Engenheiro civil formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marciane Prevedello Curvo é atual representante da Associação Brasileira de Engenheiros (Abenc-MT), seção Mato Grosso, no Plenário do Crea-MT e vice-presidente da Abenc nacional. Já ocupou a cadeira diretora-geral da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea Mato Grosso (Mútua-MT) durante oito anos.  Possui 18 anos de profissão e de experiência no ramo, sendo oito deles, no setor Público. Atualmente exerce o cargo de secretária-Adjunta de Administração Sistêmica da Secretaria de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT).  Em entrevista, ela fala sobre a profissão e explica o que faz um engenheiro civil.

 

Crea-MT- O que faz um engenheiro civil?

Marciane – Costumo dizer que a engenharia é uma das profissões mais ricas em relação à demanda, além de possuir um leque de opções agregadas aos trabalhos.  Essa profissão, tem muitas atribuições. As diferentes modalidades – categorias precisam ser unidas, para não prejudicarmos as funções de cada um.  Como atualmente existem mais 300 profissões pertencentes ao Sistema Confea/ Crea, há uma luta em relação as atribuições, motivo pela qual a entidade de classe defende o engenheiro civil.

 

Crea-MT- Atualmente como está o mercado de trabalho para o engenheiro civil?

Marciane –Afirmo que não está ruim, mas estamos passando por uma longa defasagem de salários, demandas do engenheiro, onde com a saída dos arquitetos, eles estão fazendo as vezes o trabalho do engenheiro civil, então a gente tem que estar sempre desenvolvendo o melhor. O profissional tem que participar de cursos, ficar antenado e estar participando do Conselho, dessa forma terá maior contato com a sociedade.

 

Crea-MT- Em quais áreas o engenheiro pode atuar?

Marciane –Em várias áreas.  Ele pode ser perito, fiscal, orçamentista ou até mesmo calculista. Então tudo isso vai depender da carga horária dele e da faculdade.  É uma luta diária. Exige dedicação profissional.  Quem não participa da Associação e do Conselho, não vê. Ou seja, não observa que o Crea-MT é representado no Confea. Atualmente o engenheiro civil André Schuring ocupa a cadeira de conselheiro federal e o também engenheiro civil, Juares Samango que   está como diretor financeiro da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea nacional (Mútua).

 

Crea-MT – Porque aconselharia um jovem a cursar engenharia civil?

Marciane –Sou apaixonada pela engenharia. Muitos falam que engenheiro civil não tem retorno financeiro. Honestamente, creio que hoje no Brasil todo mundo trabalha muito, e dá para sobreviver e ter um dinheiro guardado. Agora não é só nessa profissão que tem retorno financeiro. Existe um leque de trabalho e é apaixonante.  Eu indico a engenharia, ela é uma profissão para quem realmente gosta de trabalhar, pois às vezes não dormimos por 24 horas.

*Equipe de Comunicação do Crea-MT