{"id":5325,"date":"2007-11-14T00:00:00","date_gmt":"2007-11-14T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/operacao-encontra-madeira-e-carvoaria-ilegais-em-fazenda-no-limite-da-terra-indigena-arariboia-2\/"},"modified":"2007-11-14T00:00:00","modified_gmt":"2007-11-14T02:00:00","slug":"operacao-encontra-madeira-e-carvoaria-ilegais-em-fazenda-no-limite-da-terra-indigena-arariboia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/operacao-encontra-madeira-e-carvoaria-ilegais-em-fazenda-no-limite-da-terra-indigena-arariboia-2\/","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00e3o encontra madeira e carvoaria ilegais em fazenda no limite da Terra Ind\u00edgena Ararib\u00f3ia"},"content":{"rendered":"<p>Agentes da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) descobriram hoje (13) cerca de 2 mil estacas de madeira extra\u00eddas ilegalmente e uma carvoaria clandestina dentro de uma fazenda de 200 alqueires, localizada entre as terras ind\u00edgenas Ararib\u00f3ia e Governador, no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>O propriet\u00e1rio da Fazenda Ouro Preto, Ant\u00f4nio Jos\u00e9 Alves de Souza, de 51 anos, foi multado em R$ 6,6 mil por fiscais do Ibama.  A madeira ser\u00e1 recolhida e ficar\u00e1 sob a cust\u00f3dia da Funai.  O valor da multa poder\u00e1 ser acrescido e chegar a R$ 120 mil, caso a contagem, na retirada da madeira, aponte maior quantidade do que a estimada e depois de feita a medi\u00e7\u00e3o da \u00e1rea desmatada sem autoriza\u00e7\u00e3o do Ibama.  A conduta ilegal ainda pode gerar pena de 3 meses a 4 anos de reclus\u00e3o aos respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;O fazendeiro tem 20 dias para fazer a defesa junto ao Ibama.  Ele pode pedir parcelamento da multa ou at\u00e9 conseguir a madeira de volta, mas isso ser\u00e1 avaliado pelo procurador, dependendo de documentos que forem apresentados&#8221;, explicou o agente de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama, Mauro L\u00e9lis.<\/p>\n<p>As toras de madeira que estavam estocadas no local s\u00e3o de Aroeira, Ita\u00faba Preta, Candeia e Pau Santo.  Segundo as autoridades, imagens de sat\u00e9lite mostram que elas s\u00f3 s\u00e3o encontradas dentro da reserva ind\u00edgena.<\/p>\n<p>&#8220;A regi\u00e3o desta fazenda j\u00e1 estava toda desmatada h\u00e1 mais tempo, e os devastadores deixam a terra queimada para tentar driblar a fiscaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Thais Gon\u00e7alves, coordenadora de prote\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas da Funai.<\/p>\n<p>A ocorr\u00eancia faz parte da Opera\u00e7\u00e3o Ararib\u00f3ia, planejada para combater a extra\u00e7\u00e3o ilegal de recursos naturais na terra ind\u00edgena de Ararib\u00f3ia, localizada no estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao chegarem \u00e0 sede da Fazenda Ouro Preto, os agentes interrogaram Alecssandro Santos Souza, de 26 anos, que foi identificado como filho do propriet\u00e1rio.  Sem documentos pessoais, ele admitiu n\u00e3o ter autoriza\u00e7\u00e3o legal para o desmate da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Assustado com a movimenta\u00e7\u00e3o dos agentes, ele chegou a oferecer peixe frito \u00e0 equipe, mas foi informado que teria de acompanhar a for\u00e7a-tarefa at\u00e9 a cidade de Amarante.  &#8220;Sou meio mal informado&#8221;, respondeu ao ser questionado sobre a pr\u00e1tica de crimes ambientais.  Ele se justificou dizendo que a \u00fanica forma de criar gado \u00e9 com a derrubada de \u00e1rvores para fazer pasto e cerca.<\/p>\n<p>Na cidade, os fiscais localizaram o dono da fazenda, Ant\u00f4nio Jos\u00e9 Alves de Souza, que confessou ter comprado estacas retiradas da terra ind\u00edgena.  Negou, entretanto, que tenha feito isso negociando com \u00edndios.  &#8220;Comprei de homens brancos&#8221;, disse Souza.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m alegou desconhecer as proibi\u00e7\u00f5es legais.  Ap\u00f3s os esclarecimentos dos fiscais do Ibama, Souza reclamou da dificuldade de trabalhar &#8220;com tanta exig\u00eancia da lei&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o chefe do posto ind\u00edgena da Funai na Terra Ararib\u00f3ia, H\u00e9lio Sotero, durante as investiga\u00e7\u00f5es da opera\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios \u00edndios apontaram o fazendeiro como um dos maiores compradores de madeira extra\u00edda ilegalmente na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra equipe da opera\u00e7\u00e3o j\u00e1 efetuou o lacre de quatro madeireiras em Amarante.  A popula\u00e7\u00e3o da cidade acompanha com curiosidade a movimenta\u00e7\u00e3o dos agentes, mas os moradores evitam fazer coment\u00e1rios.  Dizem, no m\u00e1ximo, saber que h\u00e1 muita ilegalidade na regi\u00e3o.  Em outras \u00e1reas da terra \u00ednd\u00edgena, j\u00e1 houve apreens\u00e3o e queima de droga, recolhimento de ve\u00edculos e o fechamento de serrarias.<\/p>\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Ararib\u00f3ia n\u00e3o tem data prevista para acabar e deve receber, ainda esta semana, de acordo com o administrador regional da Funai em Imperatriz (MA), Jos\u00e9 Leite Pianc\u00f3, o apoio de homens da For\u00e7a Nacional de Seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Fonte:Radiobr\u00e1s<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agentes da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) descobriram hoje (13) cerca de 2 mil estacas de madeira extra\u00eddas ilegalmente e uma carvoaria clandestina dentro de uma fazenda de 200 alqueires, localizada entre as terras ind\u00edgenas Ararib\u00f3ia e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5325","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5325","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5325"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5325\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}