Acadêmicos de Engenharia Elétrica, Controle e Automação e Agronomia do IFMT recebem palestra sobre o Sistema Confea/Crea, Mútua e Crea Júnior

20 de junho de 2022, às 18h13 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Acadêmicos do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) dos cursos de Engenharia Elétrica, Controle e Automação do campus Cuiabá e Agronomia do IFMT de Campo Novo do Parecis receberam palestra sobre o Sistema Confea/Crea, Mútua e Crea Júnior, este mês de junho, de forma virtual.

“ O profissional do Sistema de Mato Grosso tem várias opções de se associarem em alguma entidade de classe, ligadas ao Crea-MT.  Seja qual for sua modalidade ele pode entrar para a Associação Brasileira dos Engenheiros Civis (Abenc-MT), Sindicato dos Engenheiros de Mato Grosso (Senge-MT), Instituto de Engenharia de Mato Grosso (IEMT) e Instituto Brasileiro de Avaliações e Pericias de Mato Grosso (Ibape-MT). Existem outras associações, á exemplo da AMEE, Associação dos Engenheiros Eletricistas de Mato Grosso. E os profissionais da área agronômica    poderão ser inseridos na Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (AEA-MT) ”, explanou o presidente do Crea-MT, eng. civil Juares Samaniego.

Samaniego ressaltou que no campo institucional da página do Conselho constam todos os dados das entidades de classe do Conselho. O presidente explicou sobre a composição do pleno do Conselho e as reuniões realizadas uma vez ao mês para a definição de todos os processos relacionados ao Crea Mato Grosso, bem como sobre os debates sobre o registro profissional, de empresa, multa e recurso de multa.

“ Na maioria das vezes chega nos cursos de Engenharias das Universidades do estado que o Crea-MT é um órgão arrecadador e não ajuda os profissionais. Mas a realidade não é essa.  O conselho profissional propõe   atribuição e fiscaliza o exercício ilegal da profissão. Além de abrir o mercado ao engenheiro quando fiscaliza uma obra e se depara com a falta de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento que é um contrato feito com o proprietário daquela obra. A função do Crea-MT não é fiscalizar a construção e sim averiguar a existência de um técnico habilitado no local”, disparou Juares.

O conselheiro, eng. civil  André Schuring, ressaltou que o  Crea-MT é um órgão público de autarquia federal especial da administração indireta, de abrangência nacional de instância máxima na regulamentação do exercício profissional, que zela pela ética profissional da Engenharia, Agronomia e das Geociências, fiscaliza o exercício e as atividades dessas modalidades, atendendo à sociedade e o profissional, além de registrar tabelas de honorários elaboradas pelas entidades de profissionais, sem fins lucrativos.

“ A função do Sistema é proteger a sociedade, conferir atribuições, valorizar o profissional, definir as penalidades, compor as Câmaras Especializadas e a estrutura organizacional, o pleno, comissões permanentes e especiais, bem como grupos de trabalho, presidência, diretoria e inspetorias”, salientou André explicando que existem cinco Câmaras Especializada no Crea-MT: Civil, Agronomia,  Elétrica, Florestal e de Geo, Minas e Industrial, e que o pleno  é composto por 42 conselheiros titulares e suplentes.

A coordenadora da Comissão do Crea Júnior em Mato Grosso, eng. civil Luanna Cristina Lima, explicou que a visão de trabalho é voltada aos estudantes das modalidades do Sistema e tem o objetivo de aproximar os estudantes de cursos cujas profissões são regulamentadas no âmbito do Sistema Confea/Crea, contribuindo para formação de novos líderes e profissionais alinhados com seus direitos e deveres. Através do Crea Júnior o Conselho se dispõe, junto à comunidade estudantil, a ouvir e discutir opiniões, propostas e ações que visem o crescimento e aprimoramento profissional e difundir a missão e as metas da Instituição.

Na oportunidade a gerente de Controle Operacional, Renilda Alcântara, explanou sobre o registro Profissional e outros deveres dos Engenheiros, Agrônomos e profissionais das áreas das Geociências junto ao conselho. “ A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), por exemplo, instituída pela Lei n° 6.496, de 7 de dezembro de 1977, é o instrumento que o Sistema Confea/Crea tem para registrar as realizações profissionais. Esse documento define responsável técnico, a responsabilidade do preenchimento é dele, propondo execução de obras e serviços. A ART é um instrumento para defesa da sociedade, proporcionando segurança técnica e jurídica para quem contrata e para quem é contratado”, disse Renilda.

 

 Cristina Cavaleiro / Gerência de Relações Públicas, Marketing e Parlamentar (GEMAR) / Fotos: Igor  Bastos