Mais de 200 inspetores, conselheiros, colaboradores e presidentes de entidades participam do 4º Treinamento Crea-MT e Mútua
13 de março de 2026, às 17h30 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) e a Mútua realizaram o 4° Treinamento para conselheiros inspetores, colaboradores e presidentes de entidades de classe, entre os dias 11, 12 e 13 de março. Ao todo, mais de 200 participantes tiveram palestras para orientá-los sobre o Sistema Confea/Crea/Mútua, a ética do Conselho e os processos internos. O treinamento é realizado anualmente.
Durante a abertura desta quinta-feira (12), o vice-presidente eng. Agrônomo Sérgio Carvalho da Silva, ressaltou a importância do treinamento para os profissionais.
“O treinamento e conhecer sobre o Sistema é muito importante, desejo que vocês tenham um bom aproveitamento porque conhecimento nunca é demais. Quando se fala do Conselho, nós somos muito questionados lá fora principalmente por quem não participa e sabemos que graças ao Sistema Confea/Crea/Mútua, conseguimos colocar mais profissionais a campo e trabalhando porque sem um profissional habilitado a frente, não há trabalho de qualidade”, disse.

A programação contou com a participação de inspetores, conselheiros titulares e suplentes para uma palestra do advogado do Conselho Helmut Flavio Preza Daltro que apresentou um pouco sobre o decreto da criação do Sistema e os principais objetivos e funções do Conselho.
De acordo com Helmut, o Sistema foi criado no dia 11 de dezembro de 1933, através do decreto 23.569/199, no qual engenheiros, arquitetos e agrimensores através de esforços coletivos de entidades profissionais exigiram uma regulamentação para as atividades que exerciam. Inicialmente contava apenas com engenheiros, arquitetos e agrimensores e hoje abrange também os engenheiros agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas técnicos agrícolas e industriais.

Os principais objetivos da criação do Sistema é a defesa da sociedade, regulamentação da profissão e fiscalização do exercício profissional. Cabe ao Crea julgar pedido de registro de pessoas físicas e jurídicas em grau recursal, criar câmaras especializadas, manter atualizado o registro de entidades de classe e criar inspetorias.
No período da tarde, a palestra foi dedicada a Mútua, a Caixa de Assistência dos Profissionais. O diretor financeiro Waldomiro Teodoro dos Anjos, a diretora administrativa Suzan Lannes e a diretora-geral Marciane Prevedello Curvo apresentaram os benefícios da Mútua.

O presidente do Crea-MT Juares Samaniego participou do treinamento dando as boas-vindas aos profissionais.
“Obrigado a todos pela presença, vamos conversar sobre a atribuição do inspetor porque nas inspetorias tem bastante demanda, os profissionais dão sugestões para melhorar o Sistema e isso é muito importante, ouvir o profissional. Nós estamos investindo constantemente em tecnologia para aprimorar nosso sistema, não é só aqui, esse melhoramento está sendo feito a nível nacional. A reivindicação de todos os presidentes de Crea é que se crie uma plataforma nacional gerida pelo Conselho Federal e é uma briga constante. O profissional também às vezes não conhece sobre o Conselho e faz apontamentos, mas a inspetoria que está na cidade dele, ele não visita, não pede orientação para o colaborador que está lá para atendê-lo”, disse.
Dia 3

Nesta sexta-feira (13), o treinamento teve o foco nas ações dos inspetores, além de um panorama de como funciona a fiscalização do Conselho. A diretora-geral da Mútua, Marciane Prevedello Curvo disse que o “inspetor é o profissional habilitado que, voluntariamente, é designado para representar o Crea junto à comunidade, órgãos públicos e sociedade em geral. Ele é o representante do presidente na inspetoria”.
O inspetor é a face visível do Crea no seu município, a sociedade enxerga o Conselho através da atuação do inspetor. Ele atua como os “olhos e ouvidos” do Sistema, identificando demandas locais e irregularidades. O profissional deve divulgar a legislação profissional e o Código de ética na comunidade local, cumprir e fazer cumprir as determinações do Plenário e das Câmaras Especializadas, dar apoio a fiscalização para o exercício das profissões, combatendo o exercício ilegal e a falta de responsabilidade técnica, instruir processos de infração.
A segunda palestra foi ministrada pela coordenadora de Fiscalização Ivanil Martins e a gerente de Controle Operacional Renilda Kohlhase, sobre o planejamento da fiscalização e como o trabalho é feito nos municípios e na capital.

De acordo com a coordenadora, o objetivo da fiscalização não é multar, mas sim, garantir a regularidade, esclarecer dúvidas sobre a legislação, demonstrar a importância da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), identificar e relatar irregularidades sobre exercício ilegal da profissão, obras e serviços sem responsável técnico e valorizar a contratação profissional.
Para encerrar, a coordenadora também citou a 5° Força-Tarefa Nacional de Fiscalização realizada em 2025 nos municípios de Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop com o foco em armazéns de grãos. A operação foi um sucesso averiguando toda a região e regularidade das fazendas.
“Até então o Crea Mato Grosso, perante ao Confea e aos demais Creas, era visto como o Crea pequeno que não tinha procedimentos, planejamento de fiscalização e hoje nós somos bem conceituados”, disse.