{"id":6682,"date":"2007-05-04T00:00:00","date_gmt":"2007-05-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/sadia-e-a-1a-no-estado\/"},"modified":"2007-05-04T00:00:00","modified_gmt":"2007-05-04T03:00:00","slug":"sadia-e-a-1a-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/sadia-e-a-1a-no-estado\/","title":{"rendered":"Sadia \u00e9 a 1\u00aa no Estado"},"content":{"rendered":"<p>A empresa Sadia Oeste, em V\u00e1rzea Grande, \u00e9 a primeira ind\u00fastria de Mato Grosso a adotar o g\u00e1s natural como matriz energ\u00e9tica. Indiferente aos boatos dos \u00faltimos meses sobre um suposto apag\u00e3o, a Sadia acreditou no projeto e investiu na compra de equipamentos para trocar a energia el\u00e9trica, que tem alta carga tribut\u00e1ria e \u00e9 bem mais cara, pelo g\u00e1s. A substitui\u00e7\u00e3o da eletricidade em parte dos equipamentos da planta frigor\u00edfica de V\u00e1rzea Grande ocorreu em abril e est\u00e1 em fase experimental. <\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 agora, est\u00e1 funcionando perfeitamente&#8221;, disse ontem o presidente da Companhia Mato-grossense de G\u00e1s (MT G\u00e1s), Helny de Paula. A MT G\u00e1s \u00e9 a estatal do governo que compra o g\u00e1s da Bol\u00edvia e vende para a ind\u00fastria e tamb\u00e9m para as distribuidoras, que por sua vez suprem os postos de combust\u00edveis. <\/p>\n<p>Helny informou que a Sadia est\u00e1 &#8220;queimando&#8221; 3 mil metros c\u00fabicos de g\u00e1s por dia em sua ind\u00fastria, mas a meta \u00e9 consumir 25 mil metros c\u00fabicos di\u00e1rios nos pr\u00f3ximos meses. Contrato neste sentido j\u00e1 foi firmado entre a estatal e a Sadia. O pre\u00e7o praticado pela MT G\u00e1s segue o valor m\u00e9dio dos postos revendedores: R$ 1,49\/m\u00b3. O fornecimento est\u00e1 sendo feito por meio da distribui\u00e7\u00e3o virtual, em cont\u00eaineres sobre carretas, igual ao que \u00e9 feito para o suprimentos dos postos. <\/p>\n<p>A reportagem do Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1 procurou ontem a Sadia para obter mais informa\u00e7\u00f5es sobre o projeto, mas n\u00e3o obteve retorno. Uma fonte da supervis\u00e3o da empresa afirmou desconhecer qualquer informa\u00e7\u00e3o nesse sentido. <\/p>\n<p>O presidente da MT G\u00e1s, Helny de Paula, afirmou que a meta do governo estadual \u00e9 expandir o projeto do g\u00e1s natural em Mato Grosso, prestando atendimento a todas as ind\u00fastrias interessadas. &#8220;Temos um contrato de at\u00e9 500 mil metros c\u00fabicos de g\u00e1s por dia com a Bol\u00edvia e n\u00e3o h\u00e1 a m\u00ednima possibilidade de falta o combust\u00edvel. O que se tem divulgado sobre isso s\u00e3o boatos e especula\u00e7\u00f5es que s\u00f3 servem para trazer inseguran\u00e7a ao mercado&#8221;, afirmou ele. <\/p>\n<p>Atualmente, a MT G\u00e1s recebe 350 mil metros c\u00fabicos de g\u00e1s da Bol\u00edvia, o suficiente para o suprimento interno. &#8220;Se precisarmos de mais, eles nos enviam imediatamente&#8221;, assegura o presidente da estatal mato-grossense. <\/p>\n<p>CUSTOS &#8211; De acordo com estudos, a redu\u00e7\u00e3o nos custos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 energia el\u00e9trica \u00e9 de 50% para as empresas que utilizam o g\u00e1s natural. S\u00f3 no Distrito Industrial de Cuiab\u00e1 est\u00e3o instaladas e em funcionamento cerca de 110 empresas. Dessas, pelo menos 50% podem utilizar o g\u00e1s. <\/p>\n<p>EFICI\u00caNCIA T\u00c9RMICA &#8211; As usinas termel\u00e9tricas convencionais, queimando combust\u00edveis f\u00f3sseis, t\u00eam uma efici\u00eancia t\u00e9rmica da ordem de 30 a 40%, isto \u00e9, s\u00f3 estas percentagens da energia contida no combust\u00edvel s\u00e3o transformadas em trabalho mec\u00e2nico. <\/p>\n<p>O restante \u00e9 perdido em forma de calor, seja na exaust\u00e3o ou na condensa\u00e7\u00e3o do vapor. Em uma unidade de co-gera\u00e7\u00e3o, a energia que seria inaproveitada \u00e9 usada para prover calor a um processo, ou aquecimento de ambientes. <\/p>\n<p>O g\u00e1s natural, al\u00e9m de seu pre\u00e7o competitivo, \u00e9 uma fonte energ\u00e9tica que goza da vantagem da queima muito mais limpa que a dos derivados do petr\u00f3leo. <\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o in\u00fameros os ganhos econ\u00f4micos obtidos pela escolha do g\u00e1s natural como combust\u00edvel, mas a principal vantagem \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. O g\u00e1s natural \u00e9 um combust\u00edvel n\u00e3o-poluente. Sua combust\u00e3o \u00e9 limpa, isenta de fuligem e outros materiais que possam prejudicar o meio ambiente&#8221;, destaca Helny de Paula. <\/p>\n<p>Fonte:Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A empresa Sadia Oeste, em V\u00e1rzea Grande, \u00e9 a primeira ind\u00fastria de Mato Grosso a adotar o g\u00e1s natural como matriz energ\u00e9tica. 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