{"id":6085,"date":"2007-08-01T00:00:00","date_gmt":"2007-08-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/perdas-na-industria-frigorifica-passam-de-r-100-mi\/"},"modified":"2007-08-01T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-01T03:00:00","slug":"perdas-na-industria-frigorifica-passam-de-r-100-mi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/perdas-na-industria-frigorifica-passam-de-r-100-mi\/","title":{"rendered":"Perdas na ind\u00fastria frigor\u00edfica  passam de R$ 100 mi"},"content":{"rendered":"<p>Os preju\u00edzos da ind\u00fastria frigor\u00edfica mato-grossense com a greve dos fiscais agropecu\u00e1rias federais j\u00e1 podem ter ultrapassado a R$ 110 milh\u00f5es nos oito dias do movimento. O c\u00e1lculo \u00e9 do Sindicato das Ind\u00fastrias Frigor\u00edficas de Mato Grosso (Sindifrigo), que estima perdas di\u00e1rias de R$ 14 milh\u00f5es com a redu\u00e7\u00e3o em 70%, no volume de emiss\u00f5es de certificado exigido para o tr\u00e2nsito dos produtos, inclusive para exporta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>De acordo com o presidente do Sindifrigo, Luiz Ant\u00f4nio Freitas Martins, os frigor\u00edficos n\u00e3o est\u00e3o podendo arcar com esses preju\u00edzos e, por isso, o problema pode afetar toda a cadeia pecu\u00e1ria. <\/p>\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o dos Propriet\u00e1rios Rurais (APR), os pecuaristas j\u00e1 est\u00e3o sendo prejudicados com a paralisa\u00e7\u00e3o dos fiscais. &#8220;Quando ocorre uma retra\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es e o mercado interno n\u00e3o consegue absorver toda oferta h\u00e1 uma conseq\u00fcente queda dos pre\u00e7os. Al\u00e9m disso, o volume de abates tamb\u00e9m \u00e9 reduzido e isso acaba desestabilizando o mercado e gerando especula\u00e7\u00f5es&#8221;, disse uma fonte da APR. <\/p>\n<p>A alta ensaiada nos pre\u00e7os da arroba pode recuar devido \u00e0 press\u00e3o interna dos volumes represados nos frigor\u00edficos e que pelo tempo de espera ter\u00e3o de ser desovados no mercado dom\u00e9stico. No \u00faltimo dia 23, a arroba no Estado atingiu a melhor cota\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos quatro anos, chegando nas regi\u00f5es habilitadas \u00e0 Uni\u00e3o Europ\u00e9ia a R$ 58. <\/p>\n<p>Neste per\u00edodo de greve, que \u00e9 por tempo indeterminado, os fiscais agropecu\u00e1rios realizam apenas 30% de todos os servi\u00e7os relacionados \u00e0 certifica\u00e7\u00e3o, inspe\u00e7\u00e3o do complexo carne em 43 frigor\u00edficos, fiscaliza\u00e7\u00e3o da entrada e sa\u00edda dos produtos da fronteira, importa\u00e7\u00e3o de fertilizantes e agrot\u00f3xicos, exporta\u00e7\u00e3o via Porto Seco, classifica\u00e7\u00e3o de produtos de origem vegetal, fiscaliza\u00e7\u00e3o de sementes produzidas no Estado e inspe\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de alimentos, bebidas e latic\u00ednios. <\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente do Sindifrigo, Luiz Ant\u00f4nio Martins, a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de certificado de produtos para exporta\u00e7\u00e3o imp\u00f5e s\u00e9rias perdas \u00e0 ind\u00fastria regional, pois acarreta atrasos nos embarques e perdas nas exporta\u00e7\u00f5es, refletindo diretamente no resultado da balan\u00e7a comercial. <\/p>\n<p>Para o diretor financeiro da Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores do Estado de Mato Grosso (Acrimat), J\u00falio Rocha Ferraz, a paralisa\u00e7\u00e3o de 70% nos servi\u00e7os de inspe\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o de carnes bovinas reflete em toda a cadeia produtiva pecu\u00e1ria, &#8220;al\u00e9m de prejudicar o cumprimento dos contratos de exporta\u00e7\u00e3o&#8221;. Segundo J\u00falio Rocha, quando a ind\u00fastria frigor\u00edfica \u00e9 atingida de alguma forma, a pecu\u00e1ria tamb\u00e9m sofre e toda a cadeia \u00e9 afetada. &#8220;\u00c9 como se fosse um efeito domin\u00f3, em que todos acabam sendo atingidos&#8221;. <\/p>\n<p>TEMOR &#8211; Rocha teme que o prolongamento da greve possa provocar tamb\u00e9m a redu\u00e7\u00e3o no volume de abate de bovinos. <\/p>\n<p>At\u00e9 ontem, entretanto, isso ainda n\u00e3o era constatado em Mato Grosso. Segundo o Centro de Comercializa\u00e7\u00e3o de Bovinos (Centro Boi) da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria, as escalas de abate est\u00e3o se mantendo em torno de cinco a sete dias, ou seja, \u00e9 o tempo de espera pelo abate. O pecuarista comercializa o boi e leva este per\u00edodo para entregar asa cabe\u00e7as. <\/p>\n<p>Os pre\u00e7os da arroba do boi gordo tamb\u00e9m permanecem est\u00e1veis, tendo sido observada uma discreta melhora da cota\u00e7\u00e3o em algumas pra\u00e7as. <\/p>\n<p>Em Cuiab\u00e1, Barra do Gar\u00e7as, Tangar\u00e1 da Serra e Paranatinga, a arroba do boi rastreado, para exporta\u00e7\u00e3o, mantinha a cota\u00e7\u00e3o de R$ 58, para pagamento com prazo de 30 dias. <\/p>\n<p>Em Araputanga (371 Km ao sudoeste de Cuiab\u00e1), na regi\u00e3o da Grande C\u00e1ceres, o frigor\u00edfico Friboi estava pagando R$ 57 pela arroba do boi gordo. <\/p>\n<p>Em Rondon\u00f3polis (210 Km ao sul de Cuiab\u00e1), o boi teve ontem a sua melhor cota\u00e7\u00e3o em Mato Grosso, chegando a R$ 59 tamb\u00e9m para pagamento com 30 dias. <\/p>\n<p>Fonte:Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os preju\u00edzos da ind\u00fastria frigor\u00edfica mato-grossense com a greve dos fiscais agropecu\u00e1rias federais j\u00e1 podem ter ultrapassado a R$ 110 milh\u00f5es nos oito dias do movimento. 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