{"id":7115,"date":"2007-03-05T00:00:00","date_gmt":"2007-03-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/mt-depois-da-chuva-produtor-nao-tem-como-escoar-a-producao\/"},"modified":"2007-03-05T00:00:00","modified_gmt":"2007-03-05T03:00:00","slug":"mt-depois-da-chuva-produtor-nao-tem-como-escoar-a-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/mt-depois-da-chuva-produtor-nao-tem-como-escoar-a-producao\/","title":{"rendered":"MT: depois da chuva, produtor n\u00e3o tem como escoar a produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>As estradas nessa regi\u00e3o de Mato Grosso est\u00e3o em m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es. Por isso, a dificuldade em contratar frete nessa \u00e9poca. Cerca de 30% da soja do estado s\u00e3o plantadas no M\u00e9dio Norte. &#8220;Alguns produtores est\u00e3o reduzindo a colheita por n\u00e3o terem onde secar e armazenar a soja, que est\u00e1 sendo colhida com maior velocidade&#8221;, relata o funcion\u00e1rio de uma trading multinacional que atua em Sorriso (MT).<\/p>\n<p>Segundo ele, as empresas n\u00e3o est\u00e3o conseguindo contratar o frete para retirar o produto das fazendas. O funcion\u00e1rio &#8211; que atua no setor de comercializa\u00e7\u00e3o &#8211; diz que somente sua empresa tem 18 mil toneladas para serem retiradas de uma propriedade desde o dia 22. Mas, at\u00e9 agora, n\u00e3o conseguiu faz\u00ea-lo, por dificuldade de encontrar caminh\u00e3o.<\/p>\n<p>Para piorar, como j\u00e1 era esperado, o frete subiu. O produtor de Sorriso est\u00e1 pagando 33% mais caro que em janeiro. A situa\u00e7\u00e3o se agrava na regi\u00e3o com a concorr\u00eancia da safra de soja de Mato Grosso do Sul e de Goi\u00e1s, que at\u00e9 agora colheram 13% e 31% de suas \u00e1reas respectivamente, segundo levantamento da AgRural.<\/p>\n<p>Outro agravante \u00e9 o alto \u00edndice de comercializa\u00e7\u00e3o antecipada nesta safra em Mato Grosso, que torna mais urgente o escoamento. Segundo levantamento da AgRural fechado em 13 de fevereiro, 66% da safra do estado foram comercializadas antes da colheita, \u00edndice que \u00e9 de 46% para todo Brasil.<\/p>\n<p>O gerente-executivo da Associa\u00e7\u00e3o dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC), Miguel Ant\u00f4nio Mendes, explica que n\u00e3o h\u00e1 falta de caminh\u00f5es. Em \u00e9poca de pico de safra, cerca de 8 mil unidades trafegam por dia nas rodovias que passam por Mato Grosso. O que ocorre \u00e9 que os caminhoneiros deixam de pegar servi\u00e7o em algumas regi\u00f5es em que as estradas est\u00e3o ruins. &#8220;Mesmo que ganhe menos, ele prefere trabalhar em rodovias que oferecem condi\u00e7\u00f5es melhores de viagem, o que n\u00e3o \u00e9 o caso do M\u00e9dio Norte de Mato Grosso&#8221;, explica Mendes.<\/p>\n<p>A escassez de caminh\u00f5es em Sorriso, por exemplo, j\u00e1 fez o frete subir em mar\u00e7o 33% em rela\u00e7\u00e3o a janeiro e, 17% na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro. Mendes afirma que, al\u00e9m de estar em pico de safra, a alta tamb\u00e9m se deve \u00e0s perdas que o segmento de transporte amargou nos anos anteriores. &#8220;Por conta da crise na agricultura, n\u00e3o conseguimos repassar a alta dos nossos custos&#8221;, justifica.<\/p>\n<p>O superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Mato Grosso, Ov\u00eddio Costa Miranda, ressalta que, nominalmente, n\u00e3o h\u00e1 d\u00e9ficit de armazenagem em Mato Grosso. A capacidade do estado \u00e9 para estocar 22,7 milh\u00f5es de toneladas, mais que a produ\u00e7\u00e3o de 22,081 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os prevista para o estado. &#8220;O que ocorre \u00e9 colheita n\u00e3o escalonada. Como choveu muito, a abertura de sol estimulou uma colheita mais intensa&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Fonte: Gazeta Mercantil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As estradas nessa regi\u00e3o de Mato Grosso est\u00e3o em m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es. Por isso, a dificuldade em contratar frete nessa \u00e9poca. 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