{"id":6657,"date":"2007-05-09T00:00:00","date_gmt":"2007-05-09T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/ultimato-repercute-em-mt\/"},"modified":"2007-05-09T00:00:00","modified_gmt":"2007-05-09T03:00:00","slug":"ultimato-repercute-em-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/ultimato-repercute-em-mt\/","title":{"rendered":"Ultimato repercute em MT"},"content":{"rendered":"<p>O ultimato da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (UE) para que o Brasil cumpra os padr\u00f5es de qualidade exigidos pelos europeus para a importa\u00e7\u00e3o de carne bovina in natura causou &#8220;surpresa e preocupa\u00e7\u00e3o&#8221; ontem \u00e0 cadeia pecu\u00e1ria de Mato Grosso. A UE, principal parceira comercial do Brasil &#8211; comprou US$ 1 bilh\u00e3o em 2006 &#8211; amea\u00e7a fechar o mercado para a carne brasileira caso o pa\u00eds n\u00e3o atenda a algumas exig\u00eancias, como o controle da febre aftosa, que ressurgiu em setembro de 2005, e a rastreabilidade do rebanho. <\/p>\n<p>&#8220;Seria um caos para toda a cadeia produtiva se isso [fechamento do mercado europeu] acontecesse&#8221;, advertiu ontem o presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias Frigor\u00edficas de Mato Grosso (Sindifrigo), Luiz Ant\u00f4nio Freitas Martins. <\/p>\n<p>Atualmente, sete grandes frigor\u00edficos do Estado exportam carne in natura para a Europa. &#8220;O Brasil tem que fazer de tudo para evitar que os europeus coloquem barreiras aos nossos produtos. Temos feito a nossa parte no que diz respeito ao controle do rebanho e obtivemos grande avan\u00e7o nos \u00faltimos anos. N\u00e3o podemos retroceder&#8221;, acentuou Martins. <\/p>\n<p>Neste primeiro trimestre, as carnes bovinas registram incremento de 76,27% no volume negociado em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado e somou U$S 146,35 milh\u00f5es. J\u00e1 a UE com participa\u00e7\u00e3o de 48,34% sobre a pauta estadual contabiliza neg\u00f3cios de US$ 448,45 milh\u00f5es no trimestre. <\/p>\n<p>Os produtores tamb\u00e9m v\u00eaem com apreens\u00e3o a amea\u00e7a da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores do Estado (Acrimat), Jorge Pires de Miranda, o fechamento do mercado poderia trazer grandes preju\u00edzos para a cadeia produtiva agropecu\u00e1ria e \u00e0 economia regional. <\/p>\n<p>&#8220;A nossa preocupa\u00e7\u00e3o e a do governo t\u00eam sido em implementar um forte programa sanit\u00e1rio no rebanho. Mato Grosso tem procurado fazer sua parte, embora n\u00e3o tivesse alcan\u00e7ado ainda 100% no \u00edndice de vacina\u00e7\u00e3o. Como o nosso rebanho \u00e9 grande &#8211; mais de 28 milh\u00f5es de cabe\u00e7as &#8211; o percentual n\u00e3o-vacinado durante as campanhas chega a ser um n\u00famero bastante significativo. E isso acaba preocupando os europeus&#8221;. <\/p>\n<p>Pires afirmou que ao pecuarista cabe se conscientizar sobre a import\u00e2ncia de vacinar o gado e, aos \u00f3rg\u00e3os de defesa, realizar o controle de entrada e sa\u00edda de animais nas fronteiras e nas divisas com os estados. <\/p>\n<p>O presidente da Acrimat defende a rastreabilidade do rebanho e da propriedade, mas aponta que o produtor n\u00e3o tem sido beneficiado por este trabalho. &#8220;O produtor gasta com a rastreabilidade, mas n\u00e3o est\u00e1 tirando proveito deste investimento. Isso tem sido um desalento para o setor, que est\u00e1 trabalhando com rentabilidade negativa&#8221;, frisou. <\/p>\n<p>Segundo o diretor-executivo da Associa\u00e7\u00e3o dos Propriet\u00e1rios Rurais do Estado (APR), Paulo Resende, o custo para a implanta\u00e7\u00e3o da rastreabilidade \u00e9 alto para o produtor. &#8220;Al\u00e9m disso, a burocracia \u00e9 muito grande, o que acaba desestimulando o setor. Na nossa avalia\u00e7\u00e3o, o custo da implanta\u00e7\u00e3o deste sistema deveria ser dilu\u00eddo para toda a cadeia produtiva&#8221;, disse ele. A APR informou que nem 5% do rebanho mato-grossense est\u00e1 rastreado. <\/p>\n<p>COMPETITIVIDADE &#8211; Considerando os custos totais m\u00e9dios da rastreabilidade por cabe\u00e7a no Brasil &#8211; cerca de R$ 3, segundo avalia\u00e7\u00e3o de entidades produtoras &#8211; pode-se ter uma id\u00e9ia real do diferencial competitivo da carne brasileira. <\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante destacar que a seguran\u00e7a adicionada pela rastreabilidade na pecu\u00e1ria de corte brasileira no mercado internacional \u00e9 um fator determinante do crescimento em termos quantitativos e qualitativos do produto, que agrega diferenciais substantivos, criando um composto de alta competitividade para o complexo da carne bovina&#8221;, destaca o presidente do Sindifrigo, Luiz Ant\u00f4nio Martins. <\/p>\n<p>&#8220;Podemos considerar a rastreabilidade como um dos programas mais importantes da pecu\u00e1ria de corte no momento&#8221;. <\/p>\n<p>Fonte:Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ultimato da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (UE) para que o Brasil cumpra os padr\u00f5es de qualidade exigidos pelos europeus para a importa\u00e7\u00e3o de carne bovina in natura causou &#8220;surpresa e preocupa\u00e7\u00e3o&#8221; ontem \u00e0 cadeia pecu\u00e1ria de Mato Grosso. 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