{"id":5821,"date":"2007-09-06T00:00:00","date_gmt":"2007-09-06T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/energia-e-meio-ambiente\/"},"modified":"2007-09-06T00:00:00","modified_gmt":"2007-09-06T03:00:00","slug":"energia-e-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/energia-e-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Energia e Meio Ambiente"},"content":{"rendered":"<p>Dois temas da maior relev\u00e2ncia e transversalidade como estes, que est\u00e3o presentes no cotidiano das pessoas e em todas as atividades econ\u00f4micas deveriam se constituir nas maiores preocupa\u00e7\u00f5es das autoridades, em todos os n\u00edveis dos \u00f3rg\u00e3os de governos, dos t\u00e9cnicos, dos empres\u00e1rios, enfim de todos aqueles se interessam pelo desenvolvimento social e econ\u00f4mico do Pa\u00eds. Entretanto, o que se observa na pr\u00e1tica \u00e9 uma estranha polariza\u00e7\u00e3o de for\u00e7as. De um lado os que simplesmente s\u00e3o contra a quaisquer iniciativas voltadas para a constru\u00e7\u00e3o, principalmente, de infra-estrutura ou de produ\u00e7\u00e3o\/industrializa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias primas, de origem renov\u00e1vel ou n\u00e3o. De outro lado os que buscam os meios de promo\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico e social, com a gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda. <\/p>\n<p>Pinto, U. R., em seu livro &#8220;Consolida\u00e7\u00e3o da Legisla\u00e7\u00e3o Mineral e Ambiental&#8221;, j\u00e1 na 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o, destaca, em sua primeira p\u00e1gina, um pensamento pessoal, que deveria fazer parte dos princ\u00edpios b\u00e1sicos e da consci\u00eancia daqueles que duvidam de tudo e de todos e, por isto mesmo, simplesmente dizem n\u00e3o aos projetos que analisam, por ser mais f\u00e1cil e sem comprometimento. O principio \u00e9 o seguinte: &#8220;\u00e9 poss\u00edvel compatibilizar a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente com a produ\u00e7\u00e3o de bens minerais, desde que haja consci\u00eancia de que ambos s\u00e3o imprescind\u00edveis \u00e0 soberania da humanidade&#8221;. <\/p>\n<p>Os pa\u00edses hoje desenvolvidos, certamente tiveram e ainda t\u00eam esta consci\u00eancia, pois ao longo da hist\u00f3ria e dos tempos, sempre utilizaram \u00e0 exaust\u00e3o, seus recursos naturais, renov\u00e1veis ou n\u00e3o, para se desenvolverem. Nem por isto s\u00e3o mal vistos pela comunidade internacional, como s\u00e3o os pa\u00edses em desenvolvimento que desejam transformar seus recursos naturais, em fontes permanentes de renda para o bem estar social do homem. <\/p>\n<p>A Fran\u00e7a, por exemplo, depois de utilizar todo seu potencial hidroel\u00e9trico, partiu para a energia nuclear e construiu 59 usinas nucleares, representando 79% de sua matriz energ\u00e9tica. Os EUA t\u00eam 103 usinas nucleares e o Jap\u00e3o, tem 55 dessas usinas com uma participa\u00e7\u00e3o de 29% na matriz energ\u00e9tica do Pa\u00eds. A produ\u00e7\u00e3o nuclear desses tr\u00eas pa\u00edses \u00e9 maior do que toda a energia el\u00e9trica gerada pelo Brasil em todas as fontes. No mundo existem 442 usinas nucleares em opera\u00e7\u00e3o em 31 pa\u00edses e 38 em constru\u00e7\u00e3o em 15 pa\u00edses. Seguramente, sem Angra III, cujos tradicionais grupos contr\u00e1rios j\u00e1 se manifestam. <\/p>\n<p>Vejam s\u00f3 a incoer\u00eancia. Para um Pa\u00eds como o Brasil, detentor de grande potencial hidr\u00e1ulico, cuja predomin\u00e2ncia de sua matriz energ\u00e9tica \u00e9 de origem hidr\u00e1ulica, superior a 80%, que \u00e9 a mais competitiva, h\u00e1 mais de dois anos luta-se pela libera\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a ambiental para as usinas hidroel\u00e9tricas do Rio Madeira. Depois de algumas dezenas de exig\u00eancias e press\u00e3o total do Planalto o IBAMA as liberou. Mas a guerra ainda n\u00e3o est\u00e1 ganha. A batalha agora \u00e9 com o Minist\u00e9rio P\u00fablico. <\/p>\n<p>Motivado ou n\u00e3o pelo atraso na libera\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a ambiental ou pelas interdi\u00e7\u00f5es de hidroel\u00e9tricas em constru\u00e7\u00e3o, corajosamente o governo decidiu pela retomada de seu programa nuclear e a conclus\u00e3o de Angra III, at\u00e9 2015. Est\u00e1 apelando tamb\u00e9m para a bioenergia e outros tipos de energia alternativa. <\/p>\n<p>Est\u00e1 cert\u00edssimo o atual Governo ao retomar o programa nuclear. J\u00e1 devia t\u00ea-lo feito nos primeiros dias de 2003, porque se assim tivesse agido, ningu\u00e9m teria d\u00favida, agora, de no futuro n\u00e3o muito distante, um poss\u00edvel novo apag\u00e3o. <\/p>\n<p>Recentemente participei em S\u00e3o Paulo do Encontro de Neg\u00f3cios de Energia. Foram tr\u00eas dias de seguidas exposi\u00e7\u00f5es, no total de 59, apresentadas por autoridades de governo, empres\u00e1rios, t\u00e9cnicos e pesquisadores, sobre os diferentes tipos de energia com os mais diferentes enfoques, sobre a sua import\u00e2ncia para o desenvolvimento do Pa\u00eds e o bem- estar social de seu povo. Naturalmente, dadas as circunst\u00e2ncias, a pergunta dominante e a grande d\u00favida que ficou: teremos um novo apag\u00e3o at\u00e9 2010? Para os otimistas do governo, n\u00e3o. Para todos os pessimistas presentes, sim. <\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o pode perder o trem que est\u00e1 passando. Com todo seu potencial em recursos naturais, renov\u00e1veis e n\u00e3o renov\u00e1veis; estabilidade pol\u00edtica e dom\u00ednio de razo\u00e1vel n\u00edvel tecnol\u00f3gico na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e produtos manufaturados, n\u00e3o pode abrir m\u00e3o de seu crescimento, com sustentabilidade ambiental. \u00c9 certo que praticamos muitos erros ambientais, que hoje n\u00e3o se pratica mais, particularmente em Mato Grosso, que deixou de ser fronteira agr\u00edcola para se transformar em uma fronteira tecnol\u00f3gica. Nem n\u00f3s e nem qualquer outro Pa\u00eds, pratica o que se praticou h\u00e1 20 anos. Porque aqueles que ontem patrocinaram financeiramente os desmatamentos e a ocupa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, agora exigem o selo de ambientalmente sustent\u00e1vel, sem o qual nada venderemos. <\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do Instituto A\u00e7\u00e3o Verde, recentemente instalado no encerramento da Bienal da Agricultura, realizada em Cuiab\u00e1, \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca, da determina\u00e7\u00e3o e da vontade do setor produtivo e do Governo de Mato Grosso. Comprometeu-se em recuperar as \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente ocupadas indevidamente, de corrigir os erros do passado e de fomentar as pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o dentro dos princ\u00edpios da sustentabilidade ambiental. Tudo isso pelo crescimento economicamente vi\u00e1vel, socialmente justo e ambientalmente sustent\u00e1vel. <\/p>\n<p>Fonte:Secom\/MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois temas da maior relev\u00e2ncia e transversalidade como estes, que est\u00e3o presentes no cotidiano das pessoas e em todas as atividades econ\u00f4micas deveriam se constituir nas maiores preocupa\u00e7\u00f5es das autoridades, em todos os n\u00edveis dos \u00f3rg\u00e3os de governos, dos t\u00e9cnicos, dos empres\u00e1rios, enfim de todos aqueles se interessam pelo desenvolvimento social e econ\u00f4mico do Pa\u00eds. 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