{"id":6883,"date":"2007-03-30T00:00:00","date_gmt":"2007-03-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/ambientalistas-pedem-que-bancos-impecam-danos-da-petrobras-em-reserva-da-unesco-no-equador\/"},"modified":"2007-03-30T00:00:00","modified_gmt":"2007-03-30T03:00:00","slug":"ambientalistas-pedem-que-bancos-impecam-danos-da-petrobras-em-reserva-da-unesco-no-equador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/ambientalistas-pedem-que-bancos-impecam-danos-da-petrobras-em-reserva-da-unesco-no-equador\/","title":{"rendered":"Ambientalistas pedem que bancos impe\u00e7am danos da Petrobras em reserva da Unesco, no Equador"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: Amigos da Terra &#8211; Amaz\u00f4nia Brasileira <\/p>\n<p>Ind\u00edgenas afetados podem protestar com viol\u00eancia e paralisar a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo<\/p>\n<p>Cientistas e ambientalistas de treze pa\u00edses enviaram para dez grandes bancos internacionais, incluindo o BNDES, um dossi\u00ea sobre os riscos do projeto da Petrobr\u00e1s para extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no chamado Bloco 31, que compreende \u00e1reas chave do Parque Nacional de Yasun\u00ed, componente importante do sistema de parques nacionais do Equador. O parque, que \u00e9 uma \u00e1rea de import\u00e2ncia biol\u00f3gica e cient\u00edfica \u00fanica, est\u00e1 inserido no conjunto de Reservas da Biosfera da Unesco e \u00e9 adjacente a territ\u00f3rios, decretados intoc\u00e1veis, onde popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas vivem em isolamento volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em programa de r\u00e1dio nacional em 3 de fevereiro, o presidente equatoriano Rafael Correa afirmou que o governo suspenderia os contratos com as companhias petrol\u00edferas que causassem danos desnecess\u00e1rios ao meio ambiente. Entretanto, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do atual projeto da Petrobr\u00e1s, viola requisitos b\u00e1sicos de boa conduta aceitos internacionalmente, bem como os Princ\u00edpios do Equador &#8211; um compromisso dos principais bancos privados internacionais e companhias de investimentos de n\u00e3o financiar grandes projetos em pa\u00edses em desenvolvimento, quando eles n\u00e3o alcan\u00e7arem padr\u00f5es ambientais e sociais b\u00e1sicos da Corpora\u00e7\u00e3o Financeira Internacional (IFC, na sigla em ingl\u00eas) do Banco Mundial.<\/p>\n<p>Dois bancos brasileiros, ambos estatais, est\u00e3o com certeza envolvidos na pol\u00eamica opera\u00e7\u00e3o. Trata-se do BNDES e da Caixa Econ\u00f4mica Federal, ambos detentores de importantes blocos, tanto de a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias quanto preferenciais, da Petrobras. Quatro bancos signat\u00e1rios dos Princ\u00edpios do Equador (Bradesco, Citigroup, BBVA e HSBC) tamb\u00e9m est\u00e3o envolvidos, mesmo que indiretamente, e correm um forte risco apesar de n\u00e3o necessariamente terem tomado conhecimento do projeto. \u00c9 este o caso tamb\u00e9m de outros bancos que integram a Petrobras Participa\u00e7\u00f5es, ou que realizaram cartas de cr\u00e9dito para Petrobras Energia (subsidi\u00e1ria argentina da Petrobras e principal financiadora do projeto do Bloco 31) ou que ainda emitiram obriga\u00e7\u00f5es da Petrobras International Finance Company (PIFCo).<\/p>\n<p>Uma alian\u00e7a internacional de 43 cientistas do Equador, Am\u00e9rica do Norte e Europa prop\u00f4s, ano passado, v\u00e1rias alternativas plaus\u00edveis que mitigariam muitos desses riscos e impactos. De especial preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 o reconhecimento expl\u00edcito no EIA de que existe um prov\u00e1vel e substancial risco de que as comunidades ind\u00edgenas Kawymeno e Kichwa, afetadas pelo projeto, promover\u00e3o protestos que podem levar \u00e0 viol\u00eancia e a paralisa\u00e7\u00f5es do trabalho. H\u00e1 tamb\u00e9m o risco de que as plantas de processamento que ser\u00e3o constru\u00eddas pr\u00f3ximo ao Rio Tiputini, na fronteira do nordeste do parque, possam ser atingidas por um vazamento de petr\u00f3leo catastr\u00f3fico.<\/p>\n<p>A continuidade do projeto, sem a incorpora\u00e7\u00e3o das alternativas propostas, ter\u00e1 expressivos impactos ambientais e sociais, diretos e secund\u00e1rios, levando provavelmente a profundas mudan\u00e7as culturais entre as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas da regi\u00e3o. Especificamente, os impactos ambientais incluem desmatamento, ca\u00e7a predat\u00f3ria e polui\u00e7\u00e3o. Qualquer contamina\u00e7\u00e3o ou polui\u00e7\u00e3o ser\u00e1 particularmente devastadora para o Rio Tiputini, abrigo para mam\u00edferos raros, como a globalmente amea\u00e7ada Lontra Gigante (Pteronura brasiliensis), os globalmente vulner\u00e1veis (e, no Equador, criticamente amea\u00e7ados) Peixe-Boi Amaz\u00f4nico (Trichechus inunguis) e Boto Rosa (Inia geoffrensis), e o Boto Cinza (Sotalia fluviatilis), que tamb\u00e9m est\u00e1 amea\u00e7ado no Equador.<\/p>\n<p>O projeto tamb\u00e9m aumentar\u00e1 as press\u00f5es nas comunidades ind\u00edgenas que vivem em isolamento volunt\u00e1rio em \u00e1reas adjacentes ao Bloco 31. O contato for\u00e7ado e a depend\u00eancia da sociedade podem levar a novos ciclos agudos de guerras tribais, internas e externas, com danos irrepar\u00e1veis para esses povos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Amigos da Terra &#8211; Amaz\u00f4nia Brasileira Ind\u00edgenas afetados podem protestar com viol\u00eancia e paralisar a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo Cientistas e ambientalistas de treze pa\u00edses enviaram para dez grandes bancos internacionais, incluindo o BNDES, um dossi\u00ea sobre os riscos do projeto da Petrobr\u00e1s para extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no chamado Bloco 31, que compreende \u00e1reas chave [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6883","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6883","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6883"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6883\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}