{"id":5941,"date":"2007-08-23T00:00:00","date_gmt":"2007-08-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/plantio-cai-90-em-mt-2\/"},"modified":"2007-08-23T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-23T03:00:00","slug":"plantio-cai-90-em-mt-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/plantio-cai-90-em-mt-2\/","title":{"rendered":"Plantio cai 90% em MT"},"content":{"rendered":"<p>O plantio irregular de algod\u00e3o geneticamente modificado no Estado registra redu\u00e7\u00e3o de cerca de 90%, mesmo com um aumento de 12,35% sobre o volume da \u00e1rea fiscalizada da safra passada com a da atual temporada. As ocorr\u00eancias passaram de um volume de 6,9% da \u00e1rea vistoriada no ano passado para 0,72% neste ano, considerando os meses entre janeiro e julho, per\u00edodo de plena safra em Mato Grosso. <\/p>\n<p>Os n\u00fameros foram divulgados ontem pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) e s\u00e3o o resultado de um levantamento da Superintend\u00eancia Federal da Agricultura (SFA\/MT) que comparou a atua\u00e7\u00e3o dos fiscais na safra 05\/06 com os trabalhos desenvolvidos durante o primeiro semestre de 2007. <\/p>\n<p>Das 65 propriedades, que totalizaram 89,7 mil hectares (ha) fiscalizadas na safra 2005\/2006, 24 apresentaram irregularidades quanto ao plantio de cultivares n\u00e3o-autorizadas pela Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (CTNBio). No atual ciclo (06\/07), foram fiscalizados 100,4 mil\/ha em 59 propriedades, registrando-se apenas seis irregularidades. <\/p>\n<p>Segundo o respons\u00e1vel t\u00e9cnico pela atividade no Estado, Nilo Silva do Nascimento, &#8220;isso significa queda de quase 90% nas irregularidades envolvendo plantio de algod\u00e3o geneticamente modificado e resulta do trabalho s\u00e9rio e competente dos servi\u00e7os de Sanidade Vegetal e de Fiscaliza\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria da Superintend\u00eancia Federal de Agricultura no Mato Grosso&#8221;. <\/p>\n<p>Esse trabalho envolve fiscaliza\u00e7\u00f5es em campo, com apura\u00e7\u00e3o rigorosa de irregularidades, disponibiliza\u00e7\u00e3o de sementes e conscientiza\u00e7\u00e3o dos produtores. A comprova\u00e7\u00e3o da ilegalidade implica em penalidades administrativas, apreens\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, interdi\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milh\u00e3o. Cabe, ainda, ao Minist\u00e9rio P\u00fablico a apura\u00e7\u00e3o de responsabilidades administrativas e penais. Se condenado, o infrator pode sofrer reclus\u00e3o de 1 a 2 anos, mais multa&#8221;, explica o t\u00e9cnico. <\/p>\n<p>AMPA &#8211; Para o setor produtivo local, a constata\u00e7\u00e3o da SFA\/MT significou &#8220;a colheita de uma boa not\u00edcia, enfim&#8221;. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mato-grossense dos Produtores de Algod\u00e3o (Ampa), S\u00e9rgio De Marco, explica que a redu\u00e7\u00e3o significativa na utiliza\u00e7\u00e3o de variedades geneticamente modificadas \u00e9 fruto de um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o desenvolvido pela entidade junto aos produtores locais. &#8220;A variedade modificada traz economia para quem a utiliza. No caso dos cotonicultores, a redu\u00e7\u00e3o pode chegar a 15% ou 16% dos custos por hectare plantado. Por\u00e9m, essas variedades s\u00e3o proibidas no pa\u00eds e temos de respeitar a lei&#8221;, argumenta. Ele lembra que a conscientiza\u00e7\u00e3o feita a campo contou com a participa\u00e7\u00e3o, inclusive, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o (Abrapa). &#8220;Enquanto o Brasil n\u00e3o permite este cultivo, adotamos uma outra estrat\u00e9gia, a de lutar pela libera\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o transg\u00eanico&#8221;. <\/p>\n<p>De Marco conta que, na \u00faltima sexta-feira, produtores locais e diretores da Ampa participaram de uma audi\u00eancia p\u00fablica na CTNBio, em Bras\u00edlia, para pressionar entidades e governo federal a liberar eventos (pesquisas) de algod\u00e3o. &#8220;Acreditamos que em cerca de 90 dias haja a libera\u00e7\u00e3o do primeiro evento. Se isso se confirmar, teremos a variedade modificada dispon\u00edvel para plantio comercial em 2009&#8221;. <\/p>\n<p>De Marco conta que muito cotonicultores estaduais foram seduzidos pelas vantagens das variedades RR BT 1 e RR BT 2. &#8220;Muitas sementes contrabandeadas foram cultivadas no Estado, mas quem fez isso responde juridicamente. Felizmente o segmento local abra\u00e7ou a causa de fazer press\u00e3o para a libera\u00e7\u00e3o. Afinal, ou cumpr\u00edamos a lei ou fic\u00e1vamos fora do mercado&#8221;. <\/p>\n<p>Entre as vantagens econ\u00f4micas, De Marco destaca que a economia na composi\u00e7\u00e3o da planilha de custos pode ficar entre US$ 50 a US$ 300 por hectare, o que resulta, em percentual, numa economia de cerca de 15% a 16% por hectare plantado. <\/p>\n<p>O momento tamb\u00e9m \u00e9 de conta negativa aos cotonicultores. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o, o custo m\u00e9dio de produ\u00e7\u00e3o de uma arroba de algod\u00e3o no Estado \u00e9 de R$ 44, enquanto que o mercado interno paga pela mesma arroba cerca de R$ 38 e para quem exporta os mesmos 15 quilos custam R$ 35, cifras pressionadas pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar &#8211; moeda do agroneg\u00f3cio &#8211; em rela\u00e7\u00e3o ao real. <\/p>\n<p>N\u00daMEROS &#8211; De acordo com informa\u00e7\u00f5es contidas na planilha de custos da Ampa referende \u00e0 safra 2006\/2007, o hectare cultivado em Rondon\u00f3polis (210 quil\u00f4metros ao sul de Cuiab\u00e1) &#8211; regi\u00e3o que concentra cerca de 60% da atividade no Estado &#8211; demandou investimentos de R$ 4,66 mil. J\u00e1 para a pr\u00f3xima safra (07\/08), considerando a mesma regi\u00e3o e o mesmo sistema de plantio (semidireto), ser\u00e3o necess\u00e1rios R$ 5,25 mil, para se plantar o algod\u00e3o em cada hectare, ou seja, uma eleva\u00e7\u00e3o do custo de produ\u00e7\u00e3o em cerca de 13% de uma safra para outra. <\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea plantada e produ\u00e7\u00e3o, Mato Grosso permanece na lideran\u00e7a nacional e registrou na safra atual o cultivo de 538 mil\/ha e produ\u00e7\u00e3o de 783,7 mil toneladas de pluma. As previs\u00f5es para a nova safra n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis. (Com informa\u00e7\u00f5es do Mapa) <\/p>\n<p>Fonte:Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O plantio irregular de algod\u00e3o geneticamente modificado no Estado registra redu\u00e7\u00e3o de cerca de 90%, mesmo com um aumento de 12,35% sobre o volume da \u00e1rea fiscalizada da safra passada com a da atual temporada. 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