{"id":7140,"date":"2007-03-01T00:00:00","date_gmt":"2007-03-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/cresce-preocupacao-ambiental-em-empresas\/"},"modified":"2007-03-01T00:00:00","modified_gmt":"2007-03-01T03:00:00","slug":"cresce-preocupacao-ambiental-em-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/cresce-preocupacao-ambiental-em-empresas\/","title":{"rendered":"Cresce preocupa\u00e7\u00e3o ambiental em empresas"},"content":{"rendered":"<p>Desastres ambientais apontados como decorr\u00eancia do aquecimento global, escassez de recursos naturais essenciais &#8211; como a \u00e1gua &#8211; e a alta do petr\u00f3leo conseguiram al\u00e7ar a preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o do ambiente ao posto de prioridade para a iniciativa privada, mais de uma d\u00e9cada depois da Eco-92, marco da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o problema.<\/p>\n<p>Do evento, realizado no Rio, surgiram iniciativas como o Protocolo de Kyoto (compromisso de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases pelos pa\u00edses signat\u00e1rios) e combativas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais.<\/p>\n<p>O que diferencia a nova onda verde \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o de um &#8220;novo&#8221; protagonista: a iniciativa privada. Investimentos em tecnologias limpas, economia de recursos, reciclagem e substitui\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas entraram na pauta de empresas como a AmBev, que, de 2001 a 2005, investiu R$ 260 milh\u00f5es em gest\u00e3o ambiental (manuten\u00e7\u00e3o e controle das esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua e efluentes e dos processos de reaproveitamento de res\u00edduos).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, hoje a preocupa\u00e7\u00e3o com a natureza \u00e9 abordada no bojo da sustentabilidade, conceito que envolve tamb\u00e9m o impacto social da atividade econ\u00f4mica e a capacidade de sobreviv\u00eancia da companhia. Ou seja, a otimiza\u00e7\u00e3o do uso dos recursos na produ\u00e7\u00e3o pode representar ganhos econ\u00f4micos para a companhia.<\/p>\n<p>Por exemplo, para reduzir o uso de combust\u00edveis n\u00e3o-renov\u00e1veis, a AmBev substituiu parcialmente o uso de \u00f3leo &#8211; 30 mil toneladas por ano &#8211; e de g\u00e1s natural -2 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos- por biomassa e biog\u00e1s, o que evita a emiss\u00e3o de quase 100 mil toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico por ano e representa economia de R$ 5,7 milh\u00f5es. J\u00e1 o reaproveitamento de 96,7% dos res\u00edduos s\u00f3lidos economiza R$ 51 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os t\u00f3picos que mais chamam a aten\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios s\u00e3o preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, uso racional de energia e \u00e1gua e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, diz o professor Cl\u00e1udio Boechat, do N\u00facleo de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral, que pesquisou 33 empresas.<\/p>\n<p>Indicativos de interesse &#8211; Os indicativos do interesse do setor privado, aponta Boechat, s\u00e3o a consolida\u00e7\u00e3o de \u00edndices de sustentabilidade nas Bolsas de Valores -como o Dow Jones Sustentability Index, na Bolsa de Nova York, e o \u00cdndice de Sustentabilidade Empresarial, na Bovespa- e a participa\u00e7\u00e3o de empresas na cria\u00e7\u00e3o de uma norma ISO para empresas guiadas pela sustentabilidade.<\/p>\n<p>No Brasil, o debate ganhou aten\u00e7\u00e3o em boa parte por conta da pol\u00eamica sobre a obten\u00e7\u00e3o de licen\u00e7as ambientais.<\/p>\n<p>Alguns setores, em especial o de infra-estrutura, v\u00eaem &#8220;entraves ao crescimento econ\u00f4mico&#8221; nos processos de libera\u00e7\u00e3o de grandes obras.<\/p>\n<p>Hoje, h\u00e1 duas obras de usinas hidrel\u00e9tricas paralisadas por quest\u00f5es ambientais, conforme a Aneel &#8211; Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica.<\/p>\n<p>&#8220;A legisla\u00e7\u00e3o e o processo de licenciamento t\u00eam problemas, como foco excessivo em detalhes e an\u00e1lise restrita a fatores de impacto direto, mas s\u00e3o muito bons&#8221;, avalia Rubens Mazon, professor de sustentabilidade da FGV &#8211; Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas.<\/p>\n<p>Mais investimentos &#8211; No Brasil, os dados mais atuais s\u00e3o os do IBGE, divulgados no m\u00eas passado. Conforme o estudo, o investimento em controle ambiental das ind\u00fastrias passou de R$ 2,2 bilh\u00f5es em 1997 para R$ 4,1 bilh\u00f5es em 2002 -alta de 86,4%.<\/p>\n<p>O n\u00famero de empresas que aportam recursos nesse tipo de projeto subiu de 3.823 para 6.691, com incremento de 75%, num per\u00edodo em que o crescimento do total de companhias privadas foi de 26,4%.<\/p>\n<p>Em 1997, o setor de alimentos concentrava os investimentos. Em 2002, o posto ficou com empresas industriais ligadas \u00e0s produ\u00e7\u00f5es de coque, \u00e1lcool e combust\u00edveis nucleares e ao refino do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>A lei \u00e9 a principal raz\u00e3o desse empenho, diz Mazon. &#8220;H\u00e1 exce\u00e7\u00f5es, mas a maioria das empresas ainda v\u00ea quest\u00f5es ambientais como custo -e n\u00e3o como investimento em sustentabilidade. Para elas, isso \u00e9 problema do governo.&#8221;<\/p>\n<p>Outro respons\u00e1vel pela populariza\u00e7\u00e3o do assunto foi o ex-vice-presidente americano Al Gore, que, no ano passado, emprestou seu prest\u00edgio \u00e0 problem\u00e1tica ao lan\u00e7ar o livro &#8220;Uma Verdade Inconveniente&#8221; e o document\u00e1rio hom\u00f4nimo (premiado com o Oscar neste ano), que apontam as conseq\u00fc\u00eancias funestas do aquecimento global.<\/p>\n<p>Neste ano, o interesse pelo tema alcan\u00e7ou outros l\u00edderes mundiais. A preocupa\u00e7\u00e3o ambiental surgiu como segundo assunto mais importante do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, realizado no m\u00eas passado em Davos, atr\u00e1s apenas do crescimento econ\u00f4mico. Neste m\u00eas, a ONU &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas convocou uma c\u00fapula de emerg\u00eancia para tratar do aquecimento global.<\/p>\n<p>E, h\u00e1 poucos dias, os membros da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia concordaram em reduzir em 20% as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>Fonte: Folha Online.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desastres ambientais apontados como decorr\u00eancia do aquecimento global, escassez de recursos naturais essenciais &#8211; como a \u00e1gua &#8211; e a alta do petr\u00f3leo conseguiram al\u00e7ar a preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o do ambiente ao posto de prioridade para a iniciativa privada, mais de uma d\u00e9cada depois da Eco-92, marco da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o problema. 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