{"id":5863,"date":"2007-09-03T00:00:00","date_gmt":"2007-09-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/funcionarios-denunciam-vale-do-rio-doce-por-exploracao-em-mineradoras-no-para\/"},"modified":"2007-09-03T00:00:00","modified_gmt":"2007-09-03T03:00:00","slug":"funcionarios-denunciam-vale-do-rio-doce-por-exploracao-em-mineradoras-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/funcionarios-denunciam-vale-do-rio-doce-por-exploracao-em-mineradoras-no-para\/","title":{"rendered":"Funcion\u00e1rios denunciam Vale do Rio Doce por explora\u00e7\u00e3o em mineradoras no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) realizou este m\u00eas uma inspe\u00e7\u00e3o judicial para investigar den\u00fancias de explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores nas mineradoras da Companhia Vale do Rio Doce nas serras do Sossego e de Caraj\u00e1s, ambas no Par\u00e1. Desde 2006, o MPT recebeu oito mil den\u00fancias de trabalhadores contra a companhia.<\/p>\n<p>Os trabalhadores denunciam o n\u00e3o-pagamento de horas in itinere e do turno ininterrupto de revezamento. O per\u00edodo in itinere \u00e9 o tempo trabalhador leva para se locomover at\u00e9 o local de trabalho, quando este \u00e9 de dif\u00edcil acesso e n\u00e3o h\u00e1 transporte p\u00fablico que realize o trajeto. Por lei, este per\u00edodo deve ser somado \u00e0 jornada di\u00e1ria de trabalho.<\/p>\n<p>A Vale alegou ao MPT que h\u00e1 transporte p\u00fablico para o percurso, mas a inspe\u00e7\u00e3o constatou que n\u00e3o existe linha entre o trecho da Serra dos Caraj\u00e1s e a cidade de Parauapebas.<\/p>\n<p>Segundo o procurador  Francisco Jos\u00e9 Pinheiro Cruz, um dos respons\u00e1veis pelo caso, o turno ininterrupto de revezamento \u00e9 aquele em que o funcion\u00e1rio pode realizar altern\u00e2ncia em seu per\u00edodo de trabalho. Mas, esse per\u00edodo n\u00e3o pode ultrapassar seis horas di\u00e1rias, o que tamb\u00e9m n\u00e3o tem sido pago, de acordo com Cruz.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s ficamos, aproximadamente, 30 horas nessa inspe\u00e7\u00e3o. Averiguamos tudo referente a esses dois t\u00f3picos, e conclu\u00edmos que se faz necess\u00e1rio o pagamento aos trabalhadores&#8221;.<\/p>\n<p>O procurador disse ainda, que as den\u00fancias s\u00e3o de antigos trabalhadores, apesar de os atuais tamb\u00e9m sofrerem explora\u00e7\u00e3o. &#8220;Os trabalhadores demitidos buscam seus direitos, mas os atuais n\u00e3o, pois t\u00eam medo de perder o emprego&#8221;.<\/p>\n<p>A Vale alega a exist\u00eancia de acordos coletivos com os sindicatos sobre o pagamento das horas extras. Mas, segundo o procurador esses acordos violam os direitos trabalhistas dos mineradores. &#8220;N\u00f3s questionamos esses acordos, pois s\u00e3o completamente prejudiciais aos trabalhadores. Eles s\u00e3o, na verdade, uma ren\u00fancia de direitos&#8221;.<\/p>\n<p>Para Cruz, a terceiriza\u00e7\u00e3o adotada pela companhia, que envolve cerca de 150 empresas, n\u00e3o \u00e9 o melhor m\u00e9todo do ponto de vista trabalhista. &#8220;O ideal \u00e9 que houvesse a contrata\u00e7\u00e3o direta dos trabalhadores&#8221;.<\/p>\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) prop\u00f4s \u00e0 Vale a assinatura de um termo de ajustamento de conduta. A empresa ter\u00e1 um prazo de dez para enviar uma resposta. Se a empresa rejeitar a proposta, o caso ser\u00e1 levado \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho, e uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ser\u00e1 instaurada, sob pena de multa a ser fixada pelo juiz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de questionar o processo de privatiza\u00e7\u00e3o, a campanha pela reestatiza\u00e7\u00e3o da Vale do Rio Doce afirma que a empresa n\u00e3o cumpre fun\u00e7\u00e3o social, desrespeitando direitos trabalhistas e ambientais.<\/p>\n<p>Fonte:Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) realizou este m\u00eas uma inspe\u00e7\u00e3o judicial para investigar den\u00fancias de explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores nas mineradoras da Companhia Vale do Rio Doce nas serras do Sossego e de Caraj\u00e1s, ambas no Par\u00e1. Desde 2006, o MPT recebeu oito mil den\u00fancias de trabalhadores contra a companhia. 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