{"id":5734,"date":"2007-09-20T00:00:00","date_gmt":"2007-09-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/mapeamento-do-risco-de-desmatamento-vai-servir-de-base-para-novas-acoes\/"},"modified":"2007-09-20T00:00:00","modified_gmt":"2007-09-20T03:00:00","slug":"mapeamento-do-risco-de-desmatamento-vai-servir-de-base-para-novas-acoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/mapeamento-do-risco-de-desmatamento-vai-servir-de-base-para-novas-acoes\/","title":{"rendered":"Mapeamento do risco de desmatamento vai servir de base para novas a\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A parceria entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) com o Instituto Centro de Vida (ICV) e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) coloca Mato Grosso novamente como pioneiro em a\u00e7\u00f5es ambientais. Um trabalho desenvolvido permitir\u00e1 o mapeamento do risco de desmatamento no Estado a m\u00e9dio e curto prazo, permitindo \u00e0 Sema utilizar os dados no planejamento das a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Os primeiros dados deste mapeamento j\u00e1 servir\u00e3o de base para a\u00e7\u00f5es no Noroeste do Estado, ainda este ano. A regi\u00e3o foi apontada pelo estudo feito pelo ICV como abrangendo as \u00e1reas de maior risco. <\/p>\n<p>&#8220;Com este mapeamento vamos trabalhar para evitar o desmatamento. Vamos realizar a\u00e7\u00f5es preventivas e de notifica\u00e7\u00e3o das propriedades para a inser\u00e7\u00e3o no Sistema de Licenciamento Ambiental das Propriedades Rurais do Estado (SLAPR) da Sema. Com isso, vamos reduzir ainda mais os dados do desmatamento que j\u00e1 s\u00e3o extremamente positivos. Nos \u00faltimos 12 meses, por exemplo, reduzimos em 3.574 quil\u00f4metros quadrados o desmatamento no Estado, o que representa uma redu\u00e7\u00e3o de 59,9% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior&#8221;, enfatiza o secret\u00e1rio do Meio Ambiente, Lu\u00eds Henrique Daldegan. <\/p>\n<p>De acordo com o \u00faltimo boletim de Transpar\u00eancia Ambiental divulgado, no per\u00edodo de agosto de 2006 a julho de 2007, Mato Grosso desmatou 2.512 quil\u00f4metros quadrados. No per\u00edodo anterior (agosto de 2005 a julho de 2006), o desmatamento foi de 6.086 quil\u00f4metros quadrados. <\/p>\n<p>Um dos grandes pontos positivos deste mapeamento ser\u00e1 realiza\u00e7\u00e3o de campanhas nas \u00e1reas mais cr\u00edticas para a inser\u00e7\u00e3o das propriedades rurais no SLAPR, que possui hoje, cadastrado em sua base, cerca de 10 mil propriedades que compreendem 36% da \u00e1rea do Estado. Este fato \u00e9 enfatizado pelo secret\u00e1rio, uma vez que as taxas de desmatamento e queimadas nas propriedades que est\u00e3o dentro do sistema tendem a ser muito menores, j\u00e1 que a identifica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e do propriet\u00e1rio em caso de infra\u00e7\u00f5es \u00e9 r\u00e1pida. <\/p>\n<p>O mapeamento do risco de desmatamento foi apresentado na manh\u00e3 de hoje pelo ICV ao secret\u00e1rio da Sema e ao superintendente de A\u00e7\u00f5es Descentralizadas (SUAD) do \u00f3rg\u00e3o, major Jonas Duarte Ara\u00fajo, que j\u00e1 come\u00e7ar\u00e1 planejar as primeiras a\u00e7\u00f5es. &#8220;Mais uma vez Mato Grosso \u00e9 pioneiro em a\u00e7\u00f5es ambientais, e isso \u00e9 poss\u00edvel inclusive pelo sistema de licenciamento que n\u00f3s possu\u00edmos&#8221;, acrescentou Daldegan. <\/p>\n<p><b>MAPEAMENTO<\/b> &#8211; O mapeamento do risco de desmatamento feito pelo ICV, \u00e9 poss\u00edvel devido aos dados de desmatamento atualizados que o Estado possui. O m\u00e9todo utilizado consiste em combinar as taxas de desmatamento dos \u00faltimos tr\u00eas anos (2003 a 2005) e a \u00e1rea de floresta remanescente (excluindo-se as \u00c1reas Protegidas). <\/p>\n<p>O m\u00e9todo j\u00e1 foi testado com os resultados do desmatamento de 2006 e 2007 para verificar a sua consist\u00eancia. O Estado foi divido, inicialmente, em c\u00e9lulas de 25 quil\u00f4metros quadrados, o que gera cerca de 36 mil c\u00e9lulas. <\/p>\n<p>Foram selecionadas as c\u00e9lulas com mais de 50% de \u00e1rea florestal. A partir da\u00ed, a equipe do ICV calculou para cada c\u00e9lula a taxa de desmatamento no per\u00edodo 2003 a 2005 (usando os dados de desmatamento do Prodes\/Inpe) e a \u00e1rea dos remanescentes florestais em 2005 (excluindo as \u00c1reas Protegidas). Em seguida, classificou as c\u00e9lulas em quatro n\u00edveis de risco de desmatamento (baixo, m\u00e9dio, alto e muito alto). <\/p>\n<p>Para exemplificar como funciona este mapeamento, uma \u00e1rea que teve desmatamento crescente nos \u00faltimos anos e ainda tem muita floresta \u00e9 considerada \u00e1rea de risco muito alto. J\u00e1 a \u00e1rea que teve desmatamento, mas tem pouca floresta, o risco \u00e9 baixo. <\/p>\n<p>De acordo com o estudo, divulgado no \u00faltimo Boletim de Transpar\u00eancia Florestal no Estado de Mato Grosso, as c\u00e9lulas com risco de desmatamento muito alto representaram 11% do total, enquanto as \u00e1reas de risco alto representaram 10%, contra 21% e 58% para as \u00e1reas de risco m\u00e9dio e baixo, respectivamente. <\/p>\n<p>As \u00e1reas de maior risco de desmatamento se concentram nas regi\u00f5es noroeste e norte do Estado, nos munic\u00edpios de Colniza, Aripuan\u00e3, Cotrigua\u00e7u, Nova Bandeirantes, Juara e Parana\u00edta. <\/p>\n<p>Fonte:Secom\/MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A parceria entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) com o Instituto Centro de Vida (ICV) e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) coloca Mato Grosso novamente como pioneiro em a\u00e7\u00f5es ambientais. Um trabalho desenvolvido permitir\u00e1 o mapeamento do risco de desmatamento no Estado a m\u00e9dio e curto prazo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5734","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5734","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5734"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5734\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5734"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5734"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5734"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}