{"id":5833,"date":"2007-09-05T00:00:00","date_gmt":"2007-09-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/em-4-dias-de-fogo-10-mil-halqueiros-devastados\/"},"modified":"2007-09-05T00:00:00","modified_gmt":"2007-09-05T03:00:00","slug":"em-4-dias-de-fogo-10-mil-halqueiros-devastados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/em-4-dias-de-fogo-10-mil-halqueiros-devastados\/","title":{"rendered":"Em 4 dias de fogo, 10 mil halqueiros  devastados"},"content":{"rendered":"<p>No quarto dia de inc\u00eandio no Parque Nacional de Chapada dos Guimar\u00e3es, o fogo atingiu o ponto mais cr\u00edtico da unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s queimar o morro de S\u00e3o Jer\u00f4nimo e o Caminho das Pedras, na regi\u00e3o sul, as chamas chegaram a serra Quebra-Gamela, o que era o temor dos profissionais que tentam apagar as chamas. Cerca de 10 mil hectares j\u00e1 est\u00e3o queimados, quatro deles dentro da \u00e1rea protegida, o que corresponde a 12% do parque. <\/p>\n<p>&#8220;Ali seria o \u00faltimo ponto onde conseguir\u00edamos controlar&#8221;, disse o coordenador do Programa de Combate a Inc\u00eandios Florestais do Ibama (Prevfogo), Rodrigo Falleiro. Um vento forte na tarde de anteontem fez com que as chamas, que j\u00e1 estavam quase sob controle, conseguissem passar pelo rio Aric\u00e1 e se alastrassem pela serra. <\/p>\n<p>Cento e vinte homens do Ibama, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil trabalharam at\u00e9 mesmo durante a noite, dentro da mata. Equipes de outras unidades, como, por exemplo, de esta\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas do Estado vieram trabalhar na \u00e1rea, que continua fechada para visita\u00e7\u00e3o. Mais 25 bombeiros seguem nesta manh\u00e3 para o local e tr\u00eas t\u00e9cnicos de Bras\u00edlia especialistas em inc\u00eandios florestais chegariam para ajudar. <\/p>\n<p>Ontem, no final da tarde, a natureza deu uma tr\u00e9gua aos brigadistas. Com o vento mais fraco, eles conseguiram apagar a ponta do inc\u00eandio na Quebra-Gamela e concentraram os trabalhos nas laterais. O fogo que atingiu o in\u00edcio da serra come\u00e7ou a ser controlado por profissionais que chegaram \u00e0s \u00e1reas mais altas com o aux\u00edlio de um helic\u00f3ptero e tamb\u00e9m caminhando. <\/p>\n<p>A amea\u00e7a \u00e9 da queima atingir o topo e depois descer consumindo toda a vegeta\u00e7\u00e3o do Parque, pois o acesso \u00e0 \u00e1rea \u00e9 dif\u00edcil e l\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua para ajudar no combate. Uma \u00e1rea que tamb\u00e9m preocupava o Ibama era o circuito das \u00e1guas, que abriga v\u00e1rias cachoeiras, mas ali, as chamas n\u00e3o conseguiram chegar. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nem mesmo dizer ainda que o fogo est\u00e1 sob controle, pois fatores imprevis\u00edveis, como o vento e a temperatura, podem reverter todo o quadro em quest\u00e3o de minutos. <\/p>\n<p>&#8220;A qualquer momento as coisas podem mudar, \u00e9 dif\u00edcil falar que est\u00e1 tudo controlado&#8221;, disse o analista ambiental do Ibama, Maur\u00edcio Cavalcanti. O Ibama j\u00e1 compara o inc\u00eandio ao maior dos \u00faltimos anos em termos de destrui\u00e7\u00e3o. Em 2001, o fogo queimou 10 mil hectares dentro da unidade de conserva\u00e7\u00e3o, que tem quase 33 mil hectares de \u00e1rea total. <\/p>\n<p>O fogo teve in\u00edcio h\u00e1 duas semanas. O foco surgiu em uma \u00e1rea externa ao Parque Nacional, tudo indica que no trecho pr\u00f3ximo ao c\u00f3rrego dos M\u00e9dicos, que passa pela comunidade de S\u00e3o Jer\u00f4nimo, perto do morro. H\u00e1 uma semana, o Ibama assumiu os trabalhos de combate para evitar que as chamas entrassem na unidade, mas n\u00e3o adiantou. <\/p>\n<p>O tempo seco &#8211; h\u00e1 mais de 40 dias n\u00e3o h\u00e1 chuva l\u00e1 -, a topografia do terreno, cheio de vales e pared\u00f5es, e a baixa umidade relativa do ar, aliados \u00e0 falta de consci\u00eancia de freq\u00fcentadores do local (ver mat\u00e9ria), encontraram o ambiente prop\u00edcio para o in\u00edcio do desastre. A queimada era um fato quase inevit\u00e1vel, segundo o Ibama. <\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 muito dif\u00edcil. Aqui h\u00e1 um ac\u00famulo de combust\u00edvel muito grande. H\u00e1 quase tr\u00eas anos o parque n\u00e3o queima. J\u00e1 no entorno, est\u00e1 tudo destru\u00eddo pelo fogo. O parque virou um dep\u00f3sito em um lugar que queima por todos os lados&#8221;, falou Falleiro. Os brigadistas est\u00e3o dormindo em barracas na base do morro S\u00e3o Jer\u00f4nimo, na sede no V\u00e9u das Noivas e na Arma\u00e7\u00e3o do Mutuca. <\/p>\n<p>Fonte:Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No quarto dia de inc\u00eandio no Parque Nacional de Chapada dos Guimar\u00e3es, o fogo atingiu o ponto mais cr\u00edtico da unidade de conserva\u00e7\u00e3o. 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