{"id":7381,"date":"2007-01-05T00:00:00","date_gmt":"2007-01-05T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/cerrado-mato-grossense-em-destaque\/"},"modified":"2007-01-05T00:00:00","modified_gmt":"2007-01-05T02:00:00","slug":"cerrado-mato-grossense-em-destaque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/cerrado-mato-grossense-em-destaque\/","title":{"rendered":"Cerrado mato-grossense em destaque"},"content":{"rendered":"<p>O cerrado mato-grossense de Miguel Penha \u00e9 um dos destaques da exposi\u00e7\u00e3o Caminhos da Arte II, que acontece no hotel Blue Tree Towers Morumbi, na Capital paulista, e fica em cartaz at\u00e9 o dia 25 de janeiro. A obra do pintor cuiabano inclusive ilustra o convite da coletiva, cuja curadoria \u00e9 da produtora cultural e escultora Andrea Anholeto. Penha foi selecionado entre dezenas de artistas e \u00e9 o \u00fanico que n\u00e3o est\u00e1 baseado no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O projeto consiste, na verdade, em duas coletivas, uma no Blue Towers Morumbi e outra no Blue Towers Faria Lima &#8211; a deste segundo foi intitulada Caminhos da Arte I. Elas trazem obras de arte como esculturas e pinturas em diversas dimens\u00f5es e materiais, como vidro, alum\u00ednio, bronze, zamac (liga de zinco, magn\u00e9sio, alum\u00ednio e cobre que tem a vantagem de ser muito leve e resistente), e \u00f3leo sobre tela, entre outros.<\/p>\n<p>Penha comparece com trabalhos que trazem sua marca registrada, a fauna e a flora mato-grossenses, especificamente a do cerrado da regi\u00e3o de Chapada dos Guimar\u00e3es. Como a coletiva n\u00e3o abordaria um tema espec\u00edfico, ele optou em dar aos paulistas e pessoas que passam pelo hotel a sua vis\u00e3o acerca da exuber\u00e2ncia da natureza de seu estado. &#8220;\u00c9 para divulgar mesmo. \u00c9 algo diferente. L\u00e1 n\u00e3o tem ningu\u00e9m fazendo esse tipo de trabalho, \u00e9 uma oportunidade de mostrar um trabalho diferente&#8221;, explica.<\/p>\n<p>S\u00e3o tr\u00eas telas, conta o artista. Uma delas, intitulada &#8220;Amanhecer&#8221;, mostra o sol nascendo na regi\u00e3o de Pedra Grande, em Chapada dos Guimar\u00e3es, onde o artista possui um s\u00edtio. A luminosidade de tom especial, caracter\u00edstico dos primeiros raios de sol, incide sobre a vegeta\u00e7\u00e3o e cria um efeito amarelado, descreve. A tela mostra uma pesquisa pict\u00f3rica que vem fazendo onde registra a luz sobre a vegeta\u00e7\u00e3o. &#8220;Ela cria uma cor diferente. Ultimamente tenho trabalhado essa luminosidade. Tenho gostado muito de trabalhar isso&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Outro quadro, chamado &#8220;Curva de Rio&#8221;, revela detalhes bem conhecidos pelos moradores da regi\u00e3o, como os grafismos da palmeira buritirana e o cip\u00f3 Urubamba, que era comumente utilizado para fazer as antigas cadeiras cuiabanas. Penha ressalta que ainda \u00e9 poss\u00edvel encontr\u00e1-las em alguns lugares no Centro Hist\u00f3rico da Capital.<\/p>\n<p>A terceira tela, intitulada &#8220;Floresta&#8221;, \u00e9 um d\u00edptico, uma cena de floresta vista de cima. Segundo o pintor, \u00e9 como se a pessoa que olha a pintura estivesse sobrevoando o local, onde se nota as copas das \u00e1rvore e igarap\u00e9s.<\/p>\n<p>Os trabalhos revelam a forma peculiar de retratar as belezas naturais de Mato Grosso que Penha desenvolveu depois de muitos anos de pesquisa. Ele procura mostrar a mata e os animais de \u00e2ngulos diferentes, seu olhar sobre a natureza sai um pouco do convencional e com isso oferece diferentes olhares e possibilidades, inclusive de utiliza\u00e7\u00e3o das telas. Algumas s\u00e3o bastante compridas, tanto vertical como horizontalmente.<\/p>\n<p>Penha acredita que dessa forma oferece \u00e0s pessoas a possibilidade de terem alguma coisa que remeta \u00e0 natureza em casa, mas de uma forma nova. As telas muitas vezes concentram-se em detalhes que d\u00e3o um contraste interessante e enchem de colorido, como quando foca frutas t\u00edpicas e p\u00e1ssaros em meio \u00e0 relva ou os galhos das \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Uma arte que ele est\u00e1 tendo a oportunidade gra\u00e7as a um convite da escultora que \u00e9 colega de Sinapesp (Sindicato dos Artistas Pl\u00e1sticos do Estado de S\u00e3o Paulo). Penha explica que foi selecionado entre artistas de v\u00e1rios locais e de v\u00e1rios estilos. Na Caminhos da Arte II, exp\u00f5e ao lado dos pintores Marcos Nakasone e Paula Batista e dos escultores Lu\u00eds Mora, Rog\u00e9rio Cyrillo e da pr\u00f3pria Andrea. A Caminhos da Arte I conta com Eliete Tordin, Lairana, Mariza Ferrari, Helena Aico, Vera Homsi e, mais uma vez, Andrea Anholeto.<\/p>\n<p>Os artistas &#8211; Nakasone mora em Santo Andr\u00e9 (SP) e seus trabalhos s\u00e3o contempor\u00e2neos surrealistas e figurativos realistas. Entre os pr\u00eamios que recebeu est\u00e3o medalha de prata no VI Sal\u00e3o Universo Feminino &#8211; CEA e medalha de prata no XI Sal\u00e3o de Arte Livre Saint Germain em 2006. Participou da 8\u00aa Mostra de Arte Contempor\u00e2nea &#8211; Urbana na Funda\u00e7\u00e3o de Artes e est\u00e1 catalogado no Anu\u00e1rio Brasileiro de Artes Pl\u00e1sticas.<\/p>\n<p>Cyrillo nasceu em S\u00e3o Paulo, onde cursou a Faculdade de Belas Artes. \u00c9 artista pl\u00e1stico e gr\u00e1fico, al\u00e9m de ilustrador. Realizou diversas exposi\u00e7\u00f5es de pinturas, coletivas e individuais, ganhou pr\u00eamios em sal\u00f5es importantes. Trabalhou com diversos materiais como pedra, vidro e luz conduzida por fibra \u00f3ptica. Atualmente pesquisa a fus\u00e3o de placas de vidro por aquecimento, uma t\u00e9cnica conhecida como fusing.<\/p>\n<p>Paula \u00e9 de S\u00e3o Bernardo do Campo (SP) e sua obra \u00e9 inspirada na figura humana. Teve como um dos mestres o grande pintor Elon Brasil. As nuances raras que saem de sua palheta remetem a uma atmosfera de leveza. Participou de exposi\u00e7\u00f5es individuais e coletivas e tamb\u00e9m est\u00e1 catalogada no Anu\u00e1rio Brasileiro de Artes Pl\u00e1sticas.<\/p>\n<p>Mora \u00e9 paulistano e iniciou a carreira como cartunista para jornais na d\u00e9cada de 80. Estudou Gravura em Metal no Lasar Segal e desenho cl\u00e1ssico com o pintor uruguaio Pedro Alzaga. Durante a d\u00e9cada de 90 atuou na \u00e1rea de v\u00eddeo e computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. No in\u00edcio dos anos 2000 come\u00e7ou a estudar escultura. Apesar de adepto da deforma\u00e7\u00e3o, Mora n\u00e3o dispensa a forma. Suas obras reproduzem a diversidade de personagens que circulam pela cidade de S\u00e3o Paulo com uma dose de humor.<\/p>\n<p>As obras de Andrea trazem temas figurativos e abstratos, texturas, composi\u00e7\u00f5es multiformas, multicores, que lembram v\u00f4os de liberdade, como dos p\u00e1ssaros de sua cidade natal, Salto, interior de S\u00e3o Paulo. Trabalhou com \u00f3leo sobre tela, tintas acr\u00edlicas, fibras, pedras e minerais superpostos sobre tela e pain\u00e9is em madeira. Sua paix\u00e3o atual, seu amor, s\u00e3o traduzidos pelas esculturas, compondo assim obras suntuosas, monumentais e, \u00e0s vezes, pequenas. As esculturas de Andrea est\u00e3o espalhadas por todo Brasil e diversos pa\u00edses da Europa.<\/p>\n<p>Miguel Penha nasceu em Cuiab\u00e1 e come\u00e7ou a pintar na d\u00e9cada de 80, quando participou de atividades e oficinas na Funda\u00e7\u00e3o Cultural e Universidade Federal de Bras\u00edlia (UnB). Trabalhou diversas tem\u00e1ticas, dentre elas a m\u00edstica, paisagens, fauna e flora. Nesta \u00faltima, deu especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s matas, arbustos, \u00e1rvores, tamb\u00e9m retratando cachoeiras e paisagens do munic\u00edpio de Chapada dos Guimar\u00e3es, onde morou e mant\u00e9m um s\u00edtio. L\u00e1 o artista faz estudos e pesquisas e, tendo um contato pr\u00f3ximo, ele se tornou fiel \u00e0 natureza.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 90 viajou por v\u00e1rios estados e pa\u00edses, aperfei\u00e7oando a t\u00e9cnica, mostrando seu trabalho e fazendo pesquisas, hora tornando-se surrealista ou psicod\u00e9lico devido \u00e0 influ\u00eancia do movimento m\u00edstico de Chapada dos Guimar\u00e3es, hora enfatizando a natureza e a exuber\u00e2ncia do local, mostrando uma tend\u00eancia naturalista.<\/p>\n<p>Nos anos seguintes Miguel se definiu naturalista e passou a pintar as diversas faces do cerrado, mas n\u00e3o perdeu a espiritualidade e a imagina\u00e7\u00e3o que nos anos 80 e 90 fazia quest\u00e3o de explicitar. Mostra a natureza em sua mais variada diversidade sem ser realista, coloca eufemismo em sua vis\u00e3o e pinceladas, tamb\u00e9m define sua paleta que passa a ter apenas quatro cores. <\/p>\n<p>Fonte: A Gazeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cerrado mato-grossense de Miguel Penha \u00e9 um dos destaques da exposi\u00e7\u00e3o Caminhos da Arte II, que acontece no hotel Blue Tree Towers Morumbi, na Capital paulista, e fica em cartaz at\u00e9 o dia 25 de janeiro. 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