{"id":6618,"date":"2007-05-16T00:00:00","date_gmt":"2007-05-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/amazonas-lanca-pacote-de-medidas-ambientais-e-cria-o-bolsa-floresta\/"},"modified":"2007-05-16T00:00:00","modified_gmt":"2007-05-16T03:00:00","slug":"amazonas-lanca-pacote-de-medidas-ambientais-e-cria-o-bolsa-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/amazonas-lanca-pacote-de-medidas-ambientais-e-cria-o-bolsa-floresta\/","title":{"rendered":"Amazonas lan\u00e7a pacote de medidas ambientais e cria o &#8220;bolsa floresta&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>O governador do Amazonas, Eduardo Braga, ir\u00e1 anunciar no dia 5 de junho &#8211; o dia internacional do meio ambiente &#8211; um pacote de medidas ambientais para reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa do Estado e preservar suas florestas. <\/p>\n<p>Entre as medidas est\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de um &#8220;fundo de carbono&#8221; voltado \u00e0s mais de 500 empresas instaladas na Zona Franca de Manaus. A id\u00e9ia \u00e9 que essas empresas, que liberam toneladas de CO2 por ano na atmosfera, compensem sua polui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de investimentos nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o estaduais, coberturas florestais protegidas por lei que somam hoje 17 milh\u00f5es de hectares. Ao ajudarem a preservar a floresta, as empresas se tornariam &#8220;neutras em carbono&#8221;, a nova coqueluche ambiental. <\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma proposta volunt\u00e1ria, participa quem quer&#8221;, disse Braga durante uma palestra ontem a empres\u00e1rios em S\u00e3o Paulo. &#8220;Mas quem aderir poder\u00e1 agregar valor a seus produtos em pa\u00edses como o Reino Unido, que se preocupam muito com quest\u00f5es ambientais. O que um celular da Nokia produzido em Manaus teria que o da Motorola, feito em S\u00e3o Paulo, n\u00e3o? A Nokia estaria ajudando a preservar a Amaz\u00f4nia&#8221;. <\/p>\n<p>Sem fornecer detalhes de como essa opera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita, o governador amazonense afirmou que est\u00e1 em consultas t\u00e9cnicas com institui\u00e7\u00f5es como Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) e BNDES para estruturar o modelo, que lembra o j\u00e1 existente entre pa\u00edses ricos e em desenvolvimento no \u00e2mbito do Protocolo de Kyoto. <\/p>\n<p>O pacote tamb\u00e9m criar\u00e1 o chamado bolsa-floresta, uma esp\u00e9cie de bolsa-fam\u00edlia que recompensar\u00e1 financeiramente quem manter a mata em p\u00e9. Segundo o secret\u00e1rio de Meio Ambiente do Amazonas, Virg\u00edlio Viana, trata-se de uma compensa\u00e7\u00e3o por servi\u00e7os ambientais in\u00e9dita no pa\u00eds. A prioridade ser\u00e1 dada \u00e0s reservas extrativistas &#8211; quem n\u00e3o desmatar receber\u00e1 US$ 500 ao final de cada ano, vindos de recursos pr\u00f3prios do Estado. &#8220;Quem mora dentro das reservas deve ter tratamento privilegiado porque est\u00e1 nos prestando um servi\u00e7o conservando uma \u00e1rea importante&#8221;, diz Viana, professor licenciado da Esalq\/USP, que migrou para o setor p\u00fablico a convite de Braga. <\/p>\n<p>Reeleito no ano passado com uma defesa aguerrida da Zona Franca de Manaus (ZFM), principal empregador e motor da economia do Amazonas, Eduardo Braga saiu a campo nos \u00faltimos meses em busca de investimentos para o que ele diz ser o modelo de economia do futuro para a regi\u00e3o &#8211; a Zona Franca Verde. O projeto ganhou f\u00f4lego nessa gest\u00e3o e prev\u00ea fazer da explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da floresta amaz\u00f4nica uma fonte de riquezas e, dessa forma, levar o desenvolvimento concentrado hoje no p\u00f3lo industrial para o interior do Estado. <\/p>\n<p>Munido de mapas e gr\u00e1ficos, Braga apresentou ontem ao empresariado paulista o que ele e Viana j\u00e1 disseram e repetiram em Montreal, Nair\u00f3bi, Nova York, Washington e Istambul: \u00e9 tirar da floresta o que ela pode dar, sem gerar desmatamento. \u00c9 uma mudan\u00e7a de paradigma, diz Braga, que pode equilibrar o peso econ\u00f4mico no Estado. Hoje, a Zona Franca de Manaus representa 75% do PIB. O setor florestal, 3%. <\/p>\n<p>A palavra-chave, neste caso, \u00e9 o uso racional dos recursos florestais. Virg\u00edlio Viana cita alguns progressos. O peixe pirarucu, esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, chegou recentemente \u00e0 rede P\u00e3o de A\u00e7\u00facar porque agora est\u00e1 sendo produzido com manejo, diz. &#8220;O manejo \u00e9 bom, manter a floresta em p\u00e9 \u00e9 bom. E \u00e9 essa a equa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que a gente est\u00e1 conseguindo muda. Os protagonistas do desmatamento s\u00e3o cada vez mais protagonistas da conserva\u00e7\u00e3o&#8221;. <\/p>\n<p>Desde 2003, o governo diz ter feito mais de 700 planos de manejo em pequena escala no Estado, envolvendo \u00e1reas de at\u00e9 500 hectares. Para fomentar esses projetos, foi criada a Ag\u00eancia de Florestas e Neg\u00f3cios Sustent\u00e1veis do Amazonas. O \u00f3rg\u00e3o j\u00e1 financiou cerca de R$ 5 milh\u00f5es em m\u00e1quinas e capital de giro. <\/p>\n<p>&#8220;O que vemos \u00e9 continuidade de plano de governo no Amazonas. Isso \u00e9 importante no Brasil, onde n\u00e3o h\u00e1 continuidade&#8221;, elogia o ambientalista Mario Mantovani, do SOS Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governador do Amazonas, Eduardo Braga, ir\u00e1 anunciar no dia 5 de junho &#8211; o dia internacional do meio ambiente &#8211; um pacote de medidas ambientais para reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa do Estado e preservar suas florestas. 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