{"id":6037,"date":"2007-08-08T00:00:00","date_gmt":"2007-08-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/quilo-da-carne-bovina-ja-esta-ate-32-mais-cara\/"},"modified":"2007-08-08T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-08T03:00:00","slug":"quilo-da-carne-bovina-ja-esta-ate-32-mais-cara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/quilo-da-carne-bovina-ja-esta-ate-32-mais-cara\/","title":{"rendered":"Quilo da carne bovina  j\u00e1 est\u00e1 at\u00e9 32% mais cara"},"content":{"rendered":"<p>Consumidores est\u00e3o pagando at\u00e9 32% mais caro pelo quilo da carne bovina nos a\u00e7ougues de Cuiab\u00e1 desde o in\u00edcio de julho, e cerca de 10% nos supermercados desde o come\u00e7o deste m\u00eas. Um dos motivos para o aumento, conforme os donos dos estabelecimentos, \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o da arroba do boi no decorrer do semestre, aliada \u00e0 escassez do produto no mercado local, motivada pela entressafra pecu\u00e1ria. Levantamento do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq\/USP, aponta que a varia\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o da arroba do boi no Estado \u00e9 de 24,63% no acumulado do ano, passando de R$ 48,14 no in\u00edcio de 2007 para R$ 60 na \u00faltima segunda-feira (6), cuja tabela de pre\u00e7os \u00e9 seguida por pontos de venda de toda Baixada Cuiabana, o que inclui 13 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Os estudos realizados pelo Cepea apontam que as maiores altas no pre\u00e7o da arroba mato-grossense ocorreram em julho, quando o pre\u00e7o era de R$ 59, o que representa uma alta de 6,31% sobre junho, que teve a arroba cotada em R$ 55,50, expandindo 4,71% em rela\u00e7\u00e3o a maio, per\u00edodo em que o produto foi negociado a R$ 53.<\/p>\n<p>No a\u00e7ougue Favorito, que possui cinco endere\u00e7os em Cuiab\u00e1, o propriet\u00e1rio Carlos Cavalcante, afirma que est\u00e1 pagando 25% mais caro ao frigor\u00edfico e que est\u00e1 tendo que repassar o reajuste para o consumidor. No entanto, ele estabeleceu um percentual de repasse de apenas 10% para n\u00e3o perder vendas e penalizar os clientes. &#8220;Deveria ter colocado uma margem de 30% igual a que pagamos, mas estamos trabalhando com 10% para n\u00e3o correr o risco de baixar o movimento e perder a carne&#8221;, afirma ao exemplificar que o patinho era vendido a R$ 5,99 em junho e que agora est\u00e1 R$ 6,49, o que equivale a uma alta de 8,3%.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias Frigor\u00edficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo), Luiz Ant\u00f4nio Freitas Martins, afirma que os frigor\u00edficos est\u00e3o pagando R$ 60 pela arroba do boi aos produtores, 27,6% a mais que dois meses atr\u00e1s, quando compravam por R$ 47, aumento real de R$ 13. Apesar do incremento, ele afirma que est\u00e3o repassando aos a\u00e7ougues por R$ 57,80, o que equivale a uma diferen\u00e7a de 3,66% entre o valor da compra e da revenda. Assim, conforme ele, a margem dos frigor\u00edficos que deveria estar positiva se encontra negativa, perdendo cerca de R$ 2 por arroba comercializada por este pre\u00e7o. &#8220;Para conseguirmos vender estamos colocando um valor menor do que o pago aos produtores. Mas a ind\u00fastria tem despesas e teremos que repassar a alta aos a\u00e7ougues&#8221;.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do representante da Comiss\u00e3o de Pecu\u00e1ria de Corte da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de Mato Grosso (Famato), Eduardo Alves Ferreira Neto, o percentual de aumento ao consumidor \u00e9 muito elevado se comparado ao do produtor, que cresceu somente 11,5%, passando de R$ 52 para R$ 58 a arroba, enquanto que a ponta da cadeia est\u00e1 pagando cerca de 30% a mais.<\/p>\n<p>Ele considera que &#8220;algu\u00e9m&#8221; na cadeia est\u00e1 ganhando com o aumento, mas garante que n\u00e3o s\u00e3o os produtores, pois o reajuste colocado por eles \u00e9 menos da metade que o percentual estabelecido pelos comerciantes. &#8220;Se continuar a falta de bezerros no mercado, a certeza que temos \u00e9 que o pre\u00e7o deve subir ainda mais. Por outro lado, para compensar as perdas acumuladas, os criadores devem optar por aqueles que se propuserem a pagar o maior valor pelo produto, o que \u00e9 positivo para eles&#8221;.<\/p>\n<p>Questionado sobre a possibilidade de os frigor\u00edficos mato-grossenses aumentarem as exporta\u00e7\u00f5es de carne devido aos focos de febre aftosa detectados na Inglaterra, o presidente do Sindifrigo, afirma que ainda \u00e9 cedo para comentar sobre o assunto. &#8220;N\u00f3s preferimos analisar mais profundamente a situa\u00e7\u00e3o antes de tra\u00e7ar qualquer perspectiva de amplia\u00e7\u00e3o do mercado externo&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte:Gazeta Digital <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consumidores est\u00e3o pagando at\u00e9 32% mais caro pelo quilo da carne bovina nos a\u00e7ougues de Cuiab\u00e1 desde o in\u00edcio de julho, e cerca de 10% nos supermercados desde o come\u00e7o deste m\u00eas. 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