{"id":6474,"date":"2007-06-11T00:00:00","date_gmt":"2007-06-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/setor-de-moveleiro-cresce-em-plena-crise\/"},"modified":"2007-06-11T00:00:00","modified_gmt":"2007-06-11T03:00:00","slug":"setor-de-moveleiro-cresce-em-plena-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/setor-de-moveleiro-cresce-em-plena-crise\/","title":{"rendered":"Setor de moveleiro cresce  em plena crise"},"content":{"rendered":"<p>O setor moveleiro estadual foi talvez o que melhor se comportou nos \u00faltimos anos. Em plena crise do agroneg\u00f3cio, quando o com\u00e9rcio e a agropecu\u00e1ria se ressentiram fortemente da queda na produ\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria de m\u00f3veis teve uma rea\u00e7\u00e3o surpreendente. Os n\u00fameros do setor mostram que os fabricantes de m\u00f3veis continuaram sua trajet\u00f3ria de crescimento mesmo com os desacertos da pol\u00edtica econ\u00f4mica &#8211; como juros elevados e desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar &#8211; e a queda dos pre\u00e7os das commodities. No ano passado, as vendas aumentaram 18% e, para este ano, est\u00e1 previsto um crescimento de 10% sobre as vendas de 2006. <\/p>\n<p>&#8220;O setor apostou na crise, investiu em tecnologia e agora colhe os frutos da perseveran\u00e7a&#8221;, diz o empres\u00e1rio Ayres dos Santos, que come\u00e7ou com uma pequena loja de estofados produzindo apenas um conjunto por semana e hoje produz 50 conjuntos por dia. <\/p>\n<p>No mercado h\u00e1 apenas sete anos, Ayres j\u00e1 produz m\u00f3veis em s\u00e9rie e, al\u00e9m de sof\u00e1s, fabrica tamb\u00e9m pe\u00e7as em alum\u00ednio e estofados de silicone, uma das novidades no mercado local. O empres\u00e1rio vende seus produtos na Grande Cuiab\u00e1 e outros munic\u00edpios do interior, al\u00e9m de atender mercados emergentes como Rond\u00f4nia, Acre e Mato Grosso do Sul. <\/p>\n<p>Ayres conta que o setor moveleiro foi o que melhor &#8220;respondeu&#8221; a este cen\u00e1rio de crises. &#8220;Alguns ficaram desanimados, mas a maioria acreditou que este seria o momento prop\u00edcio para o crescimento&#8221;. <\/p>\n<p>Apesar do bom momento vivido pelo setor, as ind\u00fastrias ainda possuem alguns entraves que precisam ser resolvidos. &#8220;No nosso caso [ind\u00fastria moveleira] o principal gargalo \u00e9 a log\u00edstica de transporte, devido \u00e0 dist\u00e2ncia de Mato Grosso em rela\u00e7\u00e3o aos grandes centros consumidores e ao alto pre\u00e7o do frete para chegar at\u00e9 a essas regi\u00f5es&#8221;, relata. <\/p>\n<p>Ele diz que uma das vantagens das ind\u00fastrias \u00e9 que 60% da produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o comercializadas no mercado local e apenas 40% v\u00e3o para outras regi\u00f5es. &#8220;Se depend\u00eassemos exclusivamente de outros mercados, estar\u00edamos perdidos&#8221;. <\/p>\n<p>A expectativa, de acordo com Ayres dos Santos, \u00e9 ampliar a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria local para 70% no segmento de m\u00f3veis num per\u00edodo de cinco anos. <\/p>\n<p>COMPETITIVIDADE &#8211; Com cerca de 400 ind\u00fastrias instaladas na Grande Cuiab\u00e1, o setor emprega atualmente cinco mil pessoas. A boa performance da ind\u00fastria moveleira se deve principalmente aos investimentos em tecnologia e m\u00e3o-de-obra, que garantem produtos de qualidade compar\u00e1veis \u00e0s grandes marcas nacionais. <\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o devemos nada a ningu\u00e9m em termos de qualidade&#8221;, assegura Ayres, apontando que os m\u00f3veis produzidos no Estado chegam a ser superiores at\u00e9 aos do Centro-Sul. &#8220;Aqui se usa o MDF, laminado bem superior ao que se utiliza no Sul, os aglomerados&#8221;, exemplifica. <\/p>\n<p>Segundo o empres\u00e1rio, a \u00f3tima aceita\u00e7\u00e3o dos produtos regionais est\u00e1 levando ao crescimento das vendas. &#8220;Hoje se produz muito pouco sob encomenda. A nossa grande produ\u00e7\u00e3o mesmo \u00e9 de m\u00f3veis em s\u00e9rie, em larga escala para atender \u00e0s lojas da regi\u00e3o. At\u00e9 mesmo as lojas chiques de Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande compram das ind\u00fastrias locais para revender os produtos&#8221;, comenta. <\/p>\n<p>As grandes redes de departamento respondem atualmente por 50% das vendas de m\u00f3veis na Grande Cuiab\u00e1. &#8220;Temos lojas grandes, como Novo Mundo, Facilar (antiga GR Eletro) e Mundo dos Colch\u00f5es trabalhando com produtos regionais. Isso mostra que a tend\u00eancia \u00e9 ocuparmos uma fatia maior deste mercado nos pr\u00f3ximos anos&#8221;. Por enquanto, as ind\u00fastrias est\u00e3o com suas produ\u00e7\u00f5es voltadas para atender principalmente as classes A e B. &#8220;Mas n\u00e3o perdemos de vista outras classes, at\u00e9 mesmo as de renda mais baixa. O objetivo \u00e9 produzir m\u00f3veis variados que concorram de igual para igual com produtos de outras regi\u00f5es&#8221;, garante o empres\u00e1rio. (Veja na p\u00e1gina C2)<br \/>\nFonte:Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor moveleiro estadual foi talvez o que melhor se comportou nos \u00faltimos anos. Em plena crise do agroneg\u00f3cio, quando o com\u00e9rcio e a agropecu\u00e1ria se ressentiram fortemente da queda na produ\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria de m\u00f3veis teve uma rea\u00e7\u00e3o surpreendente. 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