O Conselheiro Federal por Mato Grosso André Luiz Schuring participou de uma reunião na última quarta-feira (3), juntamente com o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), eng. civ. Joel Krüger, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), tecnólogo José Adriano Ribeiro da Silva. O objetivo foi solicitar o apoio do Confea nas discussões do setor civil no Acre, principalmente no que se refere às tabelas do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) e do Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro).

“O Sicro e o Sinapi apresentam uma distorção muito grande do nosso estado em relação ao restante do Brasil, pois eles trabalham com metodologia e laboratório do Sul e Sudeste. Então, para os estados da Amazônia já fica diferente e, no que se refere ao Acre –  que fica no extremo do país – a distorção é ainda maior”, esclareceu Silva.

Também participaram da reunião os conselheiros Edson Alves Delgado e Ricardo Augusto Mello de Araújo, que é o representante do Acre no Plenário do Confea.

Está em funcionamento na Casa, o Grupo de Trabalho Avaliação das Tabelas Sinapi e Sicro, coordenado pelo eng. prod. mec. Zerisson de Oliveira Neto, formado ainda pelo conselheiro eng. civ. André Luiz Schuring (coordenador adjunto); pelo ex-Secretário Executivo do TCU eng. civ. André Luís Mendes; pelo fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (Ibec), eng. civ. Paulo Roberto Vilela Dias e pelo eng. civ. José Luiz Parzianelllo. Em fevereiro, o GT debateu com os responsáveis pela gestão das tabelas aspectos relacionados às regras e critérios para elaboração do orçamento de referência de obras e serviços de engenharia, contratados e executados com recursos do orçamento da União, para obtenção de referência de custo, e parâmetros para a elaboração de projetos rodoviários e licitação de obras e serviços de engenharia contratados pela União.

Sobre as ferramentas – O Sinapi é a ferramenta oficial de previsão de preços – gerida pela Caixa Econômica Federal e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – adotada pelo Governo Federal na execução de obras, contribuindo para a garantia da boa aplicação dos investimentos públicos, e é obrigatória em empreendimentos onde são investidos recursos da União.

Já o Sicro é uma ferramenta criada e aperfeiçoada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para manter atualizada a definição de custos, apta para estabelecer os melhores parâmetros para referenciar a elaboração dos orçamentos de projetos rodoviários e licitação de obras.

*Fernanda Pimentel

Equipe de Comunicação do Confea