{"id":6311,"date":"2007-07-02T00:00:00","date_gmt":"2007-07-02T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/mel-vira-sistema-de-alarme-contra-poluicao\/"},"modified":"2007-07-02T00:00:00","modified_gmt":"2007-07-02T03:00:00","slug":"mel-vira-sistema-de-alarme-contra-poluicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/mel-vira-sistema-de-alarme-contra-poluicao\/","title":{"rendered":"Mel vira sistema de alarme contra polui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A colm\u00e9ia n\u00e3o \u00e9 apenas a casa das abelhas: pode ser tamb\u00e9m um detector sofisticado e relativamente barato de poluentes dos mais variados tipos, indica uma pesquisa feita por cientistas da USP e da Unesp de Bauru, no interior paulista. Acontece que o mel produzido pelos insetos traz um registro espantosamente preciso das subst\u00e2ncias presentes no ambiente que os cerca, trazendo informa\u00e7\u00f5es sobre, por exemplo, o uso de pesticidas nas flores que elas visitam.<\/p>\n<p>O trabalho de campo que chegou a essas conclus\u00f5es foi coordenado por Marcos Vinicius Almeida, mestrando da USP de S\u00e3o Carlos. Almeida e seus colegas usaram como &#8220;volunt\u00e1rias&#8221; as abelhas de um conjunto de colm\u00e9ias experimentais, que fica na Reserva Campo Novo Vargem Nova, em Bauru. Trata-se de uma \u00e1rea de mata nativa perto do campus da Unesp da cidade.<\/p>\n<p>Embora morem perto da floresta, as abelhas dom\u00e9sticas (da esp\u00e9cie Apis mellifera) da reserva tamb\u00e9m visitam as regi\u00f5es vizinhas, que incluem planta\u00e7\u00f5es de milho, pomares com mangas, pastos, uma \u00e1rea industrial e uma pista de kart. Almeida explica que a grande quantidade de indiv\u00edduos em cada colm\u00e9ia de abelhas ajuda a fazer uma cobertura bastante ampla da regi\u00e3o &#8211; \u00e9 quase como se elas fossem milhares de pequenos sensores, conseguindo amostras de todo o ambiente.<\/p>\n<p>Essas amostras podem vir de quase todo o tipo de substrato, diz o pesquisador: &#8220;Os poluentes que encontramos podem vir da seiva das plantas, da \u00e1gua que as abelhas usam ou mesmo pelo ar, via dispers\u00e3o atmosf\u00e9rica&#8221;.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que o mel obtido em Bauru cont\u00e9m nada menos que 48 pesticidas diferentes. Alguns deles pertencem ao grupo dos organoclorados, especialmente t\u00f3xicos e proibidos no Brasil desde a d\u00e9cada de 1980. Isso, no entanto, n\u00e3o \u00e9 necessariamente motivo de preocupa\u00e7\u00e3o, ressalva Almeida. &#8220;A maioria dos poluentes que achamos est\u00e3o na faixa dos ppbs, ou partes por bilh\u00e3o&#8221;, conta ele. &#8220;S\u00f3 um, o melation, aparece dentro da faixa dos ppms, ou partes por milh\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Os n\u00edveis, por si s\u00f3s, n\u00e3o s\u00e3o preocupantes para quem queira consumir o mel, por exemplo. Mas o trabalho \u00e9 uma prova de princ\u00edpio de que o doce produto do trabalho das abelhas pode ser usado como um indicador de qualidade ambiental. &#8220;Seria um sistema de alerta&#8221;, diz o pesquisador da USP.<\/p>\n<p>F\u00e1bricas poderiam simplesmente instalar colm\u00e9ias em seus arredores e depois mandar analisar o mel, em vez de instalar aparelhos complicados. A \u00fanica desvantagem \u00e9 a an\u00e1lise do mel, que \u00e9 relativamente complexa devido \u00e0 composi\u00e7\u00e3o do material.<br \/>\nFonte:Globo Online<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A colm\u00e9ia n\u00e3o \u00e9 apenas a casa das abelhas: pode ser tamb\u00e9m um detector sofisticado e relativamente barato de poluentes dos mais variados tipos, indica uma pesquisa feita por cientistas da USP e da Unesp de Bauru, no interior paulista. 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