Uma equipe de engenheiros, designada para verificar possíveis questões de ordem técnica que possam ter contribuído para o represamento do córrego do Gambá e o conseqüente alagamento de casas na vizinhança, constatou que a causa determinante é o descarte indevido de lixo e utensílios domésticos. A equipe assinalou a queda de um muro, construído irregularmente em área de preservação, como fator a obstruir quase dez por cento do leito do córrego e o restante, elevando o represamento para quase trinta por cento do leito, constituído por sofás velhos, restos de fogão, partes de geladeiras inservíveis e, sobretudo, sacos de lixo doméstico que foram lançados após a passagem da equipe de limpeza que já estava limpando áreas à montante e bem afastadas do local onde ocorreu o alagamento. O diretor de obras públicas, Orozimbo Guerra Neto, recebeu o relatório onde os engenheiros explicam que o declive de mais 3 metros entre a margem da Avenida Beira Rio e a foz do córrego do Gambá revelou-se suficiente para drenar, com velocidade, toda a água que conseguiu transpor o represamento, além do volume carreado pela rede de drenagem recém-construída. Fonte: Diário de Cuiabá.