{"id":7162,"date":"2007-02-23T00:00:00","date_gmt":"2007-02-23T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/precos-da-construcao-sobem-mais-apesar-da-desoneracao-2\/"},"modified":"2007-02-23T00:00:00","modified_gmt":"2007-02-23T02:00:00","slug":"precos-da-construcao-sobem-mais-apesar-da-desoneracao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/precos-da-construcao-sobem-mais-apesar-da-desoneracao-2\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7os da constru\u00e7\u00e3o sobem mais, apesar da desonera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Nem mesmo as desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias concedidas a uma s\u00e9rie de insumos da constru\u00e7\u00e3o civil, nem o c\u00e2mbio valorizado foram capazes de conter o crescimento dos pre\u00e7os desses produtos. Nos \u00faltimos 12 meses at\u00e9 janeiro deste ano, o \u00cdndice Nacional da Constru\u00e7\u00e3o Civil (INCC) subiu 5,15%. \u00c9 um n\u00famero bem acima do apurado pelo \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os (IGP-DI), que subiu 3,5%. J\u00e1 os pre\u00e7os ao consumidor (IPC) avan\u00e7aram 2,1% .<\/p>\n<p>O forte crescimento da constru\u00e7\u00e3o civil em 2006 e o aquecimento da demanda internacional por algumas commodities explicam a disparidade entre os pre\u00e7os do setor e demais indicadores de infla\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, no setor a concorr\u00eancia dos importados \u00e9 baixa.<\/p>\n<p>Em 2006, o ramo da constru\u00e7\u00e3o civil cresceu 4,5%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). \u00c9 um resultado bem acima do esperado para o Produto Interno Bruto (PIB), que n\u00e3o deve ultrapassar 2,7%. A expans\u00e3o do financiamento habitacional e o ano eleitoral &#8211; recheado de obras &#8211; impulsionaram o setor.<\/p>\n<p>Com esse aquecimento, as desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias &#8211; redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do Imposto Sobre Produto Industrializado (IPI) &#8211; para produtos como argamassa, fios de cobre, caixas d&#8217;\u00e1gua e a valoriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, que minimizam internamente o impacto dos aumentos de pre\u00e7os no mercado internacional, foram insuficientes para segurar a infla\u00e7\u00e3o de alguns produtos.<\/p>\n<p>Os condutores el\u00e9tricos, feitos de cobre, ficaram 25% mais caros em 2006. At\u00e9 janeiro, por\u00e9m, a alta em 12 meses cedeu para 18%. Mas estes aumentos s\u00e3o muito menores do que os do mercado internacional, onde o cobre subiu 78,4%. J\u00e1 o a\u00e7o teve alta de 30,3% internacionalmente e at\u00e9 janeiro acumulava queda de 3,21% em 12 meses. As esquadrias de alum\u00ednio subiram 7,4% no mercado interno e 34% no exterior em 2006.<\/p>\n<p>&#8220;Chegamos ao pico de alta das commodities met\u00e1licas&#8221;, avalia Carlos Thadeu Freitas Gomes Filho, do Grupo de Conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para ele, se houver aumento, ser\u00e1 marginal. Al\u00e9m disso, ele lembra que esse setor fez investimentos recentemente e tem capacidade para aumentar a produ\u00e7\u00e3o sem pressionar por reajustes.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, os pre\u00e7os apurados pelo INCC n\u00e3o ficaram acima dos demais \u00edndices. A m\u00e9dia das varia\u00e7\u00f5es de novembro a janeiro foi de 0,36%, abaixo dos 0,52% do IPC e dos 0,42% do IGP. Ot\u00e1vio Aidar, da Rosenberg &amp; Associados, diz que al\u00e9m do per\u00edodo eleitoral e da forte demanda externa por commodities, o pa\u00eds passa &#8220;por um per\u00edodo pr\u00e9 &#8216;investment grade&#8217; e, antes desse momento, geralmente a constru\u00e7\u00e3o civil se aquece, dando espa\u00e7o aos reajustes de pre\u00e7os.&#8221;<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu com alguns servi\u00e7os ligados a essa atividade. Pelo dados do INCC, a m\u00e3o-de-obra subiu 6,35% nos 12 meses at\u00e9 janeiro deste ano. O servi\u00e7o de carreto para carregamento de entulho subiu 11% at\u00e9 janeiro.<\/p>\n<p>O cimento, depois de sucessivas e fortes quedas de pre\u00e7os, tem mostrado recupera\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses. Em janeiro do ano passado, esse insumo acumulava queda de 18% em 12 meses. Esse movimento foi revertido ao longo do ano e a partir de dezembro tem alta de 0,5% na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas os grandes home-centers n\u00e3o apostam em reajustes deste ou de outros insumos, nem para o atacado nem para o consumidor. Guilherme Rodrigues, diretor da Casa Show, rede lojas do Rio de Janeiro, aposta em um crescimento de 13% nas vendas deste ano, mas n\u00e3o trabalha com aumento de pre\u00e7os. &#8220;N\u00e3o tivemos muita press\u00e3o da ind\u00fastria do setor nesse sentido. Al\u00e9m disso, o mercado est\u00e1 cada vez mais competitivo e n\u00e3o permite grandes margens de lucro.&#8221;<\/p>\n<p>Mesmo apostando em um crescimento de 7,4% na constru\u00e7\u00e3o civil em 2007, Ana Maria Castelo, economista da GV Consult, afirma que as empresas desse ramo n\u00e3o est\u00e3o trabalhando no limite da capacidade instalada a ponto de um aumento de demanda pressionar por reajuste de pre\u00e7os. &#8220;Conversando com as principais empresas do setor percebo que elas t\u00eam margem para responder prontamente a uma procura mais forte por seus produtos&#8221;, comenta. Ela avalia tamb\u00e9m que, ap\u00f3s sucessivos pedidos de desonera\u00e7\u00e3o e o posterior atendimento dessas reivindica\u00e7\u00f5es, as empresas n\u00e3o v\u00e3o rebater com pre\u00e7os maiores.<\/p>\n<p>A Consultoria Tend\u00eancias projeta crescimento mais modesto: 5,9%, mas tamb\u00e9m n\u00e3o trabalha com cen\u00e1rio de forte acelera\u00e7\u00e3o do INCC. Segundo Elton Bicudo, esse indicador deve fechar 2007 em 5,5%, acima dos 5% de 2006. Ele explica que a capacidade instalada das empresas do setor, especialmente as de cimento, estava muito acima da demanda, o que jogava os pre\u00e7os para n\u00edveis bem baixos.<\/p>\n<p>Fonte: Valor On-line.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem mesmo as desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias concedidas a uma s\u00e9rie de insumos da constru\u00e7\u00e3o civil, nem o c\u00e2mbio valorizado foram capazes de conter o crescimento dos pre\u00e7os desses produtos. 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