{"id":6156,"date":"2007-07-20T00:00:00","date_gmt":"2007-07-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/mudanca-climatica-gera-novos-negocios\/"},"modified":"2007-07-20T00:00:00","modified_gmt":"2007-07-20T03:00:00","slug":"mudanca-climatica-gera-novos-negocios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/mudanca-climatica-gera-novos-negocios\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a clim\u00e1tica gera novos neg\u00f3cios"},"content":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, preocupa\u00e7\u00f5es com energias alternativas e crit\u00e9rios de sustentabilidade j\u00e1 trazem novos neg\u00f3cios para o mercado de seguros. A Unibanco AIG criou o seguro de risco ambiental, que cobre danos que uma empresa possa causar ao meio ambiente. A Tokio Marine resolveu apostar no seguro para usinas de biocombust\u00edveis e lucrar com o crescente interesse pelo etanol. A companhia j\u00e1 tem ap\u00f3lices de tr\u00eas usinas e est\u00e1 fechando com mais outras duas. J\u00e1 a alem\u00e3 AGF criou um seguro para florestas cultivadas.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio recente da Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, afirma que o aquecimento global pode aumentar a ocorr\u00eancia de maremotos e ciclones no mundo em 2007 e nos pr\u00f3ximos anos. A resseguradora j\u00e1 se prepara para um aumento na demanda deste tipo de cobertura, que v\u00e3o exigir maior sofistica\u00e7\u00e3o e formas de avalia\u00e7\u00e3o. No ano passado, as cat\u00e1strofes naturais trouxeram perdas de US$ 50 bilh\u00f5es ao redor do mundo, dos quais US$ 15 bilh\u00f5es estavam segurados.<\/p>\n<p>No Brasil, a Unibanco AIG foi a pioneira no segmento. Lan\u00e7ou um seguro espec\u00edfico para riscos ambientais h\u00e1 pouco mais de dois anos e conta com 15 empresas na carteira. Segundo Ney Ferraz Dias, diretor da seguradora, o n\u00famero ainda \u00e9 baixo perto do potencial do mercado. &#8220;Mas pelo est\u00e1gio que est\u00e1, \u00e9 um bom come\u00e7o&#8221;, diz. L\u00e1 fora, a americana AIG \u00e9 l\u00edder no setor e det\u00e9m 80% dos pr\u00eamios mundiais, que somam US$ 3 bilh\u00f5es. Entre as 15 empresas, h\u00e1 companhias do setor petroqu\u00edmico, petr\u00f3leo e qu\u00edmico. H\u00e1 ainda algumas metal\u00fargicas e at\u00e9 uma editora, que contratou a ap\u00f3lice por causa dos riscos que a gr\u00e1fica possa trazer ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Mauro Dias, da corretora Marsh, que ajudou a desenvolver o produto junto com a Unibanco AIG, v\u00ea no mercado um movimento de outras seguradoras para entrar no segmento de riscos ambientais, mas com ap\u00f3lices diferentes da do Unibanco. A AGF lan\u00e7ou o seguro para florestas cultivadas, que protege contra chuva excessiva, ventos fortes e inunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o das preocupa\u00e7\u00f5es com o meio ambiente, ter um seguro ambiental passou a contar pontos extras para as empresa listadas na Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa) e interessadas em fazer parte do \u00cdndice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Uma das perguntas do question\u00e1rio \u00e9 justamente sobre que tipo de ap\u00f3lice a empresa tem e se ela cobre, por exemplo, danos ambientais.<\/p>\n<p>Luiz Alberto Pestana, diretor da UBF Garantias, v\u00ea grandes oportunidades para o setor de seguros com as mudan\u00e7as ambientais. O executivo, por\u00e9m, n\u00e3o v\u00ea uma enxurrada de novos produtos chegando ao mercado. Antes disso, ele v\u00ea um crescimento no uso dos produtos tradicionais, j\u00e1 existentes, mas adaptados para o setor, como as usinas de energia limpa e transporte de cargas perigosas.<\/p>\n<p>A Tokio Marine resolveu apostar justamente neste segmento. A companhia, conhecida por atuar forte com grandes riscos industriais, resolveu levar para o mundo dos biocombust\u00edveis produtos que j\u00e1 oferecia, como as ap\u00f3lices que cobrem risco de engenharia (que inclui a instala\u00e7\u00e3o e montagem de equipamento de uma planta industrial). A diferen\u00e7a \u00e9 que a seguradora conseguiu desenvolver alguns diferenciais, principalmente com rela\u00e7\u00e3o a determina\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do seguro. &#8220;Criamos uma taxa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria&#8221;, diz Alexandro Sanxes, gerente da \u00e1rea de riscos de engenharia da Tokio.<\/p>\n<p>A seguradora montou em 2005 um comit\u00ea formado por sete engenheiros para discutir o assunto. O resultado foi uma f\u00f3rmula sofisticada, que leva em conta at\u00e9 o resultado da rea\u00e7\u00e3o do etanol com o \u00f3leo de mamona (ou outra mat\u00e9ria-prima usada para produzir o biocombust\u00edvel). Como esta \u00e9 a principal rea\u00e7\u00e3o em uma usina, qualquer problema com ela pode afetar o pre\u00e7o do seguro. &#8220;Enquadramos este tipo de risco na defini\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o&#8221;, diz o executivo.<\/p>\n<p>As usinas seguradas pela Tokio est\u00e3o bem espalhadas pelo pa\u00eds, incluindo uma planta no Rio Grande do Norte, outra em Minas Gerais e mais outra no Rio Grande do Sul. Segundo Sanxes, a preocupa\u00e7\u00e3o com maior gera\u00e7\u00e3o de energias alternativas est\u00e1 aumentado o tamanho das usinas. As primeiras plantas seguradas pela Tokio n\u00e3o passavam dos R$ 20 milh\u00f5es. Agora, chegam at\u00e9 a R$ 150 milh\u00f5es. <\/p>\n<p>Fonte:CarbonoBrasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, preocupa\u00e7\u00f5es com energias alternativas e crit\u00e9rios de sustentabilidade j\u00e1 trazem novos neg\u00f3cios para o mercado de seguros. A Unibanco AIG criou o seguro de risco ambiental, que cobre danos que uma empresa possa causar ao meio ambiente. 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