médio a prerrogativa de emitir a receita agronômica, e que os técnicos de nível médio não tem em seus cursos a formação necessária e suficiente para tecnicamente avaliar o cenário e fazer a prescrição e recomendações para solução de problema agronômico apresentado, pergunta-se, quais as ações que o sistema profissional (CREA/CONFEA/CONFAEAB/AEA) estabelecerá para corrigir essa distorção, haja visto, que o Sistema Confea/ Crea tem como premissa básica a defesa da sociedade”.

Participantes:

Além do coordenador da CEAGRO do Crea-MT, Cláudio Terzi , também fizeram  parte da discussão da videoconferência,  Manfred Schmid, representando o Sistema de Agronegócios (AGROTIS), José Reis, da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa – GO) e Gilberto Fugimoto da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab).

Cristina Cavaleiro/Gerência de Relações Públicas, Marketing e Parlamentar(GEMAR)