{"id":6090,"date":"2007-08-01T00:00:00","date_gmt":"2007-08-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/no-para-ferrovia-da-vale-cresce-e-indios-pedem-maior-compensacao-por-impacto-ambiental\/"},"modified":"2007-08-01T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-01T03:00:00","slug":"no-para-ferrovia-da-vale-cresce-e-indios-pedem-maior-compensacao-por-impacto-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/no-para-ferrovia-da-vale-cresce-e-indios-pedem-maior-compensacao-por-impacto-ambiental\/","title":{"rendered":"No Par\u00e1, ferrovia da Vale cresce e \u00edndios pedem maior compensa\u00e7\u00e3o por impacto ambiental"},"content":{"rendered":"<p>Os 18 quil\u00f4metros da Terra Ind\u00edgena M\u00e3e Maria, no sudeste do Par\u00e1, que s\u00e3o cortados pela Estrada de Ferro Caraj\u00e1s, da Companhia Vale do Rio Doce, rendem R$ 394 mil por m\u00eas para cada um dos dois povos que habitam a reserva, de acordo com a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai).  O dinheiro \u00e9 pago pela mineradora em compensa\u00e7\u00f5es pelos danos s\u00f3cio-ambientais causados pela presen\u00e7a da estrada de ferro dentro da \u00e1rea ind\u00edgena.<\/p>\n<p>No dia 10, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de 774,6 milh\u00f5es para a amplia\u00e7\u00e3o da ferrovia.  Com isso, a capacidade de transporte do trecho deve crescer 50%, ampliando o impacto ambiental na regi\u00e3o.  Na reserva ind\u00edgena, de 62,4 mil hectares, vivem dois povos do grupo Gavi\u00e3o, os Parkatej\u00ea e os Kykatej\u00ea.<\/p>\n<p>Um decreto editado durante o governo Sarney excluiu o trecho cortado pela Estrada de Ferro Caraj\u00e1s da \u00e1rea da reserva, bem como as linhas el\u00e9tricas mantidas pela Eletronorte e a BR 222, que tamb\u00e9m corta o territ\u00f3rio.  A disputa dos ind\u00edgenas, entretanto, n\u00e3o \u00e9 pela retomada da \u00e1rea, mas por um aumento no valor da compensa\u00e7\u00e3o paga pela companhia mineradora.<\/p>\n<p>&#8220;A gente sabe que sempre tem impacto sobre toda a biodiversidade, como j\u00e1 teve&#8221;, afirma, em entrevista telef\u00f4nica \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o professor ind\u00edgena Atonti Iapempramre, do povo Gavi\u00e3o Parkatej\u00ea.  Segundo ele, a reserva mudou completamente desde a instala\u00e7\u00e3o da ferrovia, na d\u00e9cada de 80.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o temos mais a mesma quantidade \u00e1rvores frut\u00edferas como a castanheira e o cupua\u00e7uzeiro.  Nem de animais como tatu e veado&#8221;, diz Iapempramre.  &#8220;Com a ferrovia, ou trem passa por cima da ca\u00e7a ou espanta&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo ele, a briga, atualmente, \u00e9 para reduzir os efeitos negativos da obra.  A aldeia teme que novas devasta\u00e7\u00f5es acabem com \u00e1rvores centen\u00e1rias.  &#8220;N\u00f3s andamos toda a nossa terra e quando vamos para o lado da ferrovia ningu\u00e9m aguenta a &#8216;quentura&#8217; dos trilhos.  L\u00e1 a gente v\u00ea bem a diferen\u00e7a.  N\u00e3o tem mais as \u00e1vores velhas de antes.  \u00c9 s\u00f3 &#8216;mata de capoeira&#8217;, de vegeta\u00e7\u00e3o baixa, com \u00e1rvores novas&#8221;, relata.<\/p>\n<p>A Vale prev\u00ea a amplia\u00e7\u00e3o de um p\u00e1tio que atravessa a reserva.  O local, normalmente, \u00e9 utilizado para o cruzamento de trens.  Como trafegam ao mesmo tempo, os p\u00e1tios servem como desvios: enquanto um trem passa o outro fica retido no p\u00e1tio.  O projeto aguarda licen\u00e7a de opera\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro de Meio ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama).<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira prev\u00ea o pagamento de compensa\u00e7\u00f5es financeiras aos ind\u00edgenas quando um empreendimento afeta o modo de vida da popula\u00e7\u00e3o.  Segundo a Funai, o dinheiro pago atualmente \u00e9 gasto com a melhoria do sistema de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, constru\u00e7\u00e3o de casas, projetos de cultivos de gr\u00e3os e reflorestamento.<\/p>\n<p>O acordo que determinava o valor da compensa\u00e7\u00e3o venceu em junho.  A expectativa das lideran\u00e7as, agora, \u00e9 que com a expans\u00e3o da ferrovia, a mineradora tamb\u00e9m amplie a indeniza\u00e7\u00e3o.  &#8220;Por enquanto as propostas v\u00e3o e voltam sem consenso&#8221;, informou o professor Lapempramre.  De acordo com ele, a demora n\u00e3o \u00e9 um problema, pois os \u00edndios querem resolver a situa\u00e7\u00e3o &#8220;consensualmente&#8221;.<\/p>\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o entre as comunidades e a companhia \u00e9 acompanhada pela Funai e o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.  A Vale n\u00e3o quis comentar o processo e n\u00e3o informou se vai oferecer uma proposta maior.<\/p>\n<p>Fonte:www.radiobras.gov.br <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os 18 quil\u00f4metros da Terra Ind\u00edgena M\u00e3e Maria, no sudeste do Par\u00e1, que s\u00e3o cortados pela Estrada de Ferro Caraj\u00e1s, da Companhia Vale do Rio Doce, rendem R$ 394 mil por m\u00eas para cada um dos dois povos que habitam a reserva, de acordo com a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai). 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