{"id":5514,"date":"2007-10-23T00:00:00","date_gmt":"2007-10-23T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/obras-publicas-vem-sendo-afetadas-devido-ao-aumento-do-cimento-no-estado\/"},"modified":"2007-10-23T00:00:00","modified_gmt":"2007-10-23T02:00:00","slug":"obras-publicas-vem-sendo-afetadas-devido-ao-aumento-do-cimento-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/obras-publicas-vem-sendo-afetadas-devido-ao-aumento-do-cimento-no-estado\/","title":{"rendered":"Obras p\u00fablicas v\u00eam sendo afetadas devido ao aumento do cimento no estado"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 h\u00e1 poucos dias, o problema era s\u00f3 com as obras civis tocadas pela iniciativa privada. Agora, as obras p\u00fablicas tamb\u00e9m est\u00e3o sendo afetadas diretamente pelo desabastecimento do cimento em Mato Grosso. As empreiteiras reclamam dos pre\u00e7os, que em menos de um ano saltaram de R$ 11,50 para R$ 23 a bolsa de 50 quilos, uma alta de 100%, e, principalmente, da escassez do produto no mercado regional. Com isso, o governo estadual estima atraso de at\u00e9 120 dias na conclus\u00e3o dos empreendimentos. S\u00e3o creches, escolas, pontes de concreto, casas populares, pra\u00e7as e at\u00e9 hospitais e postos policiais. <\/p>\n<p>O problema atinge todo o Estado. &#8220;No interior a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais cr\u00edtica&#8221;, conta o secret\u00e1rio-adjunto de Obras P\u00fablicas da Secretaria de Infra-estrutura, Jean Martins, que tem a sua opini\u00e3o endossada pelo coordenador de Obras de Transportes da Sinfra, Hugo Felino Muller: &#8220;Todas as obras do governo est\u00e3o em ritmo lento. Em algumas cidades a bolsa chega a ser comercializada por at\u00e9 R$ 27 e as empreiteiras temem ficar sem o produto&#8221;. <\/p>\n<p>Com 277 obras em andamento no Estado, no valor de aproximadamente R$ 100 milh\u00f5es, a Secretaria Adjunta de Obras P\u00fablicas aposta em uma solu\u00e7\u00e3o para a crise do abastecimento ainda este ano. &#8220;N\u00e3o podemos continuar com este problema, pois as empreiteiras t\u00eam prazos para cumprir e o governo tem o compromisso de entregar a obra no tempo programado&#8221;, afirma Jean Martins. <\/p>\n<p>Das 277 obras, 80% s\u00e3o de pequeno porte, como creches, pra\u00e7as, reformas e PSF (Programa Sa\u00fade da Fam\u00edlia), &#8220;justamente as que mais sentem o problema do desabastecimento&#8221;. Entre os projetos de grande porte da sua secretaria ele destaca as escolas-padr\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o do Hospital J\u00falio Muller, que demandar\u00e1 investimentos de R$ 4 milh\u00f5es at\u00e9 2009. <\/p>\n<p>Martins informou que as obras est\u00e3o em ritmo lento e devem ser entregues com atraso m\u00e9dio de 60 dias. &#8220;Diariamente temos ouvido reclama\u00e7\u00f5es das empreiteiras sobre a falta de cimento. O governo tamb\u00e9m est\u00e1 apreensivo com a quest\u00e3o e espera equacionar o problema o mais r\u00e1pido poss\u00edvel&#8221;. <\/p>\n<p>O setor de habita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 sendo prejudicado. Segundo o secret\u00e1rio-adjunto de Vias Urbanas, Habita\u00e7\u00e3o e Saneamento da Sinfra, Joaquim Curvo, toda constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo afetada pelo desabastecimento. &#8220;A nossa apreens\u00e3o \u00e9 muito grande, pois se a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se normalizar logo, o preju\u00edzo para o Estado poder\u00e1 ser ainda maior&#8221;, alerta. <\/p>\n<p>Em todo o Estado, a Sinfra est\u00e1 construindo casas populares em parceria com a Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF), com investimentos previstos de R$ 4,40 milh\u00f5es. No total est\u00e3o sendo constru\u00eddas 3.066 casas em 31 munic\u00edpios por meio do programa &#8220;T\u00f4 Feliz&#8221;. Todos os projetos est\u00e3o com seu cronograma de entrega de obras atrasado. <\/p>\n<p>Outro setor que est\u00e1 sendo penalizado com a crise do cimento no Estado \u00e9 o de obras de transporte, como pavimenta\u00e7\u00e3o, restaura\u00e7\u00e3o de rodovias e constru\u00e7\u00e3o de pontes. O projeto de maior vulto em andamento em Mato Grosso \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o da ponte sobre o Teles Pires, de 350 metros de extens\u00e3o e investimentos de R$ 4,94 milh\u00f5es. A conclus\u00e3o da obra est\u00e1 prevista para 2008, mas deve sofrer atraso de pelo menos tr\u00eas meses, segundo o coordenador de Obras de Transportes da Sinfra, Hugo Filinto M\u00fcller. <\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa obra encontra-se em andamento tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o da ponte sobre o rio Tartaruga, na MT-225 (entre os munic\u00edpios de Vera e Feliz Natal) e outras quatro pontes na estrada de Pocon\u00e9 a Porto Cercado. Dessas quatro obras, uma deve ser interrompida. Projetos de pequeno porte como obras de arte complementares nas rodovias (meio-fio, sarjetas, descidas d\u00b4\u00e1gua) tamb\u00e9m ser\u00e3o prejudicadas. &#8220;As reclama\u00e7\u00f5es das empreiteiras s\u00e3o constantes e muitas j\u00e1 est\u00e3o solicitando aditivos de prazo para concluir as obras&#8221;, informou M\u00fcller. <\/p>\n<p>Fonte:Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 h\u00e1 poucos dias, o problema era s\u00f3 com as obras civis tocadas pela iniciativa privada. Agora, as obras p\u00fablicas tamb\u00e9m est\u00e3o sendo afetadas diretamente pelo desabastecimento do cimento em Mato Grosso. 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