{"id":7263,"date":"2007-01-30T00:00:00","date_gmt":"2007-01-30T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/avaliacao-de-projetos-hospitalares\/"},"modified":"2007-01-30T00:00:00","modified_gmt":"2007-01-30T02:00:00","slug":"avaliacao-de-projetos-hospitalares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/avaliacao-de-projetos-hospitalares\/","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o de projetos hospitalares"},"content":{"rendered":"<p>\nEstudo indica que projetos devem considerar recursos naturais e meio ambiente<\/p>\n<p>Para garantir conforto e qualidade em ambientes hospitalares, a arquitetura deve levar em conta os recursos naturais e estar adequada ao meio ambiente. Partindo dessa constata\u00e7\u00e3o, a arquiteta e professora Ana Virg\u00ednia Carvalhaes de Faria Sampaio desenvolveu um instrumento de avalia\u00e7\u00e3o de projetos arquitet\u00f4nicos e edif\u00edcios constru\u00eddos e em uso capaz de detectar o comprometimento do hospital sob os aspectos ambientais, de conforto e qualidade, est\u00e9ticos, funcionais e construtivos.<\/p>\n<p>&#8220;O instrumento \u00e9 baseado num m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o ingl\u00eas denominado Achieving Excellence &#8211; Design Evaluation Toolkit (AEDET), e pretende, de forma simplificada, ser \u00fatil a profissionais, auxiliando-os durante o projeto, nas principais diretrizes a serem tomadas e, posteriormente, para avaliar o edif\u00edcio j\u00e1 executado e em uso&#8221;, afirma a arquiteta.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por meio de um question\u00e1rio em que v\u00e1rios pontos do projeto &#8211; como os aspectos ambientais (\u00e1gua, energia, res\u00edduos, implanta\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio), de conforto e qualidade (ambiente, conforto t\u00e9rmico, ac\u00fastico, luminoso e visual), funcionais (acessos, circula\u00e7\u00f5es e espa\u00e7os), construtivos (sistema e instala\u00e7\u00f5es) e est\u00e9ticos (apar\u00eancia) &#8211; s\u00e3o checados e pontuados discriminadamente. A pontua\u00e7\u00e3o totalizada permite a visualiza\u00e7\u00e3o em um gr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Para desenvolver seu m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o de ambientes hospitalares, Ana Virg\u00ednia passou um ano e meio pesquisando, segundo a metodologia da Avalia\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Ocupa\u00e7\u00e3o (APO), plantas, fazendo entrevistas, question\u00e1rios e contatos com funcion\u00e1rios e usu\u00e1rios do Hospital Universit\u00e1rio de Londrina, no Paran\u00e1. L\u00e1 p\u00f4de verificar a insatisfa\u00e7\u00e3o desses com rela\u00e7\u00e3o ao ambiente decorrente quase sempre da inadequa\u00e7\u00e3o do projeto ao local e a despreocupa\u00e7\u00e3o desse com os recursos naturais.<\/p>\n<p><B>Reabilita\u00e7\u00e3o de pacientes<\/B><\/p>\n<p>&#8220;Muitos pacientes da UTI reclamaram do intenso barulho dos aparelhos, da aus\u00eancia de janelas amplas, da constante e direta exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz das l\u00e2mpadas do teto (j\u00e1 que eles ficam a maior parte do tempo deitados), entre outras coisas&#8221;, afirma. Todas essas defici\u00eancias t\u00eam conseq\u00fc\u00eancias diretas na reabilita\u00e7\u00e3o dos pacientes e at\u00e9 mesmo no desempenho do atendimento dos enfermeiros e m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Para evitar tais problemas, a arquiteta recomenda que se priorize o conforto ambiental e a qualidade dos ambientes hospitalares, como ocorre nos hospitais da Rede Sarah, projetada pelo arquiteto Jo\u00e3o Figueiras Lima. Os projetos devem levar em conta o contato com o exterior, a vegeta\u00e7\u00e3o, os jardins, privilegiar a ilumina\u00e7\u00e3o natural e a ventila\u00e7\u00e3o cruzada, e ter um n\u00edvel de ru\u00eddo adequado.<\/p>\n<p>A pesquisadora explica que a concep\u00e7\u00e3o de projetos de ambientes hospitalares, dada a sua complexidade, na maior parte relega para segundo plano os fatores ambientais. Como resultado, ocorre a utiliza\u00e7\u00e3o indiscriminada de elementos de controle.&#8221;Isto \u00e9 observado na substitui\u00e7\u00e3o de vidros comuns por vidros especiais escuros para diminuir a incid\u00eancia solar, o que provoca a diminui\u00e7\u00e3o da luz natural e aumento da carga t\u00e9rmica no interior dos ambientes pelas l\u00e2mpadas acesas ou ainda no uso de ar condicionado em locais onde o condicionamento natural seria poss\u00edvel e mais adequado.&#8221;<\/p>\n<p>Ana Virg\u00ednia conta que a preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade e o conforto deve ser ainda maior em ambientes hospitalares por esses estarem diretamente ligados \u00e0 sa\u00fade humana. &#8220;Um projeto hospitalar deve satisfazer as necessidades tecnol\u00f3gicas da medicina, dos pacientes, e da equipe de profissionais, funcion\u00e1rios e administradores&#8221;, afirma Ana Virg\u00ednia. &#8220;O custo inicial pode ser elevado, j\u00e1 que muitas vezes perde-se \u00e1rea constru\u00edda para se privilegiar o conforto ambiental, mas, a longo prazo, pode ser economicamente vi\u00e1vel para a administra\u00e7\u00e3o do hospital, tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos gastos com energia quanto em rela\u00e7\u00e3o ao menor tempo de interna\u00e7\u00e3o do doente.&#8221;<\/p>\n<p>A pesquisa de Ana Virg\u00ednia e o seu instrumento de avalia\u00e7\u00e3o resultou em sua tese de doutorado defendida recentemente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. <\/p>\n<p><B>Fonte:<\/B> Ag\u00eancia USP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo indica que projetos devem considerar recursos naturais e meio ambiente Para garantir conforto e qualidade em ambientes hospitalares, a arquitetura deve levar em conta os recursos naturais e estar adequada ao meio ambiente. 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