{"id":5968,"date":"2007-08-20T00:00:00","date_gmt":"2007-08-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/alcool-faz-bem-mas-so-para-quem-sabe-beber\/"},"modified":"2007-08-20T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-20T03:00:00","slug":"alcool-faz-bem-mas-so-para-quem-sabe-beber","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/alcool-faz-bem-mas-so-para-quem-sabe-beber\/","title":{"rendered":"\u00c1lcool faz bem, mas s\u00f3 para quem sabe beber"},"content":{"rendered":"<p>As bebidas alco\u00f3licas em doses (bem) moderadas podem trazer benef\u00edcios ao organismo, mas, a verdade \u00e9 que o brasileiro n\u00e3o sabe beber moderadamente. \u00c9 por isso que os m\u00e9dicos aconselham que a abstin\u00eancia \u00e9 a melhor forma de lidar com o \u00e1lcool no pa\u00eds. <\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o existe uma tradi\u00e7\u00e3o de uso tranq\u00fcilo do \u00e1lcool entre os brasileiros&#8221;, afirma a neurologista e psiquiatra Florence Kerr-Corr\u00eaa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), uma das maiores autoridades brasileiras na \u00e1rea. &#8220;Quando se abre uma garrafa de vinho, \u00e9 raro que se tome apenas uma ta\u00e7a. \u00c9 preciso acabar com a garrafa. Por isso que eu n\u00e3o recomendo o consumo do \u00e1lcool nem pelos seus efeitos terap\u00eauticos&#8221;, disse ela ao G1. <\/p>\n<p>Segundo a m\u00e9dica, o \u00e1lcool pode fazer bem para a circula\u00e7\u00e3o, melhorando o trabalho do cora\u00e7\u00e3o e evitando a arteriosclerose. E n\u00e3o \u00e9 apenas o vinho, como muitos pensam, mas qualquer bebida alco\u00f3lica. &#8220;A chave, no entanto, est\u00e1 no consumo moderado e \u00e9 muito complicado estabelecer o que \u00e9 um consumo moderado na cabe\u00e7a das pessoas&#8221;, diz Kerr-Corr\u00eaa. <\/p>\n<p>Ela explica onde est\u00e1 a seguran\u00e7a quando o assunto \u00e9 bebida alco\u00f3lica. O consumo \u00e9 considerado &#8220;moderado&#8221; quando o homem n\u00e3o passa de 14 doses na semana e a mulher de sete, sem jamais ultrapassar quatro doses de uma vez para eles, e tr\u00eas para elas. &#8220;O ideal \u00e9 uma dose por dia para as mulheres e duas para os homens&#8221;, explica. <\/p>\n<p>Uma &#8220;dose&#8221; \u00e9 mais ou menos a quantidade de \u00e1lcool que existe, por exemplo, em uma ta\u00e7a de vinho ou em uma latinha, meia garrafa, ou uma &#8220;long neck&#8221; de cerveja. Florence Kerr-Corr\u00eaa diz que essas bebidas, por serem fermentadas, s\u00e3o mais recomendadas ao consumo consciente, porque, os destilados, como vodca e cacha\u00e7a, s\u00e3o mais dif\u00edceis de serem controlados. <\/p>\n<p>Qualquer benef\u00edcio do \u00e1lcool, no entanto, \u00e9 imediatamente eliminado assim que a pessoa deixa a modera\u00e7\u00e3o de lado. &#8220;O \u00e1lcool \u00e9 a principal causa de incapacita\u00e7\u00e3o por doen\u00e7a entre os brasileiros. A grande maioria das quedas, acidentes, problemas de sa\u00fade que chegam a um hospital t\u00eam algum rela\u00e7\u00e3o com o consumo de bebida alco\u00f3lica&#8221;, diz ela. <\/p>\n<p>A especialista afirma que o maior risco est\u00e1 entre jovens e homens. &#8220;J\u00e1 vi universit\u00e1rios falando que deixariam de ir em uma festa porque estavam tomando antibi\u00f3tico e n\u00e3o poderiam beber. Quer dizer que festa s\u00f3 \u00e9 divertida com \u00e1lcool? \u00c9 preciso estar embriagado para ser feliz? Isso \u00e9 completamente errado&#8221;, critica. Outro perigo est\u00e1 nas festas, com as pessoas que nunca bebem e aproveitam para exagerar na celebra\u00e7\u00e3o. &#8220;Parece que comemora\u00e7\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de bebida e \u00e9 a\u00ed que mora o perigo&#8221;, diz ela. <\/p>\n<p>O \u00e1lcool causa depend\u00eancia, problemas no f\u00edgado e nos rins, afeta a concentra\u00e7\u00e3o e atrapalha a mem\u00f3ria. Qualquer problema f\u00edsico, e eles n\u00e3o s\u00e3o poucos, no entanto, parece pequeno perto dos enorme males &#8220;sociais&#8221; do \u00e1lcool. &#8220;Bebida alco\u00f3lica em excesso gera viol\u00eancia e acidentes. E n\u00e3o apenas acidentes automobil\u00edsticos, que j\u00e1 s\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o important\u00edssima. O \u00e1lcool afeta o equil\u00edbrio e a aten\u00e7\u00e3o e predisp\u00f5e o usu\u00e1rio a se machucar. Faz ele se tornar violento contra pessoas desconhecidas, conhecidas e at\u00e9 contra familiares. Abre uma porta perigosa para o sexo sem prote\u00e7\u00e3o. Uma dose a mais pode deixar o caminho livre para uma gravidez indesejada, para contamina\u00e7\u00e3o por Aids e para doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis&#8221;, alerta a m\u00e9dica. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, quando o \u00e1lcool afeta e modifica os neur\u00f4nios, h\u00e1 o risco do alcoolismo. E quem cai nessa armadilha, nunca mais vai se relacionar normalmente com a bebida. Kerr-Corr\u00eaa alerta para os sintomas, que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o simples de serem observados. &#8220;Beber uma dose por dia faz bem, n\u00e3o \u00e9 sinal de alcoolismo. Mesmo quem bebe demais de vez em quando pode n\u00e3o ser um alco\u00f3lico &#8212; se conseguir parar. O sinal \u00e9 quando a pessoa deixa de mandar no \u00e1lcool e o \u00e1lcool passa a mandar na pessoa&#8221;, explica. <\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea sente que precisa tomar uma dose, se vive fazendo promessas de que vai parar de beber, se fica nervoso e agitado quando passa muito tempo sem \u00e1lcool, \u00e9 um sinal de que voc\u00ea est\u00e1 perdendo a sua liberdade e que \u00e9 hora de procurar ajuda&#8221;, aconselha.<\/p>\n<p>Fonte: Portal G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As bebidas alco\u00f3licas em doses (bem) moderadas podem trazer benef\u00edcios ao organismo, mas, a verdade \u00e9 que o brasileiro n\u00e3o sabe beber moderadamente. \u00c9 por isso que os m\u00e9dicos aconselham que a abstin\u00eancia \u00e9 a melhor forma de lidar com o \u00e1lcool no pa\u00eds. &#8220;N\u00e3o existe uma tradi\u00e7\u00e3o de uso tranq\u00fcilo do \u00e1lcool entre os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5968","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5968"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5968\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}