{"id":5392,"date":"2007-11-07T00:00:00","date_gmt":"2007-11-07T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/brasil-tera-que-aceitar-regras-se-quiser-gas-da-bolivia-diz-evo\/"},"modified":"2007-11-07T00:00:00","modified_gmt":"2007-11-07T02:00:00","slug":"brasil-tera-que-aceitar-regras-se-quiser-gas-da-bolivia-diz-evo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/brasil-tera-que-aceitar-regras-se-quiser-gas-da-bolivia-diz-evo\/","title":{"rendered":"Brasil ter\u00e1 que aceitar regras se quiser g\u00e1s da Bol\u00edvia, diz Evo"},"content":{"rendered":"<p>Se quiser mais g\u00e1s da Bol\u00edvia, o Brasil ter\u00e1 que aceitar as regras do pa\u00eds. E foram justamente estas regras que levaram a Petrobras a suspender os investimentos na Bol\u00edvia, desde que duas refinarias da estatal foram encampadas pelo governo boliviano, em maio de 2006. Depois de confirmar a visita do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva ao pa\u00eds no dia 12 de dezembro para discutir o fornecimento de g\u00e1s, Evo afirmou que o seu pa\u00eds &#8220;precisa de milh\u00f5es e milh\u00f5es&#8221; para poder avan\u00e7ar na industrializa\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural e do petr\u00f3leo, mas qualquer novo investimento dever\u00e1 &#8220;respeitar as normas&#8221; do pa\u00eds. &#8220;Se quer investir, seja bem-vindo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O encontro de lula com Evo Morales ser\u00e1 mais um cap\u00edtulo da crise do g\u00e1s, que come\u00e7ou no dia 1\u00ba de maio de 2006. Neste dia, o presidente boliviano assinou um decreto de nacionaliza\u00e7\u00e3o de todos os hidrocarbonetos (entre eles, o g\u00e1s). Com isso, a Petrobras foi ocupada por militares e funcion\u00e1rios da estatal boliviana, Yacimientos Petrol\u00edferos Fiscales de Bol\u00edvia (YPFB). O governo brasileiro n\u00e3o conseguiu chegar a um acordo com a Bol\u00edvia e, em maio de 2007, doze meses depois, decidiu vender 100% de suas refinarias no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A proposta brasileira para a venda estava em US$ 120 milh\u00f5es e Evo Morales ofertou US$ 112 milh\u00f5es pelas instala\u00e7\u00f5es da Petrobras no pa\u00eds. O presidente Lula determinou, ent\u00e3o, que o neg\u00f3cio fosse fechado. O Brasil importa da Bol\u00edvia 25 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s diariamente. S\u00e3o Paulo recebe mais da metade deste volume, sendo que mais de 80% \u00e9 direcionado para as t\u00e9rmicas e para a ind\u00fastria. Na matriz energ\u00e9tica do Pa\u00eds, o g\u00e1s representa quase 10% do total.<\/p>\n<p>Os governos dos dois pa\u00edses j\u00e1 tinham antecipado recentemente que Lula se encontraria com Morales na Bol\u00edvia antes do fim do ano. Mas a data ainda n\u00e3o estava marcada. O encontro dos presidentes ser\u00e1 precedido por um reuni\u00e3o entre Morales e o presidente da Petrobras, Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli, marcada para a tarde desta ter\u00e7a-feira, 6, em la Paz. O ministro dos Hidrocarbonetos da Bol\u00edvia, Carlos Villegas, que dever\u00e1 participar do encontro, esclareceu que n\u00e3o vai assinar &#8220;nenhum documento&#8221; nem informar &#8220;absolutamente nada&#8221; enquanto n\u00e3o houver resultados na agenda de trabalho entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Preocupa\u00e7\u00f5es &#8211; Numa demonstra\u00e7\u00e3o da preocupa\u00e7\u00e3o com o tema, o presidente Lula convocou duas reuni\u00f5es na segunda-feira, 5 &#8211; uma pela manh\u00e3 e outra \u00e0 noite &#8211; com os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff e das Minas e Energia, Nelson Hubner, al\u00e9m de toda a c\u00fapula da \u00e1rea de energia do governo.<\/p>\n<p>Lula assegurou que n\u00e3o haver\u00e1 apag\u00e3o energ\u00e9tico e afirmou que est\u00e1 fazendo &#8220;o que precisa ser feito para garantir que o Brasil tenha tranq\u00fcilidade energ\u00e9tica num futuro bastante longo&#8221;. Disse ainda que ser\u00e1 necess\u00e1rio garantir g\u00e1s para as termoel\u00e9tricas, al\u00e9m de assegurar o fornecimento para as pessoas que t\u00eam carro movido com esse combust\u00edvel. &#8220;Quem tem carro a g\u00e1s n\u00e3o corre risco&#8221;, assegurou.<\/p>\n<p>Ele indicou, por\u00e9m, que o g\u00e1s ir\u00e1, prioritariamente, para as termoel\u00e9tricas. &#8220;Temos de dar prioridade para alguma coisa. Na medida em que o Brasil n\u00e3o tem no seu territ\u00f3rio o g\u00e1s que necessita, e n\u00f3s temos de importar, n\u00f3s vamos ter de priorizar&#8221;, disse. &#8220;Primeiro vamos ter de garantir o funcionamento das termoel\u00e9tricas, para produzir energia para a sociedade, depois a ind\u00fastria e depois voc\u00ea tem os carros.&#8221; <\/p>\n<p>O presidente reconheceu que &#8220;ningu\u00e9m colocou tambor de g\u00e1s (nos carros) porque quis, mas porque teve incentivo do governo&#8221;. &#8220;Portanto, as pessoas que t\u00eam esse carro, vamos ter de fornecer e garantir a tranq\u00fcilidade delas.&#8221; Lula disse que o governo &#8220;vai ter de trabalhar para importar mais g\u00e1s&#8221; e a Petrobr\u00e1s &#8220;ter\u00e1 de continuar investindo muito para termos auto-sufici\u00eancia em g\u00e1s&#8221;.<\/p>\n<p>O porta-voz do Planalto, Marcelo Baumbach, disse que, na conversa com Evo, Lula &#8220;mencionou o interesse na retomada de projetos de industrializa\u00e7\u00e3o do g\u00e1s boliviano&#8221;, &#8220;com investimentos no setor energ\u00e9tico&#8221;, mas n\u00e3o entrou em detalhes de como isso seria feito ou se seriam exigidas garantias dos bolivianos.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com o abastecimento no Pa\u00eds foi um dos principais temas da reuni\u00e3o de coordena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo, ontem \u00e0 noite, no Planalto. O presidente Lula quer que seja pensada uma solu\u00e7\u00e3o de longo prazo para a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: Estad\u00e3o Online.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se quiser mais g\u00e1s da Bol\u00edvia, o Brasil ter\u00e1 que aceitar as regras do pa\u00eds. E foram justamente estas regras que levaram a Petrobras a suspender os investimentos na Bol\u00edvia, desde que duas refinarias da estatal foram encampadas pelo governo boliviano, em maio de 2006. 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