“Vamos precisar da expertise da engenharia brasileira”

30 de novembro de 2018, às 11h48 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

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“Temos plena consciência de que a infraestrutura do país parou de crescer e vamos precisar da expertise da engenharia brasileira, que é exemplo, para nos desenvolvermos. Houve erros no passado? Houve, mas estão sendo pagos. O certo é que daqui para a frente, temos que mudar. Recuperar empresas, recuperar a engenharia e ter orgulho do que sempre fizemos e sabemos fazer”. A declaração do vice-presidente eleito, o general Hamilton Mourão, agradou os participantes que na quinta-feira (29/11), na sede da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), participaram do “Diálogos Infra”, primeiro de uma série de eventos promovidos pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada – Infraestrutura (Sinicon), Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes (Anetrans) e  Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor).

Com o apoio de diversas entidades, entre elas o Confea e o Crea-DF, respectivamente, Conselho Federal e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, a presença de Mourão atraiu a participação de cerca de 300 pessoas ligadas a diversos setores de infraestrutura. Ao responder uma indagação feita pelo presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger, que questionou sobre o fato de poucos recursos serem destinados à manutenção de obras públicas, Mourão agradeceu a Krüger e defendeu que projetos de manutenção acompanhem projetos executivos: “O gestor público não vê isso. Todas as grandes obras de infraestrutura têm que estar atreladas a um contrato de manutenção. Na aviação, isso é clássico”.

Ao responder uma indagação feita pelo presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger, que questionou sobre o fato de poucos recursos serem destinados à manutenção de obras públicas, Mourão agradeceu a Krüger e defendeu que projetos de manutenção acompanhem projetos executivos: “O gestor público não vê isso. Todas as grandes obras de infraestrutura têm que estar atreladas a um contrato de manutenção. Na aviação, isso é clássico”. Depois de falar por cerca de 20 minutos tratando de temas como segurança pública, saúde e educação, e com a constatação das limitações orçamentárias, Mourão alimentou a “esperança” que ele encontra nas pessoas que confiam no futuro governo: “Financiamento público depende de equilíbrio fiscal, que implica a reforma previdenciária, e isso temos que aprovar de forma urgente para termos espaço no orçamento. Outra grande ideia é desvincular as receitas da União”. Para tudo isso, Mourão reconhece que será preciso “muito trabalho de articulação junto ao Congresso Nacional”, mas ele acredita que os “parlamentares entenderão nossa realidade e as medidas propostas”.

O general falou ainda de canais de crédito, do interesse de investidores internacionais e das “milhares de obras paralisadas em todo o país e que precisam ser retomadas”. Para ele, “haverá interesse de investidores estrangeiros”. Mas salientou que “quer capital internacional de risco e não apenas de investimento”.

*Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Marck Castro/Confea