{"id":6400,"date":"2007-06-21T00:00:00","date_gmt":"2007-06-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/estudo-confirma-que-areas-degradadas-podem-se-recuperar-espontaneamente\/"},"modified":"2007-06-21T00:00:00","modified_gmt":"2007-06-21T03:00:00","slug":"estudo-confirma-que-areas-degradadas-podem-se-recuperar-espontaneamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/estudo-confirma-que-areas-degradadas-podem-se-recuperar-espontaneamente\/","title":{"rendered":"Estudo confirma que \u00e1reas degradadas podem se recuperar espontaneamente"},"content":{"rendered":"<p>As baixas taxas de nitrog\u00eanio no solo representam um fator limitante de nutrientes para o crescimento de florestas tropicais. Mas uma nova pesquisa destaca que, na medida em que as \u00e1reas desmatadas se recuperam, elas conseguem restabelecer tamb\u00e9m seu ciclo de nitrog\u00eanio. <\/p>\n<p>O estudo foi feito por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental, do Departamento de Bot\u00e2nica do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi e do Centro de Pesquisas Woods Hole, nos Estados Unidos. <\/p>\n<p>De acordo com um dos autores, Luiz Antonio Martinelli, do Cena, o estudo, publicado na edi\u00e7\u00e3o desta quinta-feira (21\/6) da revista Nature, d\u00e1 uma importante contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de t\u00e9cnicas de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas na Amaz\u00f4nia. <\/p>\n<p>O trabalho comparou diferentes \u00e1reas de florestas com crescimentos secund\u00e1rios &#8211; isto \u00e9, nas quais havia capoeiras, locais em que houve desmatamento, mas que est\u00e3o em recupera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>&#8220;Escolhemos \u00e1reas em que houve desmatamento para uso agr\u00edcola, o que nos permitiu identificar a idade de corte de cada trecho. Fizemos amostragens intensivas em cada uma dessas parcelas, com idades entre 2 anos e 70 anos, e as comparamos com a floresta original&#8221;, disse Martinelli \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP. <\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, as florestas jovens s\u00e3o ricas em plantas leguminosas, que fixam o nitrog\u00eanio. &#8220;Essas plantas tendem a jogar nitrog\u00eanio no sistema e restabelecem a riqueza do solo, perdida com o desmatamento&#8221;, disse. <\/p>\n<p>A conseq\u00fc\u00eancia da pesquisa, de acordo com Martinelli, \u00e9 confirmar a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o do ciclo de nitrog\u00eanio em \u00e1reas degradadas, caso as capoeiras n\u00e3o sejam mais desmatadas. <\/p>\n<p>&#8220;Podemos acelerar o processo adubando um pouco com f\u00f3sforo e plantando leguminosas a fim de rejuvenescer a floresta em menos tempo&#8221;, disso. O trabalho indica que a floresta demora no m\u00ednimo 70 anos para a completa recupera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>O artigo Recuperation of nitrogen cycling in Amazonian forests following agricultural abandonment, de Luiz Antonio Martinelli e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As baixas taxas de nitrog\u00eanio no solo representam um fator limitante de nutrientes para o crescimento de florestas tropicais. Mas uma nova pesquisa destaca que, na medida em que as \u00e1reas desmatadas se recuperam, elas conseguem restabelecer tamb\u00e9m seu ciclo de nitrog\u00eanio. O estudo foi feito por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6400","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6400","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6400"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6400\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}