{"id":6261,"date":"2007-07-09T00:00:00","date_gmt":"2007-07-09T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/sumico-de-abelhas-no-mundo-intriga-cientistas\/"},"modified":"2007-07-09T00:00:00","modified_gmt":"2007-07-09T03:00:00","slug":"sumico-de-abelhas-no-mundo-intriga-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/sumico-de-abelhas-no-mundo-intriga-cientistas\/","title":{"rendered":"Sumi\u00e7o de abelhas no mundo intriga cientistas"},"content":{"rendered":"<p>Sem fazer alarde nem deixar pistas, abelhas de diversas regi\u00f5es do planeta est\u00e3o desaparecendo. Elas saem em busca de n\u00e9ctar e p\u00f3len e n\u00e3o retornam mais \u00e0s suas colm\u00e9ias. Esse misterioso sumi\u00e7o tem sido notado, nos \u00faltimos anos, nos Estados Unidos, no Canad\u00e1, em pa\u00edses da Europa e at\u00e9 no Brasil.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 grave. Em termos ambientais, as abelhas s\u00e3o importantes polinizadores naturais. Ao levar o p\u00f3len de uma flor a outra, elas induzem a forma\u00e7\u00e3o de frutos e sementes. Ou seja, s\u00e3o protagonistas na reprodu\u00e7\u00e3o das plantas.<\/p>\n<p>Em termos econ\u00f4micos, esses insetos s\u00e3o os mais tarimbados produtores de mel na natureza. Al\u00e9m disso, s\u00e3o cada vez mais empregados na agricultura, polinizando lavouras de abacate, ma\u00e7\u00e3, laranja, am\u00eandoa e cenoura, por exemplo.<\/p>\n<p>O sumi\u00e7o das abelhas veio \u00e0 tona no ano passado, nos EUA e no Canad\u00e1. No \u00faltimo outono do Hemisf\u00e9rio Norte, criadores que alugam enxames para agricultores se assustaram com um desaparecimento acima da m\u00e9dia. Em poucos meses, o problema dizimou abelhas em metade dos 50 Estados americanos e em tr\u00eas prov\u00edncias canadenses. Apicultores chegaram a perder 90% de suas colm\u00e9ias.<\/p>\n<p>Para uma melhor dimens\u00e3o do estrago, o bi\u00f3logo americano Edward O. Wilson amplia o mundo dos insetos \u00e0 escala humana. &#8220;De certa maneira, \u00e9 o Katrina da entomologia&#8221;, comparou ele, que \u00e9 professor da Universidade Harvard, ao jornal Washington Post, citando o furac\u00e3o que h\u00e1 dois anos matou pelo menos 1,5 mil pessoas nos EUA.<\/p>\n<p>Os americanos batizaram o esvaziamento das colm\u00e9ias de desordem do colapso das col\u00f4nias (CCD, na sigla em ingl\u00eas). As raz\u00f5es da alta mortalidade, por\u00e9m, continuam desconhecidas. Os cientistas est\u00e3o correndo atr\u00e1s de uma resposta, mas ainda n\u00e3o conseguiram passar das hip\u00f3teses. Talvez seja a intoxica\u00e7\u00e3o por inseticidas &#8211; cada vez mais usados na agricultura -, talvez a infec\u00e7\u00e3o por v\u00edrus e \u00e1caros. Diante do mist\u00e9rio, n\u00e3o se descarta nem mesmo a radia\u00e7\u00e3o dos telefones celulares.<\/p>\n<p>&#8220;Quando uma abelha mel\u00edfera encontra algo interessante, o grupo inteiro vai junto. \u00c9 por isso que \u00e9 t\u00e3o vulner\u00e1vel, mais que uma abelha nativa&#8221;, explica o bi\u00f3logo americano David De Jong, doutor em entomologia pela Universidade Cornell e professor de gen\u00e9tica na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) em Ribeir\u00e3o Preto.<\/p>\n<p>Uma das dificuldades para apontar a origem da CCD \u00e9 o fato de as abelhas sem vida serem encontradas dispersas, bem longe das colm\u00e9ias.<\/p>\n<p>Abelhas no Senado<\/p>\n<p>Nos EUA, o mundo dos insetos foi al\u00e7ado a assunto de pol\u00edtica p\u00fablica. Em abril, o FDA (a ag\u00eancia respons\u00e1vel pelo controle de rem\u00e9dios e alimentos) realizou um congresso em Washington para discutir o tema. De Jong foi convidado para expor a situa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>At\u00e9 a senadora Hillary Clinton, aspirante \u00e0 presid\u00eancia, vestiu a camisa dos apicultores. &#8220;Precisamos tomar as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para ajudar nossos produtores de mel e agricultores e evitar que a situa\u00e7\u00e3o fique pior&#8221;, disse ela, que prop\u00f4s mais verbas para investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o governamental n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa. Por ano, a agricultura que depende da poliniza\u00e7\u00e3o das abelhas &#8211; s\u00e3o mais de 90 tipos de alimento &#8211; injeta na economia americana a consider\u00e1vel cifra de US$ 14 bilh\u00f5es (cerca de R$ 26,8 bilh\u00f5es) por ano.<\/p>\n<p>Os cientistas, por\u00e9m, n\u00e3o acreditam que o sumi\u00e7o possa levar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. As abelhas j\u00e1 voavam muito antes do aparecimento do homem. O f\u00f3ssil mais antigo desse inseto tem 100 milh\u00f5es de anos. O homem moderno surgiu h\u00e1 cerca de 100 mil anos.<br \/>\nFonte: Estadao.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem fazer alarde nem deixar pistas, abelhas de diversas regi\u00f5es do planeta est\u00e3o desaparecendo. Elas saem em busca de n\u00e9ctar e p\u00f3len e n\u00e3o retornam mais \u00e0s suas colm\u00e9ias. Esse misterioso sumi\u00e7o tem sido notado, nos \u00faltimos anos, nos Estados Unidos, no Canad\u00e1, em pa\u00edses da Europa e at\u00e9 no Brasil. O problema \u00e9 grave. 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