{"id":5980,"date":"2007-08-17T00:00:00","date_gmt":"2007-08-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/casas-centenarias-de-comunidade-ribeirinha-sao-recuperadas\/"},"modified":"2007-08-17T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-17T03:00:00","slug":"casas-centenarias-de-comunidade-ribeirinha-sao-recuperadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/casas-centenarias-de-comunidade-ribeirinha-sao-recuperadas\/","title":{"rendered":"Casas centen\u00e1rias de comunidade ribeirinha s\u00e3o recuperadas"},"content":{"rendered":"<p>Casas centen\u00e1rias da comunidade ribeirinha de Pi\u00fava, \u00e0s margens do rio Cuiab\u00e1, no munic\u00edpio de Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, est\u00e3o sendo restauradas para que a hist\u00f3ria da regi\u00e3o n\u00e3o se perca no tempo. A recupera\u00e7\u00e3o da igreja Bom Jesus da Pi\u00fava, o pr\u00e9dio da Associa\u00e7\u00e3o de Moradores e a resid\u00eancia, que pertence aos irm\u00e3os Silvina e Euclides da Silva Taques, com mais de 70 anos, tem o apoio do Governo do Estado, por meio da Lei de Incentivo \u00e0 Cultura. H\u00e1 dois meses, 37 pr\u00e9dios centen\u00e1rios da regi\u00e3o foram tombados pelo setor de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico da Secretaria de Cultura de Mato Grosso. <\/p>\n<p>As resid\u00eancias tombadas pertencem aos descendentes dos primeiros moradores dos portos de Croar\u00e1, Sangradouro Grande, Rancharia e Pedro Alves. Todos pertencentes \u00e0 comunidade de Pi\u00fava. Segundo a coordenadora do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Maria Ant\u00falia Leventi, a \u00e1rea tombada \u00e9 de aproximadamente 4000 m\u00b2. &#8220;O entorno de prote\u00e7\u00e3o corresponde a 150 metros a partir das margens direita e esquerda do rio&#8221;, afirmou. <\/p>\n<p>Por causa da dificuldade de acesso, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 estradas at\u00e9 a comunidade, os materiais como madeiras, adobe e telhas foram retirados e feitos no pr\u00f3prio local. &#8220;O rio \u00e9 o \u00fanico caminho para chegar aos portos&#8221;, explicou a coordenadora do Patrim\u00f4nio. Ela lembra, que por conta do desmoronamento das margens do rio Cuiab\u00e1, os im\u00f3veis est\u00e3o se deteriorando. Muitas casas que na \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o estavam a 300 metros de dist\u00e2ncia do rio, agora est\u00e3o a menos de cinco metros da margem. <\/p>\n<p>A moradora Maria Taques, descendente dos primeiros moradores da comunidade de Pi\u00fava, relata que as primeiras constru\u00e7\u00f5es foram levantadas no ano de 1915. &#8220;Temos que preservar a nossa hist\u00f3ria&#8221;, declara. Ela afirma que os irm\u00e3os Silvina e Euclides da Silva Taques v\u00e3o doar a casa em que moram para ser transformada em um Centro Cultural. &#8220;O tombamento \u00e9 uma coisa in\u00e9dita para n\u00f3s, j\u00e1 que \u00e9ramos esquecidos&#8221;, completa. <\/p>\n<p>As casas tombadas fazem parte do sistema de Sesmarias &#8211; terras doadas no s\u00e9culo XVIII, e que ainda possuem em suas estruturas o material usado na \u00e9poca. &#8220;Com o tombamento est\u00e1 sendo preservada a hist\u00f3ria daquele povo e de Mato Grosso&#8221;, afirmou o secret\u00e1rio de Cultura do Estado, Jo\u00e3o Carlos Vicente Ferreira. A comunidade de Pi\u00fava, composta por quatro portos, serviu para chegada das mon\u00e7\u00f5es, de passagem de viajantes e migrantes que vinham em busca do ouro descoberto nas Minas do Sutil. <\/p>\n<p>Fonte:Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casas centen\u00e1rias da comunidade ribeirinha de Pi\u00fava, \u00e0s margens do rio Cuiab\u00e1, no munic\u00edpio de Bar\u00e3o de Melga\u00e7o, est\u00e3o sendo restauradas para que a hist\u00f3ria da regi\u00e3o n\u00e3o se perca no tempo. 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