{"id":6585,"date":"2007-05-23T00:00:00","date_gmt":"2007-05-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/brasileiros-estudam-producao-de-etanol-a-partir-de-enzimas-de-residuos-vegetais\/"},"modified":"2007-05-23T00:00:00","modified_gmt":"2007-05-23T03:00:00","slug":"brasileiros-estudam-producao-de-etanol-a-partir-de-enzimas-de-residuos-vegetais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/brasileiros-estudam-producao-de-etanol-a-partir-de-enzimas-de-residuos-vegetais\/","title":{"rendered":"Brasileiros estudam produ\u00e7\u00e3o de etanol a partir de enzimas de res\u00edduos vegetais"},"content":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edvel a partir da celulose pode ser alcan\u00e7ada antes do que estimam os especialistas. A Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), sediada no estado do Rio de Janeiro, est\u00e1 desenvolvendo estudos para a produ\u00e7\u00e3o do etanol a partir de enzimas extra\u00eddas do baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar e de outros res\u00edduos agr\u00edcolas e florestais, como madeiras.<\/p>\n<p>A pesquisadora Sonia Couri, respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de Processos Fermentativos da Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que atualmente parte do baga\u00e7o da cana \u00e9 utilizado para queima em caldeiras. Mas que grande parte desse res\u00edduo poder\u00e1 ser utilizada, atrav\u00e9s dessa bioconvers\u00e3o, usando enzimas espec\u00edficas, ou seja, celulose, para a produ\u00e7\u00e3o de etanol.<\/p>\n<p>A pesquisadora reconhece que o processo de obten\u00e7\u00e3o dessa enzima n\u00e3o \u00e9 uma coisa muito f\u00e1cil. &#8220;Hoje, j\u00e1 existem algumas biorefinarias que est\u00e3o produzindo, mas a um custo muito alto quando voc\u00ea compara a produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool a partir da cana ou a partir do amido, que \u00e9 a um pre\u00e7o muito menor do que utilizar esse material, porque voc\u00ea tem um outro processo acoplado, que \u00e9 a hidr\u00f3lise da celulose&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Sonia Curi estima que para ser vi\u00e1vel o custo desse processo teria de diminuir cerca de 50 vezes. A meta da Embrapa, por\u00e9m, \u00e9 produzir uma enzima que seja eficiente e muito mais barata do que \u00e9 hoje. A produ\u00e7\u00e3o no Brasil dessas enzimas permitir\u00e1 ao pa\u00eds reduzir a depend\u00eancia das importa\u00e7\u00f5es e os custos inerentes a essas opera\u00e7\u00f5es, uma vez que a maior parte dessas mat\u00e9rias-primas \u00e9 adquirida no exterior e chega ao Brasil com um pre\u00e7o tr\u00eas vezes maior do que o cobrado no pa\u00eds de origem, salientou Sonia Couri.<\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o dos custos estaria atrelada, segundo analisou, ao incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o dessas enzimas pelas ind\u00fastrias nacionais, destacando a pr\u00f3pria ind\u00fastria que vai produzir o etanol. &#8220;Depende muito de pol\u00edticas de incentivo e tamb\u00e9m de investimentos&#8221;, avaliou a pesquisadora da Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos. Nos Estados Unidos, os investimentos programados no setor de biocombust\u00edveis atinge em torno de US$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A estatal, vinculada ao Minist\u00e9rio da Agricultura, decidiu partir para esse estudo em fun\u00e7\u00e3o de experi\u00eancia realizada desde 1986 na produ\u00e7\u00e3o de enzimas celulol\u00edticas (ricas em celulose) para a ind\u00fastria de alimentos. Foram estudadas v\u00e1rias frutas, oleaginosas e sementes, extraindo-se \u00f3leo por um sistema aquoso, utilizando enzimas, em vez de usar um solvente org\u00e2nico, que \u00e9 muito t\u00f3xico. Sonia Couri salientou ainda que o processo de produ\u00e7\u00e3o do etanol via enzima de celulose envolve uma tecnologia mais limpa, que n\u00e3o agride o meio ambiente. &#8220;Qualquer tipo de res\u00edduo \u00e9 menos poluente, desde que seja vegetal&#8221;, observou Couri.<\/p>\n<p>Para viabilizar a produ\u00e7\u00e3o dos microorganismos que produzem essas enzimas, a pesquisadora revelou que a Embrapa est\u00e1 lan\u00e7ando tamb\u00e9m um grande projeto de florestas plantadas energ\u00e9ticas. Ser\u00e1 estudado o aproveitamento dos res\u00edduos de florestas de eucaliptos e pinhos para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, al\u00e9m de outras aplica\u00e7\u00f5es consideradas mais convencionais, afirmou.<\/p>\n<p>Couri informou, ainda, que outros institutos de pesquisa, como a Universidade de Campinas (Unicamp) e o Instituto de Qu\u00edmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro tamb\u00e9m est\u00e3o efetuando pesquisas sobre a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis no Brasil, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, e da Petrobras.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edvel a partir da celulose pode ser alcan\u00e7ada antes do que estimam os especialistas. 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