O projeto para retomar a construção da ferrovia Ferronorte que ligará Rondonópolis a Sinop e de Alto Araguaia a Uberlândia no estado de Minas Gerais ganhou outro nome, agora se chama “Ferrovia do Cerrado” e deve ser discutida pelos setores produtivo, acadêmico e pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso, Goiás e de Minas Gerais, em março deste ano.

A informação é do professor doutor do Núcleo de Estudos de Logística e Transporte da UFMT, Luiz Miguel de Miranda, que esteve reunido com o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), João Pedro Valente, e o empresário de geração de energia, Carlos Antônio Borges Garcia, ainda em 14 de dezembro de 2018, para tratar de assuntos em como desafogar os corredores de escoamento rodoviários mato-grossenses através do projeto da “Ferrovia do Cerrado”.

Segundo o presidente do Crea-MT, o assunto será debatido em um Workshop no dia 29 de março de 2019, a ser realizado na Universidade de Uberlândia, no Estado de Minas Gerais. “Eles já estudam as soluções, problemáticas e integração dessa modalidade de transporte com a ferrovia Norte Sul, considerado eixo ferroviário do país, chegando até Rondonópolis à Ferrovia Centro Atlântico (FCA)”, detalhou João Pedro Valente.

“Nesse encontro, serão discutidas problemáticas em torno do Transporte ferroviário, como déficit, o consumo energético, a malha ferroviária brasileira e a questão de integração da bitola. E a integração do Centro Oeste. O Crea Mato Grosso será a matriz de conhecimento por conta   de engenharia ferroviária.  Os Creas Goiás e de Minas Gerais se unem ao de Mato Grosso para dar o suporte a esse evento”, ressaltou o professor Luiz Miguel.

Ainda segundo o doutor do Núcleo de Estudos de Logística e Transporte da UFMT, as universidades serão responsáveis pela produção de saber e o setor produtivo pela tecnologia.

Nós temos um déficit ferroviário muito grande no país. Um exemplo, foi a greve dos caminhoneiros que afetou todo o País em maio do ano passado e deixou a população de mãos atadas, pois dependemos quase que exclusivamente do transporte rodoviário. Acreditamos que o transporte ferroviário seria a melhor saída para desafogar a logística de Mato Grosso”, declarou o professor Luiz Miguel de Miranda que buscando uma alternativa para o problema de escoamento de produção do Estado de Mato Grosso pensa em unir o setor produtivo e o acadêmico, para retomar uma concessão ferroviária devolvida para a União.

“Me refiro à ligação de Rondonópolis até Sinop, e de Alto Araguaia até Uberlândia em Minas Gerais. Essa concessão é de 1989, que seria o projeto original da Ferronorte. O estudo da ferrovia foi retomado, realizando uma manifestação junto ao Ministério do Transporte para que tenhamos condições de desenvolver esse projeto denominado Ferrovia do Cerrado”, detalhou o professor Luiz Miguel.

                                                                                                                                                                                *Equipe de Comunicação do Crea-MT