Evento gratuito discute o uso sustentável dos recursos naturais

O Brasil é um dos grandes exportadores de minério de ferro, ouro e outros minerais. O debate sobre mineração e geoconservação é muito importante para sociedade brasileira, visto que a atividade mineral é fundamental para garantir os itens e produtos necessários para o desenvolvimento humano e social. Por outro lado, a proteção e promoção de patrimônios geológicos cumprem um papel essencial na divulgação científica e para fomento à educação, uma vez que os elementos de geodiversidade ajudam a contar a história do planeta.

Realizado pela Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO), pela Associação Profissional dos Geólogos do Estado de Mato Grosso (AGEMAT) e pela Associação de Geólogos de Cuiabá (GEOCLUBE), com patrocínio master do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), o VIII GEO Políticas: Mineração e Geoconservação, acontecerá de 30 de maio a 1º de junho, de forma híbrida, sendo presencialmente no Auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e online, com transmissão ao vivo pelo canal da FEBRAGEO no YouTube.

Para Sheila Klener, geóloga, vice-presidente da FEBRAGEO, presidente da AGEMAT e uma das organizadoras do evento, o objetivo principal desta edição é fomentar ações integradas entre o setor mineral (profissionais, empresários, órgão de fiscalização) com entidades que atuam na geoconservação (instituições de ensino, pesquisa e órgãos públicos ambientais e de planejamento), discutindo formas de tornar as atividades minerárias mais sustentáveis e reconhecer os locais de interesse do patrimônio geológico.

Dentre os convidados para o evento estão grandes nomes da geologia no Brasil como Andrea Trevisol, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o professor doutor Ismar de Souza Carvalho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marjorie Csekö Nolasco, Conselheira Federal do CONFEA e professora doutora da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e Fábio Reis, presidente da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) e professor doutor  da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Para alcançar o desenvolvimento sustentável é preciso que os elementos que são da geodiversidade sejam preservados para futuras gerações. Isso porque a geodiversidade ela não é renovável e por isso requer que nós façamos uma gestão dos recursos naturais e também dos locais que possuem uma relevância maior para se contar a história do planeta e a história da evolução das espécies e tudo que está contido ao longo de todo o tempo geológico, afirma Caiubi Kuhn, um dos organizadores do evento e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Para Ismar de Souza Carvalho os fósseis quase sempre têm sido relacionados ao patrimônio cultural brasileiro, como elementos de importância da identidade de nosso território. Todavia, os fósseis são antes de tudo parte das rochas, e por conseguinte possuem múltiplas funções que transcendem a uma limitação cultural. Diversos fatores, os quais incluem a diminuição ou aumento da possibilidade de coleta de uma mesma espécie, falta de aplicabilidade econômica, área de distribuição geográfica, excepcionalidade de preservação e interesse público geram uma impossibilidade de determinação do valor real de um fóssil como patrimônio. Assim, são analisados os aspectos legais e infralegais e a importância de novos parâmetros de entendimento dos fósseis como objetos patrimoniais, afirma Carvalho.

Marjorie Csekö Nolasco, comenta que o Brasil está submetido a geopolítica mundial há muito tempo e é um dos grandes produtores de minérios de ferro, entre outros recursos minerais e energéticos. Esses recursos  foram importantes para viabilizar metrôs, construções, e condições para a civilização que conhecemos,  em todo o  mundo, porém é preciso discutir a geodiversidade brasileira e o uso dessa geodiversidade de forma racional, pensando no retorno, bem-estar e qualidade de vida do povo brasileiro, seu proprietário, bem como nas futuras gerações.

O evento é uma ação indispensável para as atuais e para as futuras gerações, discutir o uso sustentável dos recursos naturais e fomentar a divulgação das informações sobre a história da terra, contada por meio das rochas. Para conferir a programação e realizar sua inscrição gratuita acesse:  https://www.even3.com.br/minegeo/.

Fonte: FEBRAGEO