Neste mês de outubro o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), destaca o trabalho do engenheiro agrônomo. Profissional do Sistema Confea/Crea responsável   pelo manejo de diferentes culturas e que consegue planejar o cultivo de forma a garantir uma produção otimizada, indicando tecnologias e conhecimentos cientificamente embasados para a eficiência da atividade agrícola. Para homenagear o profissional da modalidade de Agronomia, o Crea Mato Grosso entrevistou o 2° vice-presidente do Regional, o conselheiro engenheiro agrônomo Márcio Eduardo Forti de Andrade. Graduado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Campus Araras em 1999, além da especialização em Administração Rural em 2008 e Cafeicultura pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Mestrado em Tecnologia de Sementes pela Universidade Federal de Pelotas em 2011 (UFPel).

Membro da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Rondonópolis (Aeagro), o engenheiro agrônomo sempre atuou na área comercial de insumos biológicos e já trabalhou  na área sindical, desenvolvimento de mercado e marketing. Além dos municípios de Cuiabá, Rondonópolis e Tangará da Serra, exerceu sua modalidade cem Poços de Caldas em Minas Gerais.

Gemar- O que faz um engenheiro agrônomo?

Márcio- O eng. Agr. atua em todas as etapas do processo agrícola, desde o planejamento, processamento, distribuição, produção e comercialização dos produtos de origem vegetal e animal, sempre respeitando o uso racional dos recursos naturais. Essa profissão é bem    dinâmica e exige muito do profissional.  Na zona rural, pode trabalhar com agricultura, políticas de preservação e conservação ecológica, além de poder lidar com zootecnia. Na área urbana, o agrônomo pode envolver-se com parques e jardins, em indústrias de mecanização da agricultura e com comércio de produtos agropecuários. Em suma, suas atividades são sempre ligadas à agropecuária e à utilização de recursos naturais.

Gemar- Engenheiros agrônomos são necessariamente agricultores?

Márcio- Não, o segmento que um engenheiro agrônomo  pode trabalhar é vasto, desde assistência técnica em fazendas até executivos em bancos; área de pesquisa, indústria, comércio de insumos entre outros.

Gemar- O que um engenheiro agrônomo sente pelo solo?

Márcio-  Solo representa parte importante no procedimento de produção, onde acontecem centenas de processos físicos, químicos e biológicos.

Gemar-  Qual a importância de cada semente?

Márcio-  Um dos insumos mais importantes no processo produtivo; envolve uma cadeia complexa que emprega profissionais de alta capacidade técnica.  

Gemar- Por que o cuidado com o solo é essencial?

Márcio- Pois   ele que sustentará as altas produtividades, manterá o equilíbrio biológico e assim culminará em altos potenciais produtivos.

Texto: Cristina Cavaleiro/ Gerência de Relações Públicas, Fotos: Igor Bastos/ Marketing e Parlamentar (GEMAR)