Representando o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), João Pedro Valente, o conselheiro Eng. Florestal Joaquim Teodoro e o conselheiro suplente Eng. Florestal Rômulo Mora participaram “in loco” dia 05 de julho, na Fazenda Sinopema, localizada na divisa entre os municípios de Sinop e Tabaporã de manejo florestal sustentável na prática. Em uma área de aproximadamente 52 mil hectares (ha), o cenário é de conservação.

Nem parece haver uma atividade econômica de alto desempenho. No local, todas as árvores são identificadas e as que estão em ponto de maturidade são colhidas, deixando espaço para o surgimento de novas mudas, processo conhecido como regeneração natural da floresta. Todo esse sistema obedece a rígidos controles de órgãos ambientais, desde o licenciamento e a colheita, passando pelo transporte até a comercialização

O evento realizado, similar aos “dias de campo” que acontecem em fazendas de grãos, está em sua segunda edição e é realizado pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) e parceiros. O público alvo é formado por representantes dos poderes públicos executivo, legislativo e judiciário que interagem com o setor ou com o tema ambiental. O objetivo é mostrar, na prática, como é o cotidiano usual do manejo florestal, uma atividade que mobiliza mais de 5 mil empreendimentos no estado e que emprega cerca de 90 mil pessoas direta e indiretamente.

Para o conselheiro do Crea-MT, Eng. Florestal Joaquim Teodoro, o encontro tem o objetivo de mostrar na prática, como é o cotidiano usual do manejo florestal, uma atividade que mobiliza mais de 5 mil empreendimentos no estado e que emprega cerca de 90 mil pessoas direta e indiretamente.   Na avaliação do diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Valdir Colatto, eventos como o Dia na Floresta favorecem o aprendizado que melhoram a implementação de políticas públicas relativas ao setor florestal. Na fala de abertura do evento ele também defendeu a necessidade, urgente, de melhorar a imagem da atividade junto aos compradores, principalmente, internacionais.

“Nós queremos fortalecer essas parcerias para que possamos mostrar que o setor florestal brasileiro é desenvolvido e sustentável”, afirmou Joaquim destacando que na oportunidade entregou ao representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA), cujo nome também é Joaquim três DVds . Sendo um referente ao primeiro projeto de manejo florestal filmado em Mato Grosso em 1988. O segundo em 2000 , referente ao inventário continuo da floresta . E o terceiro , produzido por mim, em 2012, exibindo por meio de tomada aérea  , a real situação da floresta manejada e totalmente regenerada, ou seja , em “ clímax”, explicou o conselheiro.

Já o conselheiro suplente do Crea-MT, Rômulo Mora, a participação do Conselho em eventos de grande plenitude e mostrar como está sendo realizado o manejo florestal sustentável, além das diretrizes que a Secretaria de Estado e Meio Ambiente (Sema-MT) está utilizando, inclusive na implantação de novos sistemas para melhorar o tramite de processos burocráticos.

A autorização e a fiscalização da produção de madeira em Mato Grosso são realizadas por quatro órgãos públicos diferentes: a Sema, o Ibama, o Indea e a Polícia Rodoviária Federal. Na esfera jurídica, a atuação é tanto estadual como federal. Ou seja, o controle da atividade é extremamente complexo.

A secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), Mauren Lazzaretti, falou sobre os avanços de gestão da pasta, destacando a maior agilidade na análise dos processos de autorização dos Planos de Manejo Florestal Sustentável, mecanismo que, em sua avaliação, “representa a alternativa mais eficiente para manter a floresta em pé.

“Nós queremos fortalecer essas parcerias para que possamos mostrar que o setor florestal brasileiro é desenvolvido e sustentável”, afirmou Mauren. O Dia na Floresta foi organizado pelo Cipem, em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e o Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF).

O evento teve apoio da Iniciativa para o Comércio Sustentável, Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (Amef) e Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso (Sindusmad). A madeira de Mato Grosso é, majoritariamente, oriunda de 3,7 milhões de hectares de florestas privadas manejadas e a expectativa é de chegar a 6 milhões de hectares até 2030. A atividade agrega mais de 5 mil produtores, sendo 1.006 indústrias e comércios que empregam cerca de 90 mil pessoas direta e indiretamente. Ao todo, 44 municípios mato-grossenses têm como base econômica a atividade florestal, colocando o setor na 4ª posição no ranking da economia estadual.

Somente em 2018, o setor de base florestal arrecadou mais de R$ 53 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e mais de R$ 23 milhões para o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), com a movimentação de R$ 2 bilhões em vendas de produtos florestais.

Cristina Cavaleiro/Equipe de Comunicação Crea-MT com informações da Assessoria do Cipem-MT