{"id":6473,"date":"2007-06-11T00:00:00","date_gmt":"2007-06-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/para-pinguelli-rosa-usinas-previstas-nao-descartam-uso-racional-de-energia-e-novas-fontes-2\/"},"modified":"2007-06-11T00:00:00","modified_gmt":"2007-06-11T03:00:00","slug":"para-pinguelli-rosa-usinas-previstas-nao-descartam-uso-racional-de-energia-e-novas-fontes-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/para-pinguelli-rosa-usinas-previstas-nao-descartam-uso-racional-de-energia-e-novas-fontes-2\/","title":{"rendered":"Para Pinguelli Rosa, usinas previstas n\u00e3o descartam uso racional de energia e novas fontes"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil precisa come\u00e7ar a pensar em racionaliza\u00e7\u00e3o do uso de energia, ou em desenvolver projetos de energia alternativa, para fazer frente ao crescimento da demanda para os pr\u00f3ximos anos.  Caso isso n\u00e3o ocorra, poder\u00e1 haver problemas para sustenta\u00e7\u00e3o do crescimento da economia nas taxas projetadas pelo pr\u00f3prio governo.  A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do coordenador de Planejamento Energ\u00e9tico da Unidade de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, ele disse que mesmo se for aprovada a constru\u00e7\u00e3o das usinas do Rio Madeira e a conclus\u00e3o da nuclear Angra 3, elas n\u00e3o entrar\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o a tempo de atender \u00e0 demanda previsto no Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>Para Pinguelli Rosa, a intensidade do risco depender\u00e1 da oferta de energia h\u00eddrica &#8211; da exist\u00eancia ou n\u00e3o de \u00e1gua em quantidade suficiente para gerar a energia necess\u00e1ria.  &#8220;O fato \u00e9 que, embora ainda em boa situa\u00e7\u00e3o, as usinas h\u00eddricas j\u00e1 n\u00e3o acusam uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o confort\u00e1vel como apresentavam no in\u00edcio deste ano&#8221;, comentou.  &#8220;Em caso de escassez de \u00e1gua, nem as hidrel\u00e9tricas de grande porte e nem as usinas nucleares chegar\u00e3o a tempo.&#8221;<\/p>\n<p>O ex-presidente da Eletrobr\u00e1s lembra que tanto os empreendimentos de gera\u00e7\u00e3o de energia a partir das usinas hidrel\u00e9tricas como os decorrentes da energia at\u00f4mica levar\u00e3o pelo menos cinco a seis anos para entrar em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;E \u00e9 daqui a tr\u00eas anos que poder\u00e1 haver problemas de escassez de energia &#8211; que vai depender do crescimento econ\u00f4mico.  H\u00e1 um buraco nesse per\u00edodo que poder\u00e1 at\u00e9 vir a ser aliviado com a inser\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural liquefeito [GNL] na matriz energ\u00e9tica&#8221;, opinou, para depois questionar: &#8220;Mas ser\u00e1 que o GNL ser\u00e1 suficiente para resolver o problema?&#8221;<\/p>\n<p>No entanto, Luiz Pinguelli Rosa avaliou como exageradas as previs\u00f5es do Minist\u00e9rio de Minas e Energia de que o pa\u00eds ter\u00e1 que construir at\u00e9 oito usinas nucleares at\u00e9 2030: &#8220;O prazo \u00e9 muito longo&#8221;, comentou.  &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 me falando de uma coisa para daqui a 20 anos.  Eu acho, no entanto, o n\u00famero um pouco exagerado.  \u00c9 um planejamento, um indicativo que ainda dever\u00e1 sofrer muitas mudan\u00e7as.  Embora n\u00e3o tenha nada contra racioc\u00ednios deste tipo, acho pouco prov\u00e1vel esse n\u00famero.&#8221;<\/p>\n<p>Entre as fontes de energia alternativa vi\u00e1veis em menor espa\u00e7o de tempo, ele cita a do baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar e a e\u00f3lica (dos ventos), ressaltando que a \u00faltima, nesse caso, \u00e9 muito cara.<\/p>\n<p>Fonte: Radiobr\u00e1s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil precisa come\u00e7ar a pensar em racionaliza\u00e7\u00e3o do uso de energia, ou em desenvolver projetos de energia alternativa, para fazer frente ao crescimento da demanda para os pr\u00f3ximos anos. Caso isso n\u00e3o ocorra, poder\u00e1 haver problemas para sustenta\u00e7\u00e3o do crescimento da economia nas taxas projetadas pelo pr\u00f3prio governo. 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