A primeira reunião da Câmara Setorial Temática da Assembleia Legislativa do Estado (AL-MT) para estudar e discutir estratégia da agronomia e da engenharia para o crescimento sustentável do estado de Mato Grosso, realizada quarta-feira, 12 de junho na AL-MT, foi marcada pela palestra do gestor técnico do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, que fez uma explanação sobre as tendências e projeções do crescimento de Mato Grosso junto ao cenário nacional. A palestra foi dividida em três etapas: ‘Agronegócio em Mato Grosso e no Brasil’; ‘Competitividade’, e ‘Tendências e Perspectivas a longo e médio prazos’.

Na ocasião, o palestrante destacou que a base econômica de Mato Grosso atualmente é o agronegócio. Maior produtor de soja e algodão em pluma, segundo maior produtor de arroz, quinto produtor de cana-de-açúcar e sétimo de milho. O rebanho bovino tem crescido rapidamente e o Estado já possui o maior rebanho de corte do país.

“A área destinada à produção de grãos cobre aproximadamente 12% da área do estado, o que demonstra o potencial ainda a ser explorado. Esta abordagem do agronegócio no Brasil vem para mostrar a importância da produção mato-grossense, provando a evolução histórica das principais cadeias de como começou a produção, e ainda, as perspectivas para os próximos dez anos na área agrícola”, explicou Cleiton.

O presidente da CST da Engenharia e Agronomia, conselheiro do Crea Mato Grosso, engenheiro agrônomo Marcelo César Capellotto França, afirmou que a câmara irá discutir sugestões de produção sustentáveis como um fator de propulsão do desenvolvimento social e econômico. “Buscaremos ações que possam vir ao encontro do desenvolvimento do Estado. Produzir propostas que dê resultados imediatos junto à sociedade, com vistas ao crescimento de Mato Grosso”, disse Capellotto.

Mais adiante, ele comentou que os membros da CST estão focados em propostas para a sustentabilidade do Estado em função do aumento da produção agrícola.

Baseado em dados do Imea, Cleiton Gauer lembrou que em 2017 Mato Grosso contribuiu com 11,2% da taxa real do PIB do país e que em 2019 deve encerrar o ano em 50%. “É importante lembrar nesse montante, o Estado ainda registra 41% de suas terras  produtivas preservadas pelos produtores”, destacou o gestor, que esclareceu que até 2028, Mato Grosso pode ter produção recorde de milho, superando o cultivo de soja. “Os números estão caminhando para isso, pois o interesse pela cultura do milho está crescendo bastante no estado”, comentou Gauer.

Um dado revelado por Gauer está ligado à participação de Mato Grosso na balança comercial do país. Ele informou que o Estado se posiciona com 28% da produção total de soja no país e com 9% mundialmente.

“Esses índices tendem a aumentar gradativamente, mas outras culturas, como a de algodão também estão aumentando, onde 66% dela estão plantadas em Mato Grosso”, assinalou.

Porém, todas as informações e dados da produção agrícola estadual divulgada pelo gestor técnico da Imea esbarram num problema, que segundo Gauer, é a competitividade distribuída.

“Mato Grosso é o estado com maior custo de frete do país e continuará sendo por muito tempo. Faltam ferrovias e hidrovias adequadas para mudar esse quadro. Aqui demonstra a disparidade muito grande com os custos dos modais de outras regiões ”, avaliou.

O deputado estadual, engenheiro civil Sebastião Rezende,  disse que a  CST vem ao encontro das necessidades da produção agrícola em regiões que tem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo em Mato Grosso. Apesar de depender de Rondonópolis para o campo de trabalho, São José do Povo, possui uma das  melhores argilas do país, e podia instalar uma indústria de produção de cerâmica

CST de estratégia da agronomia e da engenharia para o crescimento sustentável do estado de Mato Grosso foi solicitada pelo Crea Mato Grosso e requerida pelo deputado engenheiro civil Sebastião Rezende e conta com o apoio da Procuradoria da Assembleia Legislativa e participação de representantes do CREA/MT, AEAGRO, APROSMAT, DPDAG – Superintendência Federal de Agricultura, do Comitê Estratégico Soja Brasil, da UNIVAG, da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Primavera do Leste ,da UNEMAT, da EMPAER/MT, IMEA, AMPA, INDEA/MT, FAMATO, UFMT, FUNDAPER e da APROSOJA/MT.

Cristina Cavaleiro/Equipe de Comunicação do  Crea-MT com informações da AL/MT