{"id":6188,"date":"2007-07-18T00:00:00","date_gmt":"2007-07-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/crescimento-faz-empresas-importarem-engenheiros\/"},"modified":"2007-07-18T00:00:00","modified_gmt":"2007-07-18T03:00:00","slug":"crescimento-faz-empresas-importarem-engenheiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/crescimento-faz-empresas-importarem-engenheiros\/","title":{"rendered":"Crescimento faz empresas importarem engenheiros"},"content":{"rendered":"<p><b>Pedidos de estrangeiros para exercer profiss\u00e3o no pa\u00eds subiram 132% em 2006<\/b><\/p>\n<p><em>Estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica por 20 anos desmontou setor, dizem especialistas; vagas est\u00e3o em v\u00e1rias \u00e1reas, como siderurgia e petroqu\u00edmica.<\/em><\/p>\n<p>O crescimento econ\u00f4mico est\u00e1 obrigando empresas de v\u00e1rias \u00e1reas a importar engenheiros, por n\u00e3o encontrar no pa\u00eds m\u00e3o-de-obra especializada ou em quantidade suficiente para atender a suas necessidades.<\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores trazidos ao pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 grande em n\u00fameros absolutos, mas indica a tend\u00eancia. Segundo o Confea (conselho federal de engenharia), que concede autoriza\u00e7\u00e3o a engenheiros estrangeiros exercerem a profiss\u00e3o no Brasil, os pedidos de autoriza\u00e7\u00e3o passaram e 34, em 2005, para 79 no ano passado.<\/p>\n<p>O crescimento \u00e9 de 132%. J\u00e1 o n\u00famero de concess\u00f5es passou de 19 para 37, com eleva\u00e7\u00e3o de 94%. Em 2007, a tend\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 alta.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 mais um dos gargalos do crescimento&#8221;, afirma Marcos T\u00falio de Melo, presidente do Confea. &#8220;O pa\u00eds, que tinha uma estrutura complexa e reconhecida internacionalmente de engenharia, permitiu que esse parque fosse desmontado por ficar 20 anos sem crescer. Que pa\u00eds pode permitir isso? N\u00f3s perdemos a estrat\u00e9gia de sustentabilidade.&#8221;<\/p>\n<p>Sem alternativas para atender seus projetos, as empresas buscam empregados em pa\u00edses t\u00e3o diferentes quanto Reino Unido, China, M\u00e9xico, \u00cdndia e Hungria. A fabricante de papel International Paper (IP) trouxe quatro engenheiros civis dos Estados Unidos, quando decidiu investir US$ 300 milh\u00f5es para fazer do Brasil sua plataforma de exporta\u00e7\u00e3o para Europa, EUA e Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>&#8220;A boa not\u00edcia \u00e9 que o pa\u00eds est\u00e1 crescendo&#8221;, afirma Maximo Pacheco, presidente da International Paper. &#8220;A m\u00e1 \u00e9 que isso acontece num momento em que a economia do mundo est\u00e1 aquecida e falta m\u00e3o-de-obra qualificada n\u00e3o s\u00f3 aqui como em outros pa\u00edses.&#8221;<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o cr\u00edtica que Pacheco proibiu a demiss\u00e3o de engenheiros da IP. Na empresa de software Taia Consultancy Services (TCS), a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. A desenvolvedora indiana trouxe 40 engenheiros de seu pa\u00eds de origem para treinar e formar equipes de trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;Tamb\u00e9m faltam recursos humanos na \u00cdndia&#8221;, afirma S\u00e9rgio Rodrigues, presidente da TCS. &#8220;S\u00f3 que hoje eu n\u00e3o encontraria profissionais com esse tipo de conhecimento, com a rapidez e na quantidade que eu preciso para crescer no Brasil.&#8221;<\/p>\n<p>O engenheiro eletricista Sreenivals Dssdp, 33, foi um dos profissionais importados pela TCS. H\u00e1 dois anos no Brasil, ele diz que se preocupou com a viol\u00eancia e com a possibilidade de ele e sua fam\u00edlia terem dificuldades com a l\u00edngua. A adapta\u00e7\u00e3o, no entanto, foi f\u00e1cil.<\/p>\n<p>&#8220;Minha filha de 9 anos fala perfeitamente o portugu\u00eas. Fizemos v\u00e1rios amigos e o Brasil foi muito receptivo&#8221;, dis Dssdp, que ocupa o cargo de diretor de opera\u00e7\u00f5es da f\u00e1brica de software da TCS em Campinas. &#8220;Os profissionais brasileiros t\u00eam certa dificuldade com m\u00e9todos e processos mais r\u00edgidos, mas eles s\u00e3o importantes para garantir a qualidade.&#8221;<\/p>\n<p>Como a TCS, a Construtora Tenda foi buscar no exterior profissionais para uma \u00e1rea na qual os engenheiros brasileiros n\u00e3o t\u00eam expertise: a de casas populares. Encontrou-os no M\u00e9xico, onde os projetos habitacionais em larga escala j\u00e1 s\u00e3o realidade.<\/p>\n<p>Segundo Adriana Boock, gerente de marketing da Tenda, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 trazer os conhecimentos mexicanos para as diversas \u00e1reas da empresa. A id\u00e9ia \u00e9 que, depois de treinados, os funcion\u00e1rios brasileiros ter\u00e3o o conhecimento necess\u00e1rio para o futuro da empresa.<\/p>\n<p>Maior empresa de recrutamento no pa\u00eds, a Michael Page \u00e9 exemplo do aquecimento desse mercado. Enquanto a companhia cresceu 70% em n\u00famero de neg\u00f3cios neste ano, a \u00e1rea engenheira avan\u00e7ou 100%.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedidos de estrangeiros para exercer profiss\u00e3o no pa\u00eds subiram 132% em 2006 Estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica por 20 anos desmontou setor, dizem especialistas; vagas est\u00e3o em v\u00e1rias \u00e1reas, como siderurgia e petroqu\u00edmica. 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