A entrevista deste mês de maio destaca o trabalho desenvolvido pelos profissionais relacionados aos estudos da geologia, que podem trabalhar em várias áreas, como a paleontologia, pesquisa mineral, geologia de petróleo, hidrogeologia, geotécnica, geoquímica, geofísica, geologia marinha e geologia ambiental, entre outras. Para homenagear os Geólogos do Sistema Confea/Crea pelo dia, comemorado em 30 de maio, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) conversou com Wagner Lope Gheler,  formado   em Técnico em Mineração, pela instinta, Escola técnica Federal do Estado de Goiás (ETFGO ) em 1992  e graduado em Geologia pela Universidade Federal  de Mato Grosso( UFMT)  em 1997 e  com especialização  em Meio ambiente e Segurança na Mineração pela instituição de ensino  Ecole des Mines d’Alès na França em  2002 . O geólogo realizou vários serviços  em empresas do setor mineral em Mato Grosso   e fora do estado, atualmente executa  licenciamento ambiental e pesquisa mineral, em uma empresa de Geologia, Mineração e Serviços Ambientais.

GEMAR-O que mais chamou a sua atenção para entrar na área de geologia?

Wagner- A curiosidade. Quando criança me encantava com os geodos de ametistas e outros cristais  encontrados na fazenda da minha avó, no Rio Grande do Sul.

GEMAR–Qual maior desafio do geólogo?

Wagner- Descobrir novas jazidas minerais assim como conciliar exploração dos recursos naturais não renováveis com o desenvolvimento sustentável. Os bens minerais são essenciais para o desenvolvimento econômico e social. A mineração está presente no alimento de todos os dias, no remédio que usamos, na roupa que vestimos, no nosso carro, na nossa casa. Encontrar o equilíbrio entre o aproveitamento desses bens naturais e o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental é o grande desafio do setor.

GEMAR–Como é o mercado de trabalho para o geólogo?

Wagner– É amplo. A geologia é aplicável em uma grande variedade de áreas de atuação. Em termos gerais o mercado de trabalho se desenvolve de maneira cíclica, alternando períodos de grande demanda e outros de estagnação. Em geral o que motiva essas variações são de ordem política, quando os governantes promovem ações que podem gerar insegurança quanto ao futuro da atividade mineral. Secundariamente  existem  questões econômicas, geralmente relacionadas a questões globais.

GEMAR– Como é a atuação do geólogo no Estado de Mato Grosso?

Wagner- O geólogo em MT possui várias áreas de atuação: pesquisa mineral, extração mineral, planejamento territorial/ambiental, geofísica, geoprocessamento, ensino de geociências dentre outros.

GEMAR– Qual é a potencialidade de minérios do país?

Wagner- O Brasil é um player mundial quando o assunto é a mineração. Nosso país é uma realidade no setor mineral e tem ainda uma grande potencialidade para novas descobertas. Prova recente são as descobertas de cobre no norte de MT, cujas reservas poderão ser classificadas como jazidas de Classe Mundial. A Amazônia e o Mato Grosso têm ainda muito o que mostrar.

GEMAR–Qual objetivo da entidade de classe na valorização dos profissionais da área?

Wagner- Na minha visão as entidades de classe ajudam a unir os profissionais que possuem objetivos comuns, que é resolver os problemas que surgem a respeito da profissão e suas atribuições no dia a dia

GEMAR–Como o senhor avalia o campo de atuação da geologia em Mato Grosso?

Wagner- Mato Grosso é um Estado com vocação mineral, está no nosso hino, que faz referências a lavras de ouro e diamante, portanto para a geologia em Mato Grosso o campo de maior atuação é na mineração que abrange as áreas de pesquisa, desenvolvimento de lavra, licenciamento ambiental e o gerenciamento ambiental durante toda a operação e pós operação do empreendimento.

Cristina Cavaleiro/ Gerência de Relações Públicas, Marketing e Parlamentar (GEMAR)

 

 


]