{"id":6226,"date":"2007-07-12T00:00:00","date_gmt":"2007-07-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/ladrilhos-hidraulicos-voltam-a-encantar-2\/"},"modified":"2007-07-12T00:00:00","modified_gmt":"2007-07-12T03:00:00","slug":"ladrilhos-hidraulicos-voltam-a-encantar-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/ladrilhos-hidraulicos-voltam-a-encantar-2\/","title":{"rendered":"Ladrilhos hidr\u00e1ulicos voltam a encantar"},"content":{"rendered":"<p>A t\u00e9cnica em pisos decorados foi trazida ao Brasil pelos mestres italianos e permite a confec\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as personalizadas, mediante a escolha pr\u00e9via das cores e modelos  <\/p>\n<p>Ch\u00e3o, parede ou teto se transformam numa obra de arte quando se opta pelos ladrilhos hidr\u00e1ulicos. Fabricados artesanalmente em Cuiab\u00e1, pela \u00fanica f\u00e1brica existente em Mato Grosso, eles decoram v\u00e1rios tipos de ambiente incluindo resid\u00eancias, jardins e at\u00e9 empresas. Nos dois \u00faltimos anos tem aumentado a procura por este tipo de material que apresenta diversas vantagens, sendo a mais importante para a Grande Cuiab\u00e1 o fato de diminuir pelo menos 3\u00baC na temperatura ambiente.<\/p>\n<p>A arquiteta M\u00edriam Serra que investiu na f\u00e1brica de ladrilhos hidr\u00e1ulicos por paix\u00e3o e herdou de uma fam\u00edlia tradicional nesta atividade, revela que ainda conserva forma e moldes de 80 anos. Ela e o irm\u00e3o Alex de Matos, que tamb\u00e9m \u00e9 arquiteto e apaixonado por estas pe\u00e7as, atendem as encomendas, mas tamb\u00e9m investem em novos moldes e criam seus pr\u00f3prios desenhos. &#8220;As vezes a pessoa nos tr\u00e1s o modelo do que quer em outras criamos juntos&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Segundo a arquiteta, a utiliza\u00e7\u00e3o do ladrilho voltou a moda com toda a for\u00e7a. Tanto que o arquiteto paulista Paulo Mendes da Rocha superou a criatividade e transformou o fundo de uma piscina em um painel. &#8220;Tudo combinando com a casa. Ficou maravilhoso, parece um tapete, \u00e9 uma obra de arte&#8221;, elogia.<\/p>\n<p>M\u00edriam conta que a confec\u00e7\u00e3o do ladrilho hidr\u00e1ulico come\u00e7a com a escolha de um molde de ferro onde s\u00e3o depositadas manualmente as por\u00e7\u00f5es de tinta, uma camada de cimento seco e outra de argamassa de concreto. O resto lembra o of\u00edcio de uma quituteira, ou seja, desenformar, deixar em repouso, imergir em \u00e1gua, dispor em um arm\u00e1rio para curtir. &#8220;\u00c9 importante considerar que as pe\u00e7as s\u00e3o desenformadas uma a uma. A intensidade da press\u00e3o sobre o molde faz com que os ladrilhos saiam iguais. O processo artesanal permite que um trabalhador consiga produzir entre dois e cinco metros quadrados por dia. Depende da complexidade dos desenhos e de quantas cores ser\u00e3o utilizadas&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Depois de retirado do molde, o material precisa ficar em repouso por 12 horas. Esta etapa ocupa boa parte do espa\u00e7o das f\u00e1bricas, o que obriga muitas delas a trabalharem somente com encomendas, evitando grande volume no estoque. Os ladrilhos hidr\u00e1ulicos recebem este nome pelo fato de serem molhados ap\u00f3s o repouso. Eles passam cerca de oito horas imersos em \u00e1gua. Ao contr\u00e1rio dos materiais cer\u00e2micos, dispensam qualquer processo de queima. &#8220;Depois de retiradas dos tanques, as pe\u00e7as precisam imediatamente voltar \u00e0s prateleiras para nova secagem, desta vez por um tempo maior. O processo \u00e9 lento porque se d\u00e1 de forma natural, sem utiliza\u00e7\u00e3o de estufas ou fornos&#8221;, explica a arquiteta.<\/p>\n<p>Rica hist\u00f3ria <\/p>\n<p>Cl\u00e1ssicos da arquitetura de interiores, os ladrilhos hidr\u00e1ulicos n\u00e3o s\u00e3o um trabalho imortalizado por designers famosos, mas tamb\u00e9m se pode dizer que \u00e9 uma nova inven\u00e7\u00e3o do setor de constru\u00e7\u00e3o. Na opini\u00e3o do arquiteto Darlei Ribeiro, estas pe\u00e7as est\u00e3o na moda novamente e sendo usadas de todas as formas, principalmente quando a pessoa quer dar um toque de intimidade e aconchego ao ambiente. &#8220;Atualmente, os ladrilhos tamb\u00e9m est\u00e3o em alta no setor comercial. Alguns optam, inclusive, por fazer os ladrilhos com a logomarca da empresa&#8221;, diz. <\/p>\n<p>No entanto, Ribeiro defende que \u00e9 necess\u00e1rio a opini\u00e3o de um profissional na hora de planejar a obra. &#8220;Penso que essas pe\u00e7as que emocionam arquitetos e apaixonados por decora\u00e7\u00e3o combinam com todos os tipos de ambiente, exceto aqueles muito cleans ou super-modernos&#8221;, pondera. <\/p>\n<p>Os quadrados coloridos que lembram azulejos portugueses e comp\u00f5em desenhos em pisos, paredes e at\u00e9 em tampos de m\u00f3veis, foram muito utilizados na Europa antes de chegar a S\u00e3o Paulo, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado. As primeiras pe\u00e7as vieram de Portugal, da Fran\u00e7a e da B\u00e9lgica e enfeitavam os pisos das casas de fazendeiros, de museus ou da entrada de pr\u00e9dios chiques.<\/p>\n<p>Com o surgimento da cer\u00e2mica industrializada, na d\u00e9cada de 60, o ladrilho ficou no esquecimento. O revestimento emergente trazia ares de modernidade \u00e0s casas, al\u00e9m de vantagens com rela\u00e7\u00e3o a acabamento e manuten\u00e7\u00e3o. Nos anos 80, arquitetos e decoradores voltaram a valoriz\u00e1-los como forma de personalizar projetos.<\/p>\n<p>Ribeiro explica que como no passado, a confec\u00e7\u00e3o dos ladrilhos hidr\u00e1ulicos \u00e9 artesanal. Segundo ele, nas poucas f\u00e1bricas existentes no pa\u00eds, nada de m\u00e1quinas ou computadores, apenas poucos homens trabalhando com muita habilidade e concentra\u00e7\u00e3o. &#8220;Podemos dizer que eles s\u00e3o artistas&#8221;, brinca. (EP)<\/p>\n<p>Especifica\u00e7\u00f5es dependem do uso <\/p>\n<p>O ladrilho hidr\u00e1ulico pode ser assentado com outros tipos de piso, mas deve ser feito de forma apropriada para a carga que vai receber. Vale ressaltar que no piso exclusivo para pedestres, o lastro deve ter a espessura de tr\u00eas a cinco cent\u00edmetros. J\u00e1, se houver tr\u00e1fego de carros, assim como entradas ou acessos de garagens, o lastro deve ter a espessura de sete a 10 cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas formas de assentar o ladrilho hidr\u00e1ulico, a primeira \u00e9 o tradicional com argamassa de areia lavada e cimento, e h\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que utilizam argamassa colante do tipo cimento-cola. (EP)<\/p>\n<p>T\u00e9cnica \u00e9 muito antiga <\/p>\n<p>O ladrilho hidr\u00e1ulico tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como mosaico, porque vem da palavra grega mosaicon, que significa obra paciente, h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre os dois. O trabalho de rara beleza, mas muito dur\u00e1vel, exige paci\u00eancia e aten\u00e7\u00e3o na hora de ser fabricado. O arquiteto Roberto Roscarin explica que o mosaico \u00e9 feito com cer\u00e2mica, pedras, m\u00e1rmores, que v\u00e3o sendo colocados para formar a imagem que se pretende. J\u00e1 no caso do ladrilho hidr\u00e1ulico, os desenhos s\u00e3o feito por meio de uma forma ou molde de ferro, onde \u00e9 colocado uma mistura composta de cimento branco e e \u00f3xido de ferro, que determina as cores das pe\u00e7as. &#8220;Nesta fase, o conhecimento do artes\u00e3o \u00e9 fundamental, pois a press\u00e3o sobre o molde \u00e9 feita de forma manual, atrav\u00e9s da prensa&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Ele conta ainda que os ladrilhos hidr\u00e1ulicos s\u00e3o origin\u00e1rios da It\u00e1lia e foram trazidos para o Brasil por mestres italianos. A t\u00e9cnica artesanal permite a confec\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as personalizadas, mediante a escolha pr\u00e9via das cores e modelos. Segundo Roscarin, o ladrilho \u00e9 constitu\u00eddo por cimento hidr\u00e1ulico colocado em camadas nas formas. A primeira, com superf\u00edcie colorida e decorada, a segunda com granulometria fina e a terceira e \u00faltima de parte inerte, ou seja, a areia mais grossa.<\/p>\n<p>A decora\u00e7\u00e3o segue in\u00fameros padr\u00f5es, os desenhos podem ser geom\u00e9tricos, estilizados, com baixo relevo e com ramagem e flores. As pe\u00e7as s\u00e3o produzidas, em sua maioria, nas dimens\u00f5es 20 X 20 cm, 25 X 25 cm e 30 x 30 cm em diversas combina\u00e7\u00f5es de cores. As tintas utilizadas s\u00e3o a base de ferro, e os ladrilhos t\u00eam durabilidade estimada em mais 100 anos. <\/p>\n<p>J\u00e1 os ladrilhos externos ou de passeio apresentam caracter\u00edsticas antiderrapantes e suportam cargas aplicadas de forma similar ao concreto. Os ladrilhos decorados, por sua vez, permitem a composi\u00e7\u00e3o de pisos, resultando em belos efeitos decorativos, como por exemplo as cal\u00e7adas de Copacabana (RJ).<\/p>\n<p>Fonte: Gazeta Digital <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A t\u00e9cnica em pisos decorados foi trazida ao Brasil pelos mestres italianos e permite a confec\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as personalizadas, mediante a escolha pr\u00e9via das cores e modelos Ch\u00e3o, parede ou teto se transformam numa obra de arte quando se opta pelos ladrilhos hidr\u00e1ulicos. 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