Neste mês de novembro o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), homenageia o profissional    responsável pelas instalações elétricas de um projeto. É ele quem deve realizar a análise do local propondo as melhores soluções em eletricidade, objetivando a segurança e qualidade do imóvel, propondo conforto dos usuários.  Graduado Engenharia Elétrica pela Universidade de Federal de Mato Grosso (UFMT) Edson Domingues de Miranda, atualmente é coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do Crea-MT e representante da Associação Mato-grossense dos Engenheiros Eletricistas (AMEE) no Plenário do Conselho, Edson tem mais de 20 anos de profissão e experiência como empresário no ramo. O conselheiro do Crea Mato Grosso destaca o amor pela profissão e o que faz um engenheiro eletricista.

Gemar– O que faz um engenheiro eletricista?

 Edson Miranda – O engenheiro eletricista, hoje, tem um campo de atuação muito vasto. Ele pode trabalhar em indústrias, passando pelo setor de geração, transmissão e distribuição de energia. A Engenharia Elétrica possui ainda outras vertentes, como a ênfase em telecomunicações e em automação. Ambas fazem parte do curso de Engenharia Elétrica e, portanto, tornam o campo de atuação muito significativo.

 Gemar- Atualmente, como está o mercado de trabalho para o engenheiro eletricista?

Edson Miranda – A Engenharia Elétrica está intimamente associada à atividade industrial. A região de Mato Grosso vem vivenciando um processo de industrialização. Atualmente, todas as novas usinas e indústrias, sejam de grande ou pequeno porte, possuem a produção de energia. Então, algumas dessas novas usinas, que têm  grandes plantas geradoras, possuem  necessidade do engenheiro eletricista para cuidar da geração. A região é forte, há também a agroindústria com demanda por engenheiros notadamente no campo de manutenção, ligados à produção e manutenção.  A Engenharia Elétrica tem um mercado local, mas há uma necessidade ainda maior de engenheiros no Brasil todo.

Gemar- Em quais áreas o profissional pode atuar?

 Edson Miranda – As perspectivas para um Engenheiro Eletricista são boas, apesar da crise atual. É época de investir em uma boa formação em Engenharia, pois daqui algum tempo, quando os novos alunos estiverem formados, o cenário será certamente melhor. Atualmente, as melhores oportunidades de emprego para o Engenheiro Eletricista estão em empresas de tecnologia da informação, além dos polos industriais das regiões de todo o país. Os órgãos públicos também empregam muitos Engenheiros Eletricistas, em ministérios, agências reguladoras e companhias de energia. O profissional formado em Engenharia Elétrica pode atuar em diversas áreas devido à sua formação abrangente. Além do setor de geração e fornecimento de energia, destacam-se os setores de construção civil, automação, telecomunicações, eletroeletrônica, engenharia biomédica e computação.

Gemar – Atualmente fala muito em energias renováveis, temática que está presente na grade curricular do curso. Há outras tendências para a área se destacar?

Edson Miranda – O tema de energias renováveis é realmente o tema de destaque atualmente. Existem muitas oportunidades na geração de eletricidade por hidrelétricas, usinas movidas a biomassa e energia eólica. Outra tendência muito forte atualmente é a ampliação e modernização dos serviços de telecomunicação no Brasil, com destaque para a internet e a TV digital. Esse setor tem perspectiva de forte crescimento para os próximos anos e emprega Engenheiros Eletricistas do início ao fim dos processos. A tendência de crescimento nas telecomunicações é acompanhada diretamente pelos avanços na indústria eletroeletrônica, que segue modernizando e potencializando os dispositivos móveis diariamente. O Engenheiro Eletricista está capacitado para atuar na área de eletrônica, computação e automação.

Gemar – Por que você aconselharia um jovem a cursar Engenharia Elétrica?

Edson Miranda – Eu venho de um momento, na década de 90, quando o mercado estava totalmente retraído, não havia vagas, muitos engenheiros formados naquela época nunca trabalharam porque não tinha oportunidade de emprego. O país ficou vinte anos sem investir no setor de geração, transmissão e distribuição de energia. Por conta disso, nas próprias escolas de engenharia, uma porcentagem muito pequena dos engenheiros foi para a área de potência. Agora, com a retomada do crescimento, principal indústria é a de energia, então hoje, essa oportunidade de vagas, é um fator interessante. A pior coisa que existe para um profissional é estudar, formar e não ter emprego. Então, o fato de ter um mercado absorvendo essa mão de obra, já é um estímulo. Mas é óbvio que não adianta nada ser um engenheiro formado se você não tem afinidade com aquilo, é preciso avaliar bem todos esses fatores.

 

Cristina Cavaleiro/ Gerência de Relações Públicas, Marketing e Parlamentar (GEMAR)