Os números foram apresentados pelo secretário-adjunto de Investimento e Agronegócio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Walter Valverde, que fez uma apresentação sobre o desenvolvimento sustentável e as potencialidades de Mato Grosso durante a reunião da Câmara Setorial Temática para Estabelecer a Estratégia da Agronomia e da Engenharia para o Crescimento Sustentável do Estado de Mato Grosso (CST).

O secretario da Sedec disse que o estado tem potencial, mas é preciso aproveitar, investindo em tecnologias de avanço. Nos últimos anos, os índices mostram que Mato Grosso emplacou em desenvolvimento econômico, em relação aos números apresentados pelos demais estados.

De acordo com números da Sedec, entre 2000 e 2018, a população de Mato Grosso teve um crescimento de 37,39%. “Este aumento populacional é 64,08% maior do que o ocorrido no país todo, neste mesmo período. Atualmente, a população do estado representa 1,65% do total de habitantes do Brasil; os mato-grossenses estão contidos numa área que representa 10,61% do território nacional.

Com relação à densidade demográfica do estado, Valverde indicou que é de 3,81 hab/km², o que é 84,44% menor que a do país, hoje em 24,50 hab/km². “Diante dos números apresentados, tenho certeza de que teremos bons resultados em todas as áreas. Conseguiremos orientar as pessoas que nos procuram solicitando apoio e informações sobre o estado e suas perspectivas”, disse o presidente da CST, Marcelo Capellotto.

Secretário-adjunto de Investimento e Agronegócio da Sedec Walter Valverde

No tocante ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Mato Grosso, o secretário-adjunto da Sedec confirmou o montante de R$ 37.462,74, valor 23% superior ao da média nacional. “Esses números nos colocam em quarto lugar no ranking das oito unidades da federação com PIB per capita maior que o nacional”, lembrou, revelando ainda que “mais que isso, 9,31% das cidades brasileiras com PIB per capita maior que R$ 50 mil se concentram em Mato Grosso”, apontou o agrônomo.

Presidente da CST, Marcelo Capellotto

Depois, o secretário-adjunto mostrou dados sobre o agronegócio, especialmente a agricultura tecnificada, considerada a principal atividade de todos os municípios em crescente economia. Ao todo, 27 cidades (19%) do estado possuem PIB per capita acima de R$ 50 mil. O município de Campos de Júlio possui o maior PIB por pessoa: R$ 202.309,42 – o que é 562% maior que o brasileiro, colocando-o em 8º lugar no ranking dos maiores entre os 5.570 municípios do país. Ainda, Mato Grosso contém 37 municípios com PIB per capita superior a R$ 42.000, o que representa 26% das cidades mato-grossenses.

“Neste fator também temos um crescimento positivo, saindo da média brasileira. Por exemplo, se pegarmos o cenário nacional, Mato Grosso está bem acima dos índices. O estado se encontra entre os de maior renda por pessoa e isso demonstra um desenvolvimento fantástico do agronegócio com empreendedorismo regional”, disse Valverde.

O Índice de Desenvolvimento Humano Médio (IDHM) de Mato Grosso, em 2010, foi de 0,725; representando 99,72% do IDHM nacional. Porém, o desenvolvimento apresentado pelo estado é 20,63% superior ao do que foi registrado em 2000.

Neste mesmo período, o IDHM do país evoluiu 18,79%; deste modo, o IDHM de Mato Grosso teve crescimento 9,8% superior ao do Brasil entre 2000 e 2010. Quando comparado ao de 1991, o IDHM de Mato Grosso teve uma evolução de 61,47%, um acréscimo 29,5% maior que o obtido pelo Brasil.

Neste período, todos os indicadores (renda, longevidade e educação) do estado tiveram evolução acima da média nacional. Diante desses fatores, o secretário-adjunto apontou a diminuição da pobreza em Mato Grosso no período de 2000 a 2010, quando a renda apropriada pelos 80% mais pobres teve uma elevação de 20,17%.

A mesa foi composta pelos representantes do Crea-MT na Câmara Setorial Temática para Estabelecer a Estratégia da Agronomia e da Engenharia para o Crescimento Sustentável do Estado de Mato Grosso, presidente Marcelo Capellotto e os membros, Clóvis Albuquerque e Eloi Pereira e pelo relator da AL/MT Ricardo Riva. Acompanharam a reunião da CST algumas entidades que compõem o Crea-MT: Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (AEA/MT), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Primavera do Leste (AEAPL), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Tangará da Serra (AEATGA), Associação e Engenheiros da Grande Rondonópolis ( AEAGRO),  e o Instituto de Engenharia do Estado de Mato Grosso(IEMT).

Texto e fotos: Cristina Cavaleiro/Equipe de Comunicação do Crea-MT com assessoria da AL/MT