{"id":6679,"date":"2007-05-04T00:00:00","date_gmt":"2007-05-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/bolivia-oferece-a-petrobras-13-do-valor-das-refinarias\/"},"modified":"2007-05-04T00:00:00","modified_gmt":"2007-05-04T03:00:00","slug":"bolivia-oferece-a-petrobras-13-do-valor-das-refinarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/bolivia-oferece-a-petrobras-13-do-valor-das-refinarias\/","title":{"rendered":"Bol\u00edvia oferece \u00e0 Petrobras 1\/3 do valor das refinarias"},"content":{"rendered":"<p>O vice-presidente da Bol\u00edvia, \u00c1lvaro Garc\u00eda Linera, disse hoje \u00e0 ag\u00eancia estatal de informa\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds est\u00e1 disposto a pagar apenas um ter\u00e7o do valor pedido pela Petrobras para as duas refinarias. Segundo ele, o valor ser\u00e1 de US$ 60 milh\u00f5es. <\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m pediu mais &#8220;flexibilidade&#8221; por parte da estatal brasileira na negocia\u00e7\u00e3o com a Yacimientos Petrol\u00edferos Fiscales Bolivianos (YPFB). &#8220;Eles manejam um pre\u00e7o a partir de um determinado c\u00e1lculo e n\u00f3s temos feito outro c\u00e1lculo com base na informa\u00e7\u00e3o de livros da empresa&#8221;, ponderou. <\/p>\n<p>A Petrobras iniciou as negocia\u00e7\u00f5es com um valor superior a US$ 180 milh\u00f5es, podendo alcan\u00e7ar US$ 200 milh\u00f5es. Esse valor j\u00e1 est\u00e1 em n\u00edveis mais baixos. &#8220;Oxal\u00e1 encontremos flexibilidade por parte da Petrobras. N\u00e3o se pode aceitar US$ 120 milh\u00f5es ou US$ 150 milh\u00f5es porque ter\u00edamos problemas legais&#8221;, explicou ele \u00e0 Ag\u00eancia Bol\u00edvia de Informa\u00e7\u00f5es (ABI). Ele disse que o valor das refinarias ser\u00e1 avaliado a partir de um estudo. <\/p>\n<p>O ministro de Hidrocarbonetos da Bol\u00edvia, Carlos Villegas, comunicou \u00e0 Petrobras que aguardar\u00e1 10 dias para fazer um acordo amig\u00e1vel sobre as duas refinarias. Terminado esse prazo, o presidente Evo Morales ordenar\u00e1 o cumprimento do decreto de nacionaliza\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea a tomada do controle dos ativos e a sua transfer\u00eancia para a YPFB. <\/p>\n<p>Uma fonte diplom\u00e1tica, que acompanha de perto os bastidores da negocia\u00e7\u00e3o, afirmou que o ultimato levou a Petrobras a refazer os c\u00e1lculos para tentar se aproximar ao valor ofertado pelo governo boliviano e tentar alcan\u00e7ar um acordo que evite os danos que a decis\u00e3o dever\u00e1 provocar nas rela\u00e7\u00f5es bilaterais. <\/p>\n<p>&#8220;Mesmo com a disposi\u00e7\u00e3o da Petrobras de reduzir o valor, a diferen\u00e7a \u00e9 muito grande. A Petrobras n\u00e3o aceitar\u00e1 qualquer pre\u00e7o&#8221;, disse. O \u00faltimo valor posto na mesa pela companhia brasileira foi de US$ 135 milh\u00f5es, n\u00famero que poder\u00e1 cair um pouco mais. <\/p>\n<p>Quando adquiriu as duas refinarias, no final dos anos 90, a Petrobras pagou US$ 102 milh\u00f5es pelos dois ativos. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 hip\u00f3tese de o valor chegar a esse n\u00edvel depois dos investimentos feitos&#8221;, relatou a fonte. <\/p>\n<p>A Bol\u00edvia ofereceu US$ 56 milh\u00f5es (incluindo o valor do combust\u00edvel estocado nas refinarias, que no in\u00edcio do m\u00eas chegava a US$ 40 milh\u00f5es), mas elevou a proposta para US$ 65 milh\u00f5es. Em novembro de 2006, Evo chegou a sugerir, numa entrevista coletiva com a imprensa estrangeira, que o Brasil tinha condi\u00e7\u00f5es de doar as refinarias \u00e0 Bol\u00edvia. <\/p>\n<p>Procurada, a dire\u00e7\u00e3o da Petrobras manteve a atitude usual: &#8220;N\u00e3o comentamos negocia\u00e7\u00f5es em curso&#8221;, relatou a assessoria de imprensa. <\/p>\n<p>REA\u00c7\u00c3O &#8211; H\u00e1 sinais de que a rea\u00e7\u00e3o brasileira a uma medida de for\u00e7a da Bol\u00edvia ter\u00e1 uma resposta mais dura. O Grupo Estado apurou que permanece a disposi\u00e7\u00e3o brasileira de subir o tom caso a Bol\u00edvia interrompa as negocia\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia dos ativos para o Estado boliviano com a edi\u00e7\u00e3o de um decreto supremo, tirando \u00e0 for\u00e7a o controle das refinarias das m\u00e3os da estatal brasileira. &#8220;Haver\u00e1 rea\u00e7\u00e3o&#8221;, disse a fonte. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de a Petrobras buscar a preserva\u00e7\u00e3o dos direitos econ\u00f4micos numa corte arbitral no exterior, o governo brasileiro avalia quais medidas poder\u00e1 tomar. Entre as op\u00e7\u00f5es est\u00e3o o cancelamento da ajuda econ\u00f4mica de R$ 20 milh\u00f5es aprovada pelo Congresso Nacional brasileiro para a Bol\u00edvia e a poss\u00edvel suspens\u00e3o do acordo que criou um aditivo ao contrato de importa\u00e7\u00e3o de g\u00e1s pelo Brasil e permitiu o aumento do pre\u00e7o. O acordo foi fechado numa visita do presidente Evo Morales ao Brasil, em fevereiro. Na negocia\u00e7\u00e3o, a Bol\u00edvia conseguiu aumentar o pre\u00e7o das fra\u00e7\u00f5es nobres do g\u00e1s, o que daria um valor adicional para a YPFB de US$ 100 milh\u00f5es por ano. <\/p>\n<p>Fonte:Diario de Cuiab\u00e1 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O vice-presidente da Bol\u00edvia, \u00c1lvaro Garc\u00eda Linera, disse hoje \u00e0 ag\u00eancia estatal de informa\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds est\u00e1 disposto a pagar apenas um ter\u00e7o do valor pedido pela Petrobras para as duas refinarias. Segundo ele, o valor ser\u00e1 de US$ 60 milh\u00f5es. 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